Um Jogo Chamado “PETELECO” – Rooney Araújo Raminelli | Ginásio/Colégio Nova Friburgo

Um Jogo Chamado “PETELECO” – Rooney Araújo Raminelli

Publicado por em dez 3, 2014 em Artigos, Blog | 1 comment

Um Jogo Chamado “PETELECO”

Era o ano de 1955. Vindo da pacata Euclidelândia, um distrito de Cantagalo, com menos de mil habitantes, chego ao efervescente CNF. Um garoto tímido, assustado e traumatizado. Há exatamente um ano, perdera seu irmão mais velho covardemente assassinado pelos seus “colegas” da Aeronáutica, no Campo dos Afonsos.

Fiquemos no âmbito do CNF. Eu era simplesmente um ninguém na multidão. Surge, no pátio do ginásio, uma mesa de madeira de 1 m x 1 m, com bordas de 2 cm de altura. Em cada um de seus quatro cantos, uma caçapa semelhante à da sinuca, mas para dentro. Quatro linhas paralelas, duas a duas e afastadas 8 cm das bordas. No centro da mesa um ponto marcado.

A regra é parecida com a da sinuca, só que existem quinze pedras pretas e quinze brancas. Um jogador só pode encaçapar as pedras da cor que ele escolheu. Caso contrário perde ponto. Como na sinuca, também tem suicídio. No centro da mesa ficam empilhadas três pedras vermelhas, que valem  mais pontos. Ao redor das vermelhas, ficam embaralhadas trinta pedras brancas e pretas. Tocando a pedra vermelha antes de uma das duas outras cores, perde-se ponto. Existe uma pedra de cor diferente que é usada por todos os jogadores para tentar encaçapar as outras.

O jogo pode ser jogado por duas pessoas. Neste caso usam-se os lados opostos. Sendo quatro jogadores, os companheiros ficam em posições frontais. Tendo uma das pedras caído fora da mesa, anula-se a jogada e passa-se a vez. Havendo suicídio a jogada é anulada e passa-se a vez e perde-se ponto. Enquanto o jogador acertar ele vai jogando até errar. As pedras são do tipo do jogo de damas, em madeira, com mais ou menos 2,5 cm de diâmetro e 6 mm de altura e madeira que não seja leve.

No recreio era uma correria para garantir uma vaga. Quem perdia saia do jogo. Por ironia do destino, me destaquei neste esporte, mas minha maior frustração é quando falo com alguém a respeito do “Peteleco”, ninguém conheceu nem ouviu falar. Com o passar do tempo comecei a notar que só nessa hora eu era alguém na multidão. Tendo esperança de conquistar uma medalha, dentro da minha timidez, torcia para que o jogo de Peteleco fizesse parte das Olimpíadas do Colégio.

Esqueceram de mim!

Rooney Araújo Raminelli  – CNF de 1955 a 1957

Conheci esse jogo quando fiz segunda época no mês de fevereiro de 1955. Um grupo de estagiários o levou para o CNF e lá o deixou. Joguei muito e na nossa sala havia um aluno que jogava bem. Seu nome: José Marcos. Nunca mais soube dele.

Jayme Balthazar Magalhães – GNF/CNF de 1951 a 1955

  • Pablo Oliveira

    Pesquisando no Google você acha várias coisas sobre o jogo – que conheço como “pitoco” – . Desde regras, até vídeos no Youtube e mesas e peças à venda.


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