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Carta ao amigo Nelson Maués

Postado por em jun 10, 2018 Artigos, Blog | 0 Comentários

Carta ao amigo Nelson Maués 

 

Afonso Brito Chermont (*)

 

Há poucos dias atrás recebi um convite para o lançamento de um livro do meu amigo Nelson Maués. Nelson havia estudado no Colégio Nova Friburgo, pelos idos de 1957; foi um grande atleta no Pará, jogou basquete pelo Paysandu, saído do Remo, onde brilhava como um grande craque. Nelson, ligeiramente mais novo do que eu, de minha geração, o que me permitiu acompanhá-lo na sua vida desportiva como também em seus passos pela Universidade. Em passado mais recente, o vi assumir cargos em empresas públicas tendo, sempre, mantido postura de homem educado, de excelente trato, bem formado, enfim um homem dos mais úteis para nosso Estado do Pará. 

O Lançamento do livro foi no clube que frequentamos – Assembleia Paraense –, onde, vez por outra, arriscamos uma pelada de basquete. No livro “De Mosqueiro a Xangai”, de 254 páginas, Nelson destaca muitas coisas que me fizeram, ao longo de mais de cinquenta anos de convivência, identificar-me com ele: ter estudado no CNF, ter sido um excelente jogador de basquete, um lutador apaixonado por tudo aquilo que fez na vida profissional e, quase que já ia esquecendo, de gostar das moças (bonitas, evidentemente) com muita intensidade.  

O lançamento foi uma festa, propriamente um encontro de uma geração. Lá estavam profissionais, ex-atletas, gente que acompanhou Nelson ao longo de sua vida e que estavam presentes para prestigiá-lo. Foi uma reunião bonita, pois todos queriam abraçá-lo, como que agradecendo por tudo aquilo que Nelson fez e demonstrou de bom na vida.  

Nessa festa belíssima fui distinguido com dedicatória especial:  

— ao querido amigo Afonso, que fez sucesso em Friburgo e em Belém.  

Nelson Maués. 24/04/2018 

 

 

Li o livro de Nelson, De Mosqueiro a Xangai,  e fiz um comentário para o amigo que reproduzo a seguir: 

 

Meu caro amigo Nelson,

 

Li seu livro e fiquei entusiasmado com suas narrativas. Comentei com amigos comuns e todos têm transmitido a mim grande admiração. Você resgatou a minha, ou melhor, a nossa geração, que passou por tudo aquilo que você tão bem e intensamente viveu e, agora, descreveu. Você  fala de Belém, de basquete, das moças.  Que viagem meu caro amigo! Uma viagem e tanto. Do tamanho de uma viagem de Mosqueiro a Xangai. 

O início de seu livro falando dos seus pais, do naufrágio,  senti o sofrimento e o desespero do casal. A satisfação do encontro com Sérgio e Fernando. Terrível a guerra!  

Depois percebi o orgulho que eles sentiram por ti. 

Mosqueiro, Belém, Nova Friburgo lugares que vivemos e sempre com a mesma intensidade. Cheguei agora de Friburgo que fez 200 anos no dia 16 de maio. Fui convidado para participar dos festejos de aniversário. Reencontrei muitos amigos que lá fiz no colégio, no basquete e no Tiro de Guerra. No Colégio passei sete anos, onde aprendi a jogar com o mesmo professor que ensinou o Felinto Marinho. Disputei campeonatos e, vez por outra, enfrentava times do Rio como Fluminense, Flamengo (que tinha como treinador Kanela e o grande astro era o Algodão). Tenho foto dessa façanha e até bem pouco eu guardava como o meu maior troféu. 

Muito menos do que você representou, absorvi um conceito do basquete que não deixo de mencionar: o basquete imita a vida. De fato. Quando as coisas não estão bem, você pede ‘tempo’ e tenta arrumá-las de forma diferente da que você vinha fazendo e, muitas vezes, você deslancha.  

No basquete você tem que construir, armar, decidir rapidamente, fazendo tudo dar certo para vencer, assim como você conseguiu na Codebar. Aperfeiçoar o conjunto, trabalhar em equipe, etc. é como na vida! Ao contrário de outros esportes cujas propostas são de fazer com que os adversários errem mais. 

Entendi a angústia de trocar o Remo pelo Paysandu. Acho que foi a decisão mais acertada que você tomou na vida. E o fez com inteligência: ajudou a família, ajudou a você mesmo. Acho que você foi o primeiro grande profissional do basquete do Pará.  

A rivalidade era tanta que só uma pessoa elevada e o apoio dos amigos suportariam tamanha pressão. Os torcedores do Remo e Paysandu não passavam em frente da sede um do outro. O antagonismo era tanto que se transformava em hostilidade.   …   Certa vez eu estava no Corujão quando encontrei com Luiz Carlos Rocha (Bolão) e Omar Rocha que, depois de uns drinks, me convidaram (foi mais intimação) para ir a uma festa no Paysandu. Relutei, a princípio, mas acabei indo, apoiado nos embalos de carnaval. Pensava no meu pai, que se soubesse que eu estava no Paysandu, no mínimo, cortaria minha mesada. Pior, caro amigo, que determinada hora vi que eu iria fazer parte do júri que elegeria a melhor fantasia do baile… Aí eu tive a certeza de que além de ter mesada cortada eu seria tachado como veado. Foram dias de angústia. Entrar no Paysandu e mais ser jurado de concurso de fantasia. Era demais! 

Lembro-me, então, dos comentários que foram feitos à época. Você resistiu a tudo com sua absoluta calma. Compensou dando campeonato ao clube. Você foi bravo e já demonstrava espírito superior. Você foi um grande campeão! 

Você descreve a época e coloca os Beatles como o novo, o rompimento com os velhos hábitos. O Rio era uma sonoridade só com a leveza da bossa nova e, contrastando, a revolucionária música dos Beatles.  

E como você descreve as moças… Eu acho que conheci algumas, tudo bem arrumado e na hora certa.  

Na medida em que li seu livro verifiquei que você era um grande cara, destaque da minha geração; menino que se desenvolveu com apoio do esporte, bom filho, bom profissional, bom amigo, um competente nortista sem complexo de inferioridade etc. e, agora, depois de Mosqueiro a Xangai, um bom e brilhante escritor. Você soube com sensibilidade mostrar o que foi a sua, a nossa geração.  

Somente discordo de você no último desejo, pois quero levar minha bola de basquete – tenho uma Spalding, faz mais de trinta anos –, quero ir de terno azul, camisa social branca e gravata grená, vestido tal qual você e eu, um ano depois, fomos para Friburgo.   

Agradeço sua dedicatória e retribuo os votos de sucesso.  

 

Um abraço amigo 

Afonso Brito Chermont  

Maio de 2018  

 

 (*) CNF 58/64  

  Maio 2018

Choppapo-Rio – março de 2018

Postado por em abr 8, 2018 Blog, Choppapos, Choppapos no Rio | 0 Comentários

O Choppapo de março de 2018 foi especialíssimo.

Anunciada a presença de Afonso Chermont, inúmeros cenefistas compareceram à Taberna Atlântica para abraçar nosso querido colega que veio de Belém do Pará para eventos em Nova Friburgo e aproveitou para ir ao nosso Choppapo mensal.

Os felizes Genefistas e Cenefistas presentes em , 7/3/2018 na Taberna Atlântica, em ordem alfabética, foram os seguintes:

 

AFONSO Brito CHERMONT – 58/64 e GLÓRIA

Cláudio Egger BARBETO – 57/64

CRISTINA Mastrângelo Moreira – MALUCA – 69/70

DAVIS Tendler – PACHECO – 58/65

Henrique Guilherme BORK – 50/57

JAYME Balthazar Magalhães – CANGURU – 51/55

João Marcos Moraes – TOF–TOF – 51 e 56/59

JULO de Miranda – 56/63

LEANDRO ERTHAL – 73/77

Luiz Eduardo Simões Lopes – LOPÃO – 62/64

Luiz Otavio Lins de Souza – BELA – 56/60

MARIA ALICE Antunes – 59/60

Maria da Glória de Freitas Christino – GLORINHA – 62/66

Maria Tereza Burrowes Mattos – TETÊ – 61

OSMARINO Alves da Silva Júnior – ZÉ MELECA – 60/61

PAULO EURICO de Freitas – 58/60 – CANTANTE

Paulo Rogério da Silva MUSSI – 58/64

Paulo Sérgio LONGO – 56/63

RAFAEL Augusto Roquete Bruno – 58/59

RAMIRO de Mattos Florence – 59/65

RONALDO Lo Bianco – 62/69 e CARLA

SILVÉRIO Minervino Ortiz Júnior – 56/62

 

Nestor Schor

Postado por em fev 3, 2018 Blog, Notas de Falecimento | 0 Comentários

Nestor Schor

CNF de 1960 a 1963

Acabei de receber a triste notícia do falecimento do nosso colega Nestor Schor. Teve um ataque cardíaco, hoje, 3 de fevereiro de 2018, às 16h, em sua casa. Quem comunicou foi o Wanderley Pires.

Seu corpo será velado amanhã, 4/2/2018, a partir das 9h, no Salão Nobre da Escola Paulista de Medicina.

Choppapo-Rio

Postado por em dez 31, 2017 Blog | 0 Comentários

Não faremos Choppapos em janeiro e fevereiro de 2018.

Joel Fabrício Ortiz

Postado por em dez 23, 2017 Blog, Notas de Falecimento | 3 comentários

Joel Fabrício Ortiz

CNF de 1961 a 1965

Recebi hoje, 23 dez 2017, por dois de seus irmãos (Caio e Silvério) a triste notícia do falecimento do Joel após vários meses  de sofrimento e tentativas de superação… Joel teve três irmãos no CNF: Fabrício, Silvério e Caio.

O velório se realizará amanhã dia 24, das 11:00 h às 13:00 h no Memorial do Carmo, no Caju.

Choppapo Sampa – dezembro de 2017

Postado por em dez 8, 2017 Blog | 0 Comentários

No dia 6 de dezembro foi realizado o jantar de fim de ano de São Paulo.

Muito animado, como sempre, estiveram presentes os seguintes cenefistas:

CAIO Fabrício Ortiz – 58/64

CLÁUDIO Renato Weber Abramo – PARDAL – 58/61

Luiz Antonio FLAQUER – 61 – TOTÓ

Moyses Baffi Agreste – LIMONADA – 54/61

Silvério PENIN y Santos – 59/61

VASCO de Castro Ferraz Junior – 58/60

WANDERLEY Pires – 57/63

Casablanca sem fumaça

Postado por em nov 28, 2017 Artigos, Blog | 1 comentário

Casablanca sem Fumaça

 

Afonso Brito Chermont (*)

 

Recebi um vídeo, do meu amigo Fernando Martins Franco, conhecido no nosso Colégio Novo Friburgo como Feijãozinho, sobre o filme Casablanca.

Feijãozinho tinha um irmão, mais velho, que já estudava no CNF e que tinha o apelido de Feijão, então, passaram a chamá-lo pelo diminuitivo de feijão e aí ficou até hoje. Assim como eu era chamado de Chermontzinho, pois meu irmão, mais velho também, lá estudava. Paulo ganhou um apelido, Jack Palance, o que me permitiu libertar do Chermontzinho, que não fazia justiça devido ao meu tamanho avantajado.

Havia outros exemplos de apelidos de irmãos bastante notáveis: Os três Caminha – denominados: Caminha, Caminhão e Camionete; os Luz: Luz e Lamparina.

Voltando ao vídeo Casablanca, que o Feijãozinho mandou para mim: uma reprodução do filme famoso da década de 40 que se tornou um clássico do cinema. A atriz Ingrid Bergman, o ator Humphrey  Bogart,  o pianista Dooley Wilson e a música As Time Goes By são sucessos até hoje lembrados (pelos mais velhos, por aqueles que gostam de cinema, por quem gosta de música como o meu amigo Silvério Ortiz).

Casablanca, o filme, eu assisti mais de uma vez: no Eldorado, cinema tradicional de Nova Friburgo e vi, ainda, no cinema do CNF que passava toda quarta-feira e tínhamos direito a um drops na entrada de cada secção.

O filme passado em Casablanca, Marrocos, durante a segunda guerra, boa parte do tempo em um restaurante que era, também, uma casa noturna. O personagem de Bogart encontra sua antiga paixão e aí começa um drama de amor muito marcante, especialmente pela música, muito bonita e interpretada pelo cantor americano com voz rouca e aveludada.

O filme tinha outra característica: fumavam todos. O cigarro criava um ambiente que ajudava ou dava ênfase ao amor e ao drama. Quando estavam no restaurante havia uma fumaça branca que envolvia a tudo e a todos. Hoje tenho certeza de que a minha geração decidiu fumar achando ser a melhor coisa do mundo. A inspiração ficava exacerbada; as pessoas passavam a ser mais bonitas, e por aí vai. Eu decidi fumar, embora fosse ligado ao esporte, muito em função daquele filme. Achei, à época, que fumar era um ato que realçava as pessoas. Era charmoso fumar!

Tenho, hoje, convicção que o filme foi um marketing da indústria do cigarro. Hoje eu penso: como pode algo que faz tão mal a saúde, de odor terrível, causar uma atração e se tornar uma constante na vida das pessoas.

A propaganda ao invés de orientar, no caso do cigarro, levou uma grande parte das pessoas a adotar o produto que não tem nada de saudável à vida humana a se tornar algo de consumo atrativo. Consegui deixar de fumar faz mais de trinta anos e foi a melhor coisa na minha vida.

O vídeo em que Feijãozinho mandou o filme está remasterizado e não aparece a fumaça do cigarro. Recebi com muito gosto. Mandei para meus amigos e tenho, de volta, manifestações de que se trata de notável obra do cinema americano. Todos fazem menção a beleza da música e sua interpretação.

O vídeo é lindo e por ter passado pela limpeza tão importante da fumaça ficou ainda mais bonito.

 

Novembro de 2017

(*) CNF 58/64

Choppapo do André Chaves

Postado por em out 1, 2017 Blog, Choppapos, Choppapos no Rio | 0 Comentários

No dia 28 de setembro realizou-se, no La Mole de Ipanema, um Choppapo Extra em homenagem ao nosso colega André Meira de Vasconcelos Chaves (CNF de 1958 a 1964), o “Cabeleira”, que mora nos EEUU há muitos anos e veio ao Brasil para rever os colegas. Ele é reconhecido como um dos maiores cirurgiões de mão do mundo. Ele foi a Friburgo e visitou o CNF, revendo os locais onde passou os anos mais felizes de sua vida.

No Choppapo estiveram presentes 23 pessoas, sendo 19 cenefistas de 1956 (Julo e Bela) a 1976 (Adriana).

 

ADRIANA Elizabeth VENTURA Braga – 76

André Meira de Vasconcelos Chaves – CABELEIRA ou CAPILO – 58/64

Álvaro José Cruz Pessanha – ALVINHO – 63/65

CAIO Fabrício Ortiz – 58/64

DAVIS Tendler – PACHECO – 58/65

Elisabeth Araújo Jorge Marques de Oliveira – BEBETH – 59/65

FERNÃO Gondin da Fonseca – 59/65 e VERA

Guillaume Achiles Clair Marie ISNARD Filho – 68

João Otávio Domingues de Oliveira – 63/64 – TATAU

JULO de Miranda – 56/63

Luiz Ildefonso Simões Lopes – 63/67 – LOPINHO

Luiz Felipe PUPE de Miranda – 57/58 e EDY

Luiz Otávio Lins de Souza – BELA – 56/60

MARIA ALICE Antunes – 59/60

Maria da Glória de Freitas Christino – GLORINHA – 62/66

NESTOR Schor – 60/63

RAMIRO de Mattos Florence – 59/65

RONALDO Lo Bianco – 62/69 e CARLA

Rosemberg Gonçalves – 64/68 – BEG CLARISSE

 

 

Encontrão de Setembro de 2017

Postado por em set 24, 2017 Blog, Encontrão de Setembro | 0 Comentários

Programação de setembro de 2017

6 de setembro – quarta-feira:

  • Das 17h às 19h – Vinho Amigo na SCA.
  • Das 19:30h à meia-noite – Encontrão na Chopperia Casarão de Minas – Euterpe Friburguense 21.

7 de setembro – quinta-feira:

  • Desfile na Av. Alberto Braune. Concentração a partir das 9h, em frente ao Cadima Shopping.
  • Das 12h às 17h – Grande Churrasco, na Praça do Canhão. R$ 90,00 por pessoa.

8 de setembro – sexta-feira:

  • Das 21h à 2h – Noite de Queijos e Vinhos com o Conjunto Papoula. R$ 80,00 por pessoa.

 

Seguem-se as fotos do nosso grande encontro.

 

 

Vinho Amigo na SCA, de Ronaldo Lo Bianco

 

Concentração para o Desfile

 

Desfile

 

Churrasco

 

Noite de Queijos & Vinhos


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