Meu
amigo Mario,
Reparto com você uma das minhas citações
prediletas. Tem tudo a ver com o passeio a que
hoje - nesta tranqüila tarde de sábado
- você me levou: ao site www.gnfcnf.org.br.
Acompanhei
a construção do prédio,
saracoteei por todas as dependências
mostradas, só faltou sentir o cheiro
da mata e ouvir os sons do silêncio.
Projetei na minha mente as suas escapadas
e fugas à noite pelas matas ao lado
da ladeira do Colégio (e, evidentemente,
não ia rezar o terço...) as
cobras corais no bambuzal e na Canaleta. a
saudade da comida de casa, a troca de namoradas,
facilitada por serem gêmeos... Enfim,
senti o clima que transpira nos textos que
li e que marcaram a sua vida de forma tão
plena e profunda.
Mas
o que me lavou a alma foi a faceta humana
atual. Num mundo de tanto desamor, é
admirável ver um grupo de homens no
apogeu da sua capacidade intelectual e profissional
- e, provavelmente, cheios de compromissos
sociais e familiares - dedicar parte do seu
tempo disponível sustentando essa chama
bonita que iluminou a sua adolescência,
não deixando que a "dança
das horas" - dos meses, dos anos - esmaeça,
desfigure uma hora expressiva de suas vidas.
Numa
época de tanta competição
e individualismo, é maravilhoso testemunhar
um grupo que cultiva valores gregários
de entendimento, fraternidade, convivência,
solidariedade, esbelecendo os parâmetros
dos sonhos utópicos que temos de um
mundo ideal.
Tenho nas minhas relações inúmeros
parentes e amigos que estudaram em bons colégios
internos, mas não ouço dizer
de associações como a que você
tanto se dedica. Decerto faltou o elemento
aglutinador, o idealista, o construtor de
pontes...
O
apreço, a admiração e
o carinho de
Ida
03
de Fevereiro 2005