Administrador de Empresas, Professor de Administração Geral e Financeira, de Sociologia e Teologia,
Mestre em Engenharia de Produção e Consultor em Qualidade Total

 


A Importância de CONHECER o Mercado -
a sociedade da qual seu CLIENTE pertence...

Angelo Manoel Moreira da Rocha
Um desapontado vendedor da Coca-Cola retorna de sua tarefa em Israel .
Um amigo pergunta:
- Porque você fracassou assim totalmente com os israelenses ?
O vendedor explicou:
- Quando fui indicado para o Oriente Médio, eu estava muito confiante de que faria ótimas vendas me dedicando à área rural. Mas eu tinha um problema, eu não sabia falar Hebraico. Então eu planejei transmitir minha mensagem de venda através de três posters....

Primeiro poster: um homem caído na quente areia do deserto... totalmente exausto e quase desmaiando....
Segundo poster: o homem bebendo a nossa Coca-Cola....
Terceiro poster: nosso homem agora está totalmente revigorado....
- Então esses posters foram colados em toda a área rural de Israel.
- Isso deveria ter funcionado, disse o amigo.
O vendedor explica:
- Eu não tinha idéia que os israelenses lêem da direita para a esquerda......

_______________________________________________________________________________________

A Arte de Negociar

Não é nada bonito manobrar pessoas, mas a hipótese levantada no texto abaixo é um retrato do mundo (não digo mais da sociedade porque nem mais se estuda Sociologia nas Universidades) de hoje.Um forte abraço.

Angelo Manoel Moreira da Rocha

PAI - escolhi uma ótima moça para você casar.

FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.

PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates…

FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.

PAI
- Bill, eu tenho o marido para a sua filha!

BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!

PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial…

BILL GATES - Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

PAI - Senhor Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.

PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.

PAI - Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates.

PRES. BANCO MUNDIAL

- Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!

Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.

"Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic… "

17 de julho de 2009

_______________________________________________________________________________________


O Professor e os Canecos de Chocolate
Reencontro com uma turma da UFRJ

Angelo Manoel Moreira da Rocha

_______________________________________________________________________________________

A Lei do Caminhão de Lixo
Angelo Manoel Moreira da Rocha
Em uma de nossas viagens, eu e minha esposa, pegamos um táxi dos meus conhecidos que fazem ponto na Praça Santa Tereza em Teresópolis para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa da estrada principal quando de repente um carro saiu de uma entrada lateral na nossa frente. O motorista do táxi pisou no freio, derrapou na parada brusca, mas conseguiu escapar do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós, demonstrando grande nervosismo. O nosso motorista apenas sorriu e acenou de forma bem amigável para o outro, fazendo um sinal de positivo enquanto acertava o carro. Para nós disse: calma está tudo bem!

Então eu perguntei: - Você está me lembrando os motoristas de tempos atrás em que não tínhamos praticamente nenhuma retenção de trânsito em Teresópolis, mas mesmo assim porque você fez isto? Este motorista abusado quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!

Foi quando aquele motorista do táxi me ensinou o que eu agora estou chamando de "A Lei do Caminhão de Lixo." E o professor aprendeu mais uma lição, sabedor que de onde menos se espera vem os maiores ensinamentos, e sempre temos algo a mais para aprender na vida, mesmo que seja uma nova forma de colocar valores e práticas conhecidas.

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí "carregadas" de lixo, cheias de frustrações, opressões, de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso como uma ofensa pessoal. Isto não é problema seu ou nosso! Apenas sorria, acene para ele, deseje-lhes boa viagem e vá em frente como se nada tivesse acontecido.

Este é o principal conselho: não pegue o lixo nem o entulho de tais pessoas, muito menos o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranqüilo...

O princípio básico é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo ou de entulhos estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, ou ter aborrecimentos no trabalho, picuinhas pessoais e demais coisas do gênero. E ainda é importante que você ame as pessoas que te tratam bem. Ore em especial pelas que não o fazem. Peça a proteção de Deus para tais pessoas, pois elas devem estar precisando mesmo.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe, como reage as situações que ela lhe apresenta, em especial as mais delicadas como esta. Tenha, a partir deste dia abençoado sem LIXO, uma boa viajem e um treinamento para evitar todos os outros tipos de detritos que sempre aparecem na nossa caminhada pela vida.

Foi desta forma que agradeci muito aquele modesto, simpático e humilde motorista de táxi que me reforçou uma lição importante a ponto de passar a considerá-la como uma LEI, como tantas outras que o nosso MESTRE JESUS nos deixou, em especial quando nos ensinou uma Lei Régia do Amor e da Ética de comportamento entre os homens, dizendo em Lucas 6.31: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles".

21 - 03 - 2009

_______________________________________________________________________________________

Políticos Prestem Atenção Aos Bons Exemplos!
Angelo Manoel Moreira da Rocha

 

Na abertura da sessão do Senado em Kansas, USA, todos esperavam um brilhante e tradicional discurso. Mas o escolhido para este pronunciamento, o ministro Joe Wright, surpreendeu a todos preferindo fazer uma oração. E quando anunciou sua intenção, notou uma postura predominante de perplexidade e de discordância na grande platéia dos políticos presentes. Sem se incomodar com isto começou a orar desta forma: Pai celeste, nós estamos diante de Ti hoje para pedir Teu perdão e para buscar Tua direção e liderança. Nós sabemos que Tua palavra diz, "cuidado com aqueles que chamam o mal de bem", mas isto é exatamente o que temos feito. Nós perdemos nosso equilíbrio espiritual e revertemos nossos valores. Alguns exemplos comprovam que: Nós exploramos os pobres e chamamos isso de loteria. Nós recompensamos a preguiça e chamamos isso de bem-estar.
Nós negligenciamos a disciplina de nossos filhos e chamamos isso de liberalidade na construção da auto-estima. Nós abusamos do poder e chamamos isso de política justificável. Nós invejamos as coisas dos outros e chamamos isso de ambição. Nós poluímos o ar com coisas profanas e pornografia e chamamos isso de liberdade de expressão. Nós ridicularizamos os valores dos nossos antepassados e chamamos isso de vitória do iluminismo moderno contra o saudosismo atrasado. Sonda-nos, oh, Deus, e conhece os nossos corações hoje; nos limpa de todo pecado e nos liberta destes artifícios mundanos que, sob a capa em que seus inimigos fecham nossos olhos e nossas mentes, vão se tornando rotineiros, normais até para os que Te conhecem e dizem Te respeitar. Amém!'

A resposta foi imediata. Um grande número de legisladores saiu durante a oração em forma de protesto. Em 6 semanas, a igreja chamada Central Christian Church, onde o Rev. Wright é pastor, recebeu mais que 5.000 ligações e somente 47 foram negativas. A igreja agora está recebendo pedidos internacionais de cópias desta oração, como da Índia, África e Korea.
O comentarista Paul Harvey colocou essa oração no ar no seu programa de rádio 'O Resto da História', e recebeu o maior índice de ouvintes que o seu programa já teve.

Conheci este relato do que aconteceu no parlamento americano quando estava pensando numa frase de uma música cristã que dizia mais ou menos assim: Restaura sua casa, Senhor; acaba o show e recupera o louvor. Assim senti o dever de divulgar este BOM EXEMPLO PARA NOSSOS POLÍTICOS, e, também, lembrar aos irmãos novos e antigos, líderes e liderados, que a Igreja é uma organização e um organismo. Mas ela deve crescer sempre como organismo – corpo de Cristo – e manter a organização necessária ao seu funcionamento. Hoje, no entanto, vemos Igrejas como uma visão invertida, crescendo como organização empresa, produtora de grandes espetáculos, cantores e pregadores, mas deixando atrofiar a expansão do poder de Deus na perfeição de um organismo que Ele gerou para entendermos o Seu comando por meio de Jesus que é a cabeça de todo corpo eclesiástico.

14 - 03 - 2009


_______________________________________________________________________________________
A Morte do Bom Senso
Angelo Manoel Moreira da Rocha
É com muita tristeza que participamos o falecimento de um amigo muito querido que se chamava BOM SENSO…

Ele viveu muitos e muitos anos entre nós.

Mesmo assim, ninguém conhecia com precisão a sua idade porque o registro do seu nascimento foi desclassificado há muito tempo, tamanha a sua antiguidade. Superava em muito até Matusalem que foi o homem que viveu mais nos primórdios das civilizações (Gênesis 5.27).

Mas lembramo-nos muito bem dele, principalmente pelas suas lições de vida. Ele nos deixou algumas frases muito conhecidas e consideradas como populares de autor desconhecido, como:


«O mundo pertence àqueles que se levantam cedo »

«Não podemos esperar tudo dos outros »

«O que me acontece sempre pode ser em boa parte também por minha culpa »


O BOM SENSO só vivia com regras simples e práticas, alem de princípios educativos, como os seguintes exemplos destas regras:


«Não gastar mais do que se tem »

«São os pais quem dão a palavra final; disciplina não mata e nos ajuda a aprender com os erros »


Acontece que, o BOM SENSO começou a perder o chão e passar mal, quando os pais passaram a atacar os professores, que acreditavam ter feito bem o seu trabalho querendo que as crianças aprendessem o respeito e as boas maneiras.

Também foi um golpe duro e agravou-se o seu estado de saúde quando ele soube que um educador foi afastado ao repreender um aluno por comportamento inconveniente na aula.

Mais debilitado ainda ficou quando as escolas foram obrigadas a ter autorização dos responsáveis, até para um curativo no machucado de um aluno, sequer podiam informar os pais de outros perigos mais graves incorridos pela criança.

Enfim, o BOM SENSO perdeu a vontade de viver quando percebeu que os ladrões e os criminosos tinham melhor tratamento do que as suas vítimas. Isto falando daqueles que vão para a cadeia mesmo, não incluindo o chamado grupo do "colarinho branco" que, para disfarçar, passam às vezes poucas horas ou dias em celas que parecem mais uma suíte de hotel de quatro estrelas.

O BOM SENSO perdeu definitivamente toda a confiança e a vontade de viver quando soube que uma mulher, por não perceber que uma xícara de café quente iria queimar-lhe, ao derramá-lo em uma das pernas, apelou para advogados espertos e por isso, recebeu uma colossal indenização do fabricante da cafeteira elétrica.

O BOM SENSO tinha como todos nós uma família abençoada pelo nosso Deus, Pai e Criador Eterno, mas estava sozinho no mundo, pois já tinha perdido toda a sua família em morte mais prematura que a sua. A morte do BOM SENSO foi precedida pelo falecimento:


dos seu pais: a Verdade e a Confiança;
da sua mulher: a Discrição;
da sua filha Responsabilidade e do filho Juízo.

Então, o BOM SENSO deixa o seu lugar para cinco enteados ou irmãos bastardos que eram conhecidos com nomes como Egoísmo, Soberba, Materialismo, Iniqüidade e Desonestidade. Diziam, falsamente, que eram da "família Bom Senso". Mas suas "marcas" características desmentiam e eram também consideradas "ditos populares" de autores desconhecidos, como estes exemplos abaixo:


<<Conheço os meus direitos>>
<<Sabe com quem está falando?>>

<<Quero isto já, agora, se não...>>
<<A culpa não é minha>>
<<Eu sou uma vítima das circunstâncias ou da sociedade>>


Claro que não haverá uma multidão no seu enterro, porque já não temos muitas pessoas que o conheçam ou conheciam bem, e poucos se darão conta de que ele partiu.

Mas, se você ainda se recorda dele, caso queira reavivar a sua lembrança, previna todos os seus amigos do desaparecimento indevido do saudoso BOM SENSO.

Ao menos podemos fazer alguma coisa e mostrar que nossos verdadeiros valores não morreram com ele, pois tem origem no nosso interior onde a presença Divina pode e deve estar conosco, em reconhecimento à vida eterna que Deus nos deu de graça em Cristo Jesus.

07 - 03 - 2009

 

_______________________________________________________________________________________

 

Para o Dia do Professor, A Aula Onde se Aprende a Amar
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 


Relata a Sra. Thompson, que no seu primeiro DIA DE AULA parou em frente aos seus alunos da 5a. série do ensino fundamental e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Teddy.

A professora já havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas no semestre anterior ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada período letivo. A Sra. Thompson examina os atuais alunos e deixa a ficha de Teddy por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa. A professora do 1o. ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte: Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele. A professora do 2o. ano escreveu: Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu humilde lar deve estar sendo muito difícil. Da professora do 3o. ano constava a anotação seguinte: A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu ausente pai não tem nenhum interesse na família e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo. A professora do 4o. ano escreveu: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A Sra. Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se ainda pior quando recebeu os presentes de Ano Novo que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel cinza de mercadinho. Ela abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquele dia Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. E o mais importante foi o que Teddy lhe disse: a senhora esta cheirosa como minha mãe. Depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy e a todos que tinham problemas parecidos com os dele.

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Teddy saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a Sra.Thompson recebeu uma notícia em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Cinco anos depois, recebeu outra carta de Teddy contando que havia concluído o curso médio e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Theodore Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy. Outro dia a Sra. Thompson recebeu mais uma carta, em que Dr.Teddy a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai. Ela aceitou o convite e no dia do casamento estava usando a pulseira que ganhou de Teddy há anos atrás, e também o perfume.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: - Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença. Mas ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou baixinho: - Você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar direito até que o conheci.

Aí está, amigos e colegas, o valor da atenção... o quanto é importante darmos um pouco mais de atenção as pessoas a quem amamos ou que precisam de nós, sem no entanto, esquecer dos outros... A atenção, carinho e cuidado devem ser somados e nunca divididos. É preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma da pessoa, vindos do AMOR MAIOR DE DEUS.

Aos Mestres de todo nível, aos quais este testemunho deve servir de motivação, a minha solidariedade e carinho por mais uma data nossa, 15/10, a ser comemorada com a consciência de quem ensina e aprende, com capricho e amor, tudo que recebeu e recebe do nosso Deus Criador.

_______________________________________________________________________________________

 

A Clonagem Humana
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

A humanidade nunca deixou de fazer nada que ela tenha encontrado capacitação para realizar. Mesmo a bomba atômica, com todo o seu poder destrutivo, foi usada de fato e depois continuou a ser usada como “arma fria” ou, nos nossos dias, representando o principal limite contra qualquer ameaça terrorista, em função da necessidade de manutenção do planeta e o perigo da auto-extinção.

Com a clonagem, entretanto, a coisa é mais sutil. A bomba mata. A clonagem, no entanto, é vista como uma multiplicação da vida, daí seu poder de sedução, especialmente em razão de que a vida é a mais essencial de todas as fixações humanas. Este padrão que move a existência humana ávida por buscar a eternidade por seus próprios meios, aliado ao poder de criar, exercem extrema atração sobre nós, para o bem e o mal, especialmente quanto o tal gesto nos aproxima mais da divindade, não no plano da nossa relação espiritual com Deus, pois esta já nos tranqüiliza sobre a possibilidade de vida eterna, mas na vã suposição de que podemos ser “como Deus”, seus iguais.

Ontem criou-se uma ovelhinha e hoje estamos querendo desenvolver ou já teríamos desenvolvido a criação de seres humanos. E não haverá lei na terra, como já existem em alguns países, que nos possa garantir que isto não acontecerá, pois tecnicamente e cientificamente podemos realizar este feito. E quando a ciência se junta com o fanatismo de uma seita – não se esqueçam que seita não é religião, ela se utiliza de mitos e doutrinas também mas tudo criado por um homem que se julga profeta, enviado não sei por que deus ou ser o próprio Deus – a situação fica mais perigosa e tende a se precipitar, como parece está sendo um caso atual de ligação de uma seita com cientistas que não desejamos citar nomes.

Desejamos sim, demonstrar nossa preocupação quando pensamos na possibilidade da relação da clonagem humana com o interior desse ser. Que construção de alma ele terá ? Será capaz do amor solidário ? Teria ele sua própria identidade ? A quem verá como pai ? Seus gens psicológicos serão sadios o suficiente a fim de que ele cresça com humanidade ou, ao menos, com potencial para absorver experiências positivas intelectuais e espirituais da sociedade em que ele vai viver ? Quais as discriminações que ele sofrerá ou quais as utilidades que ele terá nesse aterrorizante Mundo Novo ?

Antes de usar o argumento da extrema periculosidade desta técnica de clonagem que apóia-se na metodologia do “ensaio e erro” com grande índice de casos de deformações e malformações, ou ainda mergulharmos numa convenção radical de proibição religiosa ou prevenção contra o engano das seitas, é preciso lembrar que Deus deu ao homem livre-arbítrio e, certamente, as pesquisas neste campo e as deturpações sem fundamento dos planos do Deus Criador irão continuar, talvez como parte evidente da aproximação do final dos tempos.

Parece que estamos vivendo um filme de Spilberg, onde vemos homens com poder de “fazer estátuas falarem”. Mas ao contrário destas ficções fantásticas, aquela nossa preocupação se reforça pelos fatos que marcam a sociedade dos nossos dias quanto à luta pela preservação do poluído meio ambiente. Isto porque se deve incluir neste caso também o próprio agente deste processo: o homem, que cada vez esta mais necessitado de salvação e despoluição. Esta poluição do ser humano se traduz pela corrupção, pelo desamor, pela fome, pelo desemprego, pelo analfabetismo, pela doença, pela miséria e sobretudo pela falta de Deus.

Que tal despoluí-lo primeiramente para então pensar num processo mais seguro de cloná-lo com aquela perfeição que lhe era peculiar quando foi criado à imagem e semelhança de Deus ?

 

_______________________________________________________________________________________

 

A Família Sentimentos 1
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

Havia uma ilha que possuía dentre os seus habitantes a ilustre família dos sentimentos, cujos membros eram a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, a riqueza e o amor.

Um certo dia os moradores da ilha foram avisados que ela seria afundada. Todos começaram a partir e os membros daquela família também menos o amor, porque queria ficar ainda um pouco mais guardando na memória a beleza romântica daquela ilha. Ficou até o dia em que a ilha estava quase toda tomada pelas águas, então o amor resolveu pedir ajuda para sair dali. Logo após sua decisão, viu o amor que a riqueza estava passando nas suas proximidade e pediu:

- Riqueza, me ajude ! Deixe-me ir com você ...

E a riqueza respondeu:

- Não cabes no meu barco, amor. Estou carregando muito ouro e muita prata ...

Em seguida passou por perto a vaidade e o amor pediu:

- Leve-me no seu barco vaidade !

- Não posso amor, você está todo molhado e vai estragar todo o meu barco, e retirou-se.

A tristeza veio logo atras e o amor, chorando, pediu:

- Tristeza me ajude ! Leve-me com você ...

- Não posso amor, respondeu a tristeza e completou, estou tão triste que prefiro ir sozinha ... E deprimida e cabisbaixa se foi.

A alegria também passou, mas estava tão alegre, tão alegre, cantarolando, que não ouviu o amor chamando-a.


O amor então, quase sem esperança, soluçando baixinho, pensando que família ele tinha e nas palavras da prima maturidade que sempre lhe disse que de onde mais se espera menos se recebe, espantou-se quando um velhinho parou e lhe falou:


- Vem amor, eu levo você ...

O amor ficou tão entusiasmado que esqueceu-se de perguntar o nome do bom velhinho.

Após chegar seguro à terra firme, perguntou à sabedoria:

- Quem era aquele bondoso velhinho que me ajudou ?

A sabedoria respondeu:

- O tempo.

- Mas, porque só o tempo me trouxe até aqui em segurança ?

E a sabedoria respondeu uma vez mais:

Porque só o tempo é capaz de compreender um grande amor que dura para sempre ..


A Família Sentimentos 2


Depois de sair daquela ilha onde moravam, a ilustre família dos sentimentos recebeu a visita de um recenseador que começou seu trabalho de levantamento de dados pela informação do estado civil de cada um dos seus membros.

A Riqueza foi a primeira a responder que era casada com o Materialismo, e tinha gerado três filhos: a Soberba, a Prepotência e o Interesseiro.

A Alegria era casada com o Êxtase e foi quem teve o maior número de filhos: três meninas, a Felicidade, a Empolgação e a Animação, e dois meninos, o Sorriso e o Entusiasmo.

A Tristeza teve com seu casamento com o Pessimismo também três filhos, o Azarado, o Chorão e a Antipática.

A Vaidade gerou com seu marido o Soberbo, duas meninas a Independente e a Competição, e dois meninos, o Menosprezo e o egoísmo. Poderia ter tido um neto pois o Egoísmo cresceu e casou-se com a Futilidade, mas logo separou-se para viver somente para si mesmo.

A Sabedoria ficou solteirona e concentrava sua atenção nas sobrinhas Maturidade e Experiência.

O Amor também não se casou mas viveu sempre em comunhão com o Criador. Eram tão ligados que cada um estava no outro. Assim sendo ele participou da criação de todas as coisas e permanecerá para sempre, como o patriarca da família.

O Amor adotou, porem, três moças: a Paz, a Salvação e a Prosperidade. Apesar de adotadas estas moças davam-se bem com toda a família, eram admiradas e procuradas, mas nem sempre bem entendidas, apesar da opinião favorável a respeito delas da Sabedoria. Assim preferiam estar sempre por perto da Felicidade e de sua mãe Alegria, que melhor as compreendiam e não reagiam como a Riqueza, a Tristeza e a Vaidade, que influenciadas por seus maridos e filhos sofriam de um forte conflito que as levava à rejeição, às vezes até por meios violentos.

Um grande amigo do Amor, foi namorado de suas três filhas adotadas e acabou casando com a salvação. Trata-se do Perdão que fez questão de convidar a todos pessoalmente e com especial atenção para aquelas que não compreendiam as irmãs adotadas da sua futura esposa, mas mesmo assim a vaidade, seu marido e filhos não foram ao casamento.

O recenseador ficou admirado com o desdobramento e extensão da família e resolveu não continuar o seu questionário, pois realmente estava convencido de que esta era uma ilustre e peculiar família, devendo ser tratada com uma atenção abrangente e significativa para o conhecimento de todo o ser humano, muito além da simples informação estatística.

A Família Sentimentos 3


Apesar da profundidade dos motivos que levaram o primeiro recenseador a não concluir sua pesquisa sobre a peculiar família dos sentimento, um segundo pesquisador resolveu atualizar os dados da ilustre família e, ao menos, acrescentar informações sobre as profissões dos seus principais membros.

O lar da Tristeza modificou-se. Influenciada por suas sobrinhas Desesperança e Enfermidade que tanto disseram que seu casamento não daria certo, a Tristeza separou-se do Pessimismo – que aliás achou ter sido uma decisão muito natural e já esperada - e passou a morar com o Sofrimento, um velho amigo. Mesmo com este exemplo na família, seus filhos animaram-se e casaram, respectivamente o Chorão com a Depressão e a Antipática com o Desânimo. Desta última união resultaram duas netas gêmeas para a Tristeza: a Indecisão e a Ansiedade.

O Egoísmo casou-se de novo, desta vez com a Solidão e, apesar das aparências de um casal tão distante, teve, enfim, o neto que a vaidade tanto queria. O menino foi batizado como nome apropriado de Cativeiro, e tiveram que fazer duas festas de batizado: uma reservada só para uma pequena parte da família sentimentos e outra onde a vaidade convidou até os presidentes atuais, FHC e Lula, numa solenidade de alto luxo.

A “cegonha” também visitou o lar do papai Perdão e da mamãe Salvação. Nasceu a Vida Eterna, uma linda menina de olhos permanentemente azuis e já com cabelos dourados.

Quanto às profissões, o ganha pão de cada família, o pesquisador descobriu que o Sofrimento é proprietário de uma casa funerária, onde consegue lucros bem pequenos. A riqueza vive de renda e sustenta marido e filhos. A alegria administra um buffett de festas e conta com a participação de toda a sua família no negócio, estando em fase de sucesso crescente. A vaidade é cronista social de um grande jornal e vive com dificuldade pois sustenta marido, filhos e neto.

A sabedoria é professora de pós-graduação de ciências humanas e tem uma empresa de consultoria muito requisitada.

O que mais impressionou o pesquisador foi o fato de que a parte da família que mais trabalhava era a que menor quantidade de bens e rendimentos tinha. Era um grande trabalho liderado pelo Amor com a participação do Perdão, da Paz e da Salvação. Ficou confuso para ele o fato deles não passarem por nenhuma necessidade, parecendo que Alguém os protegia e os sustentava. E cada vez mais suas missões eram mais intensas e desenvolvidas com despreendimento e altruísmo a toda prova. Contavam sempre com a presença de uma das filhas e dos filhos da Alegria – a Felicidade, a Empolgação, a Animação, o Sorriso e o Entusiasmo – quando não aparecia em sua casa para colaborar com eles o próprio pai das crianças, o Êxtase. A mascote do grupo – a “recem-nascida” Vida Eterna – ainda não participava dos trabalhos mas já era uma certa esperança de atuação constante no futuro.

Assim o segundo recenseador também encerrou seus trabalhos sem completar todos os dados, mas com uma inteira certeza de ter valido a pena tornar mais atualizadas as informações do seu colega ao qual estava ansioso de transmitir os resultados importantes do seu levantamento. Tinha convicção de que a partir destes conhecimentos sobre a família sentimentos sua vida não seria a mesma.

A Família Sentimentas 4

O Amor e seus dois seguidores


Dois amigos do Amor gostavam muito de acompanhá-lo em suas caminhadas. Um deles era um elegante rapaz chamado Sucesso e o outro uma jovem muito gorda e cheia de vida chamada Fartura.


Um certo dia eles fizeram um trajeto diferente e, quando já iam retornar o Amor decidiu parar em frente a uma bonita casa para descansar um pouco. A dona da casa vendo aquela turma simpática sentada no meio fio bem na direção de sua casa, perguntou seus nomes e resolveu convidá-los para entrar, tomar um copo d’água e “bater um papinho”. O Amor respondeu ao convite perguntando:


- O dono da casa está ?


- Sim, já estou chamando-o para recebê-los comigo. Neste caso, tudo bem, aproveite para decidir com ele quem vai entrar – completou o Amor.


- Porque quem ? Eu convidei os três !


- Mas não podemos entrar juntos, vocês tem que decidir qual de nós deve ser o escolhido.

O dono da casa então deu a sua opinião:


- Vamos convidar a Fartura, é uma moça simpática e quem não gosta de fartura ? Espera aí – disse a esposa – eu prefiro chamar o Sucesso que também tem relação com o que é desejado por tantas pessoas. A filha mais velha do casal, escutou o debate e disse:


- Já que vocês não chegaram a um acordo, que tal chamar o Amor para entrar na casa ?


- É filha, vamos dar razão a você, e decidiram chamar o Amor para a casa. Porem, quando o amor entrou na casa os outros dois o acompanharam. E aquela família ficou sem entender o que estava acontecendo, porque eles foram obrigados a escolher um só deles, e agora todos aceitaram o convite ? Perplexos, ouviram a explicação do Amor:


- Quando o amor entra numa casa, traz consigo sempre a fartura e o sucesso de forma equilibrada e bem disposta. Permanecendo na casa ele ainda traz outras grandes companhias, como a paz e a saúde, por exemplo. Mas quando se busca somente a Fartura ou o Sucesso as boas companhias ficam de fora, tristes e solitárias, pois só priorizando o amor conseguimos muitos dos acréscimos tão desejados pelo ser humano e colocados ao seu dispor pelo Deus Criador, com esta única condição de prioridade, extraída da sua própria essência amorosa, que também nos levará a conhecê-lo melhor e saber qual é a sua boa, agradável e perfeita vontade para cada um de nós.

_______________________________________________________________________________________

 

Basta de Crendices Tecnológicas Também!
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

Na minha juventude passei várias férias de verão com a família no Hotel Fazenda Três Pinheiros – estrada das instâncias hidrominerais que começa em Engenheiro Passos. Em frente ao casarão principal da fazenda havia mangueiras que eram muito concorridas. Todos queriam pegar as maiores mangas e comê-las sentado nas bancos de pedras decorativas. O único momento em que não havia ninguém competindo por uma boa manga era depois do café com leite matutino. Somente minha família estava lá, escolhendo sem atropelos as mangas para chupar e todos se admiravam, pois criam que manga com leite fazia mal, o que minha avó respondia para nós:

- Isto é mais uma crendice boba, podem comer a vontade que eu garanto que nada acontece.

Hoje em dia estas crendices antigas foram superadas, mas surgiram outras quase a cada mês, com a diferença que agora se apóiam em pesquisas médicas de alta tecnologia. Vou me valer de um grande escritor brasileiro – cujos devidos créditos serão apontados ao final – para dar um BASTA neste assunto. Mencionou ele terem sido estas as últimas besteiras deste tipo espalhada na mídia: pizza previne câncer do esôfago, tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho antes considerado dilatador das veias já está sendo apontado como tendo teor alcoólico negativo, café faz mais bem do que tira o sono e por aí seguem inúmeros outras novidades da tecnologia que, para mim, servem mais para "fundir a nossa cuca"...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal para minha saúde. Prazer faz muito bem. Dormir até acabar o sono me deixa 0 km. Ler um bom livro, me faz sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos ! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias ! Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago ! Testemunhar gente jogando lata de bebidas pela janela do carro me faz perder a esperança na educação do ser humano... E o excesso de telejornais, principalmente os que comentam com revolta e sensacionalismo os crimes do dia... Os médicos deveriam proibir... como doem! Dançar e cantar faz bem, ainda mais se for em louvor à Deus.

Caminhar faz muito bem, namorar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz um grande bem: você exercita o autocontrole, longanimidade e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite, isso sim é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossos erros e mancadas dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou cafezinho que previna !

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau ! Cinema inteligente com bom enredo e elenco é melhor para saúde do que pipoca (que tal o filme ? hoje se responde: a pipoca estava boa). Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que um coquetel de vitaminas ou do que uma cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos, quanto mais melhor, são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida, sem "dúvida"...

Sonhar é o melhor de tudo, principalmente quando entregamos nossos sonhos, com confiança e amor, ao Pai celeste e Criador eterno ! Pronto é isto aí, com o reforço da fé em Jesus alcançamos equilíbrio nas ações e reações (sistema nervoso), nos desejos alimentares e assim vivemos mais e bem.

Prof. Angelo M. Moreira da Rocha (parte adaptada de texto de Luis Fernando Veríssimo)

 

_______________________________________________________________________________________

 

Brasil, Um Mercado Emergente
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

"Mercado maduro" é o mercado em que o crescimento do consumo é equivalente ao incremento vegetativo da população - ou seja - se a população cresce aumenta o consumo. Se não cresce o consumo continua estático. Assim o consumo de bebidas nos EUA, por exemplo, cresceu 2% acumulado nos últimos 5 anos e deverá crescer apenas 2% nos próximos cinco anos. O consumo de biscoitos na Inglaterra não cresce há dez anos.
Esses mercados maduros - EUA, Europa e Japão - onde se encontram as empresas igualmente maduras - IBM, Toyota, Electrolux, etc. - precisam de mercados emergentes - onde o crescimento do consumo seja maior do que o incremento vegetativo da população. Quais são esses maiores mercados hoje no mundo? Brasil, Índia e China. Mas não nos iludamos muito com a China. A China tem 76% de sua população em campesinato, atividades primárias no interior. A Índia 72% e o Brasil apenas 22%. Assim, o país está pronto para consumir produtos ocidentais de alguma tecnologia que não seja um simples bicicleta. E o que vale para o Brasil pode ser estendido ao Mercosul. Por isso estão todos rodando por aqui, especulando e preocupados com os resultados diferentes das eleições, mas querendo investir mais e mais aqui. O mercado brasileiro, segundo dados da Nielsen, cresceu nos últimos 5 anos:

* 859% em fraldas descartáveis
* 369% em mistura para bolos
* 310% em alimentos para gatos
* 282% em leite flavorizado
* 273% em alimentos para cães
* 219% em leite longa vida
* 201% em massas instantâneas
* 176% em cereais matinais
* 116% em carnes congeladas
* 81% em água mineral

É importante que saibamos que somente a chamada classe média e emergente no Brasil hoje representa 35 milhões de famílias: (IBGE). Assim,só a classe média e emergente no Brasil é:

* 8% maior que a população da Alemanha.
* Maior que a República Checa, Bélgica, Hungria, Portugal, Suécia, Áustria, Suíça, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Irlanda, Nova Zelândia, Luxemburgo e Islândia juntos.
* É maior que a França e Canadá juntos.
* Equivale a um terço da população dos Estados Unidos.
* Equivale a 72% da população do Japão.


Nós também não temos consciência de que o Brasil representa 42% do PIB da América Latina incluindo o México e seu PIB representa 13,3% do PIB total dos países em desenvolvimento, incluindo a China. E que:

* Todo o PIB da Argentina, equivale ao Interior do Estado de São Paulo;
* Todo o PIB do Chile, equivale a Campo Grande- Campinas (Ernest & Young);
* Todo o PIB do Uruguai, equivale ao bairro de Santo Amaro em S.P

É preciso compreender que as empresas multinacionais estão investindo aqui porque o Brasil é o 5º País do mundo em Poder de Compra com mais de US$1 trilhão de dólares em Purchasing Power Parity.

Hoje o ranking é: * EUA, China, Japão, Alemanha e Brasil.


Pense nisso. Passe de uma consciência ingênua para uma consciência crítica a respeito do Brasil. Se somos 33 milhões de pobres somos também 120 milhões de "não-pobres"; e isso quer dizer muita coisa num mundo de mercados maduros. Agora é o momento de acreditar e investir, lembrando que o futuro do Brasil é maior que o seu passado.

 

_______________________________________________________________________________________

 

Cheiro de Gente Boa
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta; de sol quando acorda; de flor quando se abre. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça; lambuzando o queixo de sorvete; melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem para escolher.
Mas os tempos são outros; a vida anda fechando a cara por aí, mas agente procura não guardar cara feia na memória, e para isto precisamos cada vez mais ver gente boa de cheiro bom.
Que bom que tem gente que tem cheiro de colo de Deus; de banho de mar quando a água é morna e o céu é todo azul, o chamado céu de brigadeiro que parece ter sido promovido a céu de comandante.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem embora invisíveis; ao lado delas a gente se sente chegando em casa e trocando o sapato pelo chinelo; sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga para isto. Ao lado delas, pode ser abril mas parece Natal, do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel, sabendo ou não a sua origem.
Tem gente boa que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos, segundo o Seu propósito e vontade, acender aqui na terra. Ao lado delas a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza e é estimulado a crescer na fé em Jesus Cristo. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria; recebendo um buquê de carinhos; abraçando um filhote de urso panda; com toda abertura e sinceridade, tocar com os olhos os "olhos da paz".
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa; do brinquedo que a gente não largava. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que pode realmente nos mover não passa só pelo corpo, corre em outras veias, pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está mais conosco ainda, juntinho ao nosso lado; e a gente ri grande que nem menino arteiro.
A alma desta gente tem cheiro de amor e amizade, incenso que sai do Espírito de Deus que nelas repousa e flui pelos ares na direção do trono celestial.
Uma destas gentes boas é aquela que Deus escolheu para constituir nossa família em verdadeiro e completo amor, sob fundamentos firmes, mas também sonhos coloridos que pulam como um coelhinho branco no jardim verdinho da natureza do Criador. Sobre esta gente boa ou "mais que ótima" que formou conosco uma alma gêmea, precisamos disser que esta sua alma tem um perfume muito diferente ...
Diferente de todos que já senti ...
Ela mais que um perfume é o meu único e delicioso bálsamo guardado em vidro de cristal, representando todo o seu charme que me faz sentir mais próximo ainda de Deus e reforçar que somos, eu, ela, nossos filhos, amigos e irmãos, somos sim senhor, BOA GENTE CHEIROSA QUE GOSTA DE GENTE.

Prof. Ângelo M. Moreira da Rocha (adaptação de base original de autor desconhecido)

_______________________________________________________________________________________

 

O Vaga-Lume e a Serpente
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 
Conta uma lenda que um VAGALUME muito conhecido na floreta voava a vontade e feliz até que um dia o seu sossego terminou. Uma SERPENTE começou a perseguir o vaga-lume. A princípio ele pensou que a feroz predadora estava só se divertindo e logo deixaria de acompanhá-lo. Porem os dias foram passando e a serpente permanecia atrás dele sem dar uma trégua. Lá pelo quinto dia, já sem forças, o vaga-lume parou e resolveu fazer algumas perguntas:

- Você está querendo me devorar mesmo ?
- Que pergunta boba, é claro que vou fazer isto, respondeu a serpente.
- Então, disse o vaga-lume, deixa-me fazer mais duas perguntas, isto é minhas últimas perguntas, ok ?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas como você já está no papo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar ?
- Não, respondeu a serpente.
- Então, por qual motivo você vai me devorar, acabar comigo ?
- Porque você brilha demais, quem manda você ser tão exibido e viver ofuscando os outros, enfim, não suporto ver você brilhar...

Esta singela fábula parece não ter muita importância, mas acredito ser um bom motivo para pensarmos a respeito de uma tendência negativa que acompanha todo ser humano, em toda a parte. Pense comigo, quantas vezes você deixou de confiar em alguém, simplesmente porque o seu sucesso e destaque passou a incomodá-lo muito? Se você ocupa algum tipo de liderança, esta pergunta torna-se desnecessária por ser tão óbvia. O ser humano geralmente não sabe controlar o nível de COMPETIÇÃO que o cerca em todos os campos da vida.

Ainda para tornar o assunto mais complexo, sofremos da influência do PRECONCEITO. É preciso, no entanto, abordar esta questão com honestidade e sinceridade, pois nenhum de nós está livre e plenamente consciente da condição de preconceituoso. Quando nos referimos de maneira irônica ou até humilhante àquele cuja diferença nos incomoda, revelamos nosso preconceito, seja racial, religioso, social, político ou intelectual. Quando admiramos a situação de alguém, ou um seu bem como um automóvel importado zero km, não há nada de errado, pois é uma reação natural. Mas quando isto nos incomoda e trás julgamentos precipitados a respeito de merecimento ou honestidade, estamos abrindo caminho para a filha mais velha do PRECONCEITO, a INVEJA. O filho mais velho é o ORGULHO, que também nos leva a desejos indevidos, bem diferentes de qualquer estímulo ou vontade de atingir uma meta semelhante àquela que alguém já alcançou, fruto somente da saudável admiração e reconhecimento.

Quanto mais sutil e complexo se torna este assunto, mais importante de ser examinado, praticado e comparado com esta fábula do VAGA-LUME E A SERPENTE, como forma de melhor amar a Deus acima de tudo e o próximo como a nós mesmo, predominando o respeito a sua individualidade e condições sociais, sem impor-lhes nossas escalas de valores. A Igreja de Jesus não está livre de problemas de relacionamentos como estes, aliás, a Igreja, como instituição, muitas vezes é o campo mais atingido por problemas desta natureza. Ela se constitui numa entidade que abriga todo tipo de classe social, formações, temperamentos e estágios de conhecimento e crescimento pessoal, profissional e, principalmente, espiritual.

_______________________________________________________________________________________

 

Teste do Amor
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

Benjamim Reynard levantou-se do banco, endireitando o seu uniforme e observou as pessoas fazendo seu caminho através da Grand Central Station. Ele procurou pela garota cujo coração ele conhecia, mas o rosto não: “A garota com a rosa!”

Seu interesse por ela havia começado três anos antes, numa biblioteca da Florida. Tirando um livro da prateleira, ele se pegou intrigado, não com as palavras do livro, mas com as notas feitas a lápis nas margens. A escrita suave refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho. Na frente do livro, ele descobriu o nome da primeira proprietária: Srta. Caroline Reed.

Com tempo e esforço ele localizou seu endereço. Ela vivia em New York. Benjamim escreveu-lhe uma carta, apresentando-se e convidando-a corresponder-se com ele. Na semana seguinte ele embarcou num navio para servir na II Guerra Mundial. Durante o ano seguinte, mês a mês eles desenvolveram o conhecimento um do outro através de suas cartas. Cada carta (claro que não era época dos e-mails dos nossos dias) era uma semente caindo num coração fértil. Um ROMANCE de companheirismo. Reynard pediu uma fotografia, mas ela recusou... Ela pensava que, se realmente ele se importasse com ela, sua aparência não importaria...

Quando finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa, eles marcaram seu primeiro encontro às 7 da noite na Grand Central Station em New York. "Você me reconhecerá", ela escreveu, "pela rosa branca que estarei usando na lapela". Então, pontualmente às 19:00 h, ele estava na estação procurando por uma garota cujo coração ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto antes. Uma jovem aproximou-se de mim, diz ele. Sua figura era linda! Seus cabelos loiros caíam delicadamente sobre os seus ombros; seus olhos eram verdes como água. Sua boca era pequena; com finos lábios e seu queixo de uma firmeza delicada. Estava vestida com blusa branca e uma saia verde claro cintilante como flores da primavera. Eu me dirigi a ela, permanece relatando, inteiramente esquecido de perceber que a mesma não estava usando uma rosa. Como eu me movi em sua direção, um pequeno e provocativo sorriso, curvou seus lábios. "Indo para o mesmo lugar que eu marinheiro?" Ela murmurou. Quase incontrolavelmente dei um passo para junto dela, e então eu vi Caroline Reed. Ela estava parada quase que exatamente atrás daquela garota com a rosa na lapela.

Era uma mulher já passada dos 50 anos, tinha seus cabelos grisalhos enrolados num coque. Ela era magra e usava óculos, seus pés compactos confinavam em sapatos de saltos baixos. E a garota de verde seguiu seu caminho rapidamente.

Eu me senti como se tivesse sido dividido em dois, tão forte era meu desejo de seguir a primeira que vi, mas também tão profundo era o desejo por aquela mulher cujo espírito, verdadeiramente, me acompanhara e me sustentara através de todas as minhas últimas atribulações. E então ela parou! Sua face muito pálida era delicada e sensível, seus olhos tinham um calor e simpatia. Eu não hesitei. Sentia alguma coisa que talvez não fosse amor, mas poderia ser algo precioso. Talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre cheio de gratidão.

Eu balancei a cabeça, cumprimentei-a e mostrando o livro que segurava pela mão e que foi o instrumento do nosso relacionamento, ainda pensando, enquanto falava, na amargura do meu desapontamento e disse: Sou o Tenente Benjamim Reynard, e você deve ser a Srta. Reed. Estou muito feliz que tenha podido me encontrar. Posso lhe oferecer um jantar?

O rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso: Eu não sei o que está acontecendo, ela respondeu, aquela jovem de saia verde que acabou de passar me pediu para colocar esta rosa na minha blusa. Ainda me disse que, somente se você me convidasse para jantar, eu deveria lhe dizer que ela estaria esperando por você no restaurante da esquina. E acrescentou simplesmente que isso era um tipo de TESTE!

Bem, quanto a mim Benjamim, não parece difícil compreender a alegria e admiração renovada por mais aquele traço de firmeza de caráter inteligente, compondo a indescritível beleza da verdadeira Srta. Caroline Reed, com quem num salto do meu coração acelerado logo encontrei para nunca mais perder, e tive a certeza de que a real natureza do coração de uma pessoa é a maneira transparente e sincera de como ela vê e responde a alguém ...

Prof.Angelo M. Moreira da Rocha (parceria c/ Bernardo Ribeiro)

_______________________________________________________________________________________

 

Desmascarando Um Inimigo Chamado Vício
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

Vamos começar esclarecendo as principiais causas deste mal chamado Vício. Ele encontra no comportamento compulsivo em cometer ações de forma incontrolável sua principal alimentação, a ponto de tornar o ser humano dependente e vulnerável, trazendo para si, e para os que o rodeiam conseqüências das mais desagradáveis.
Em alguns casos, o vício preenche determinadas carências em relação aos sentimentos e desejos humanos, como a falta de afeto, de amizade, de compreensão, de companhia, enfim canaliza atitudes para ações que venham a suprir o sentimento de vazio, amoroso ou social. Por outro lado é importante compreender que o vício como doença não pode ser curado apenas por vontade própria, pois assim como os demais sentimentos que tenham reflexos negativos no ser humano necessitam de apoio, compreensão, carinho, amor e sentimentos afins para que o indivíduo sinta que sua própria existência também é importante aos que convivem com ele.
Temos então vícios que surgem por uma questão mais de convívio social do que psicológico apenas, como o alcoolismo, o tabagismo, consumo de drogas, os jogos e outros. Em muitos casos, é difícil a própria pessoa assumir que possui um determinado vício e que deve ser tratada para preservar a saúde física e mental, pois em sua auto-avaliação suas atitudes são normais e nada modificam seu modo de conviver com o próximo. Os alertas podem aparecer de forma física, quando a saúde fica debilitada; psicológica, quando as atitudes põem em risco a própria segurança, ou de pessoas próximas, ou ainda, o que é pior, de uma família, ou social, quando o indivíduo passa a ser isolado de seus ambientes sociais por iniciativa própria, ou por exclusão, procurando se esconder. O ser humano é, por natureza, um ser sociável, cuja própria existência depende do convívio entre outras pessoas, outros grupos sociais, e a quebra deste condicionamento natural o torna doente
Ressaltamos a importância de que antes da necessidade de ajudar o próximo como um impulso também natural em todo homem criado à imagem e semelhança do Amor de Deus, é preciso faze-lo de forma que não haja risco da sua própria integridade física e mental, praticando atitudes saudáveis no apoio ao viciado.
Um dos grandes problemas do vício é o fato de tornar-se algo sério somente após graves conseqüências, quando já há sinais de um caso patológico, isto é, comprometimento psicossomático. Outro fato que contribui para o surgimento do vício pode estar ligado aos sentimentos, como a luxúria, o orgulho, a raiva, a inveja, a cobiça, a preguiça que podem, em um determinado momento, sem a percepção desta ligação ao vício, faze-lo ser resultante de fatores característicos de tais sentimentos. Um viciado não deve ser tratado como um criminoso, pois houve fatores que contribuíram para o surgimento do vício, sendo que a falta de ajuda e de compreensão podem, em determinados casos, resultar em prejuízo maior com ações auto-destrutivas, sem margens para avaliar as conseqüências. Ainda por cima, em alguns casos, a própria sociedade indiretamente apadrinha, consente, estimula e formaliza o vício por meio da divulgação e da inexistência de leis proibitivas.
É importante destacar o papel que esta Comunidade social pode e deve realizar, mesmo informalmente, no sentido de auxiliar as pessoas, manter um relacionamento saudável e cordial, afastando-as dos vícios, dos sentimentos destrutivos e lembrando-as sempre de que, acima de tudo, devemos manter o bom senso e a lucidez perante as adversidades da vida, não nos deixando levar apenas pelas circunstâncias. Devemos trazer compreensão onde existe intransigência, amor onde existe ódio, paz onde existe violência, união onde existe caos, perdão onde existe mágoa, em suma, trocar todos os sentimentos negativos por positivos, sem cercear nossa liberdade como diz a Palavra de Deus em 1a Coríntios 6.12: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm e eu não me deixarei dominar por nenhuma delas". Esta é a principal Chave para preencher aquele sentimento de vazio.
É preciso deixar claro que cada indivíduo possui seus próprios conceitos e escolhas, suas próprias perspectivas, a sua visão de humanidade, censo de justiça e coerência. Segundo o contexto histórico, a humanidade coexiste pela necessidade de sobrevivência e, desde a mais rude existência, já estabelecia normas comportamentais para uma vida sadia, digna e que permita a construção de meios racionais de segurança individual e coletiva.
Assim, nossa liberdade não deve jamais estar condicionada à liberdade de outras pessoas, mas considerá-la por meio da busca de nossos próprios valores e princípios, conscientizados de suas conseqüências, e explicar às pessoas o porquê acreditamos nelas e em sua capacidade de superar até os vícios mais escondidos e justificados.

Prof. Ângelo M. Moreira da Rocha (adaptado original de Sidney Akira)

hes compete analisar o aspecto formal das leis; aos jornalistas não lhes cabe tampouco a função de estudar as explanações teóricas dos candidatos ao título de jurisconsulto, a menos que as aberrações lingüísticas mereçam algum destaque, como as dos candidatos aos exames da OAB.

Já me referi, em outra ocasião, às decisões judiciais contraditórias ou discutíveis que, vez por outra, nos surpreendem, como, só para ilustração, os dois casos seguintes: no dia 21 de maio de 1996, a 2ª turma do STF absolveu o encanador Márcio Luiz de Carvalho, de MG, acusado de ter estuprado uma menina de 12 anos, em 1991. O relator do processo, o ministro Marco Aurélio de Mello, disse, na época, que "nos nossos dias não há crianças, mas moças de 12 anos". No dia 22 de outubro de 1996, ou seja, menos de seis meses depois, o STF confirmou a condenação de Claudinei Hacker, de Santa Catarina, acusado de estupro de uma garota de 13 anos. Vale dizer: estuprar uma menina de 12 anos não é crime, mas estuprar uma de 13 anos pode dar seis anos e três meses de prisão, pena a que foi condenado o infeliz catarinense.
Essas contradições existem por culpa do sistema, que permite a qualquer detentor do diploma de bacharel em direito - tenha ou não titulação acadêmica - a dignidade de ministro da maior corte do país, desde que seja amigo do "rei".

Mas o que pretendo comentar aqui são os erros chambões ou as tropeçadas lingüísticas inadmissíveis em quem tem obrigação histórica de zelar pela língua, e não a parte técnica ou jurídica das decisões judiciais ou das nomeações de juízes e ministros. Afinal, não sou advogado e não pretendo, já sexagenário, abraçar a carreira das leis, ainda que a ache fascinante, maravilhosa e a mais gratificante, promissora e diversificada de todas as profissões de nível superior do mundo.

Deixarei de comentar as bobagens escritas em latim, como "a grosso modo" ou "a contrario sensu" ou "status quo", por exemplo (as formas corretas são grosso modo e contrario sensu, sem a preposição a inicial, e statu quo, sem o s final, porque é ablativo, parte da expressão in statu quo ante), porque o latim, infelizmente, embora cultuado não por amor à cultura clássica, mas por exibicionismo pessoal, no exercício barroco do estilo jurídico tradicionalmente empolado, deixou há muito de ser ensinado nas escolas brasileiras e há muito deixou também de ser matéria do vestibular de Direito. Pretendo ater-me aqui aos desvios lingüísticos e às inovações que agridem a nossa língua portuguesa em seu nível formal.

O Novo Código de Trânsito (Lei nº 9.503/97) é uma antologia de calinadas e de atrocidades lingüísticas, algumas dignas de apedeutas engravatados. Só para ilustração, eis algumas delas, escolhidas aleatoriamente:

l. No Art. 302, § único, lê-se: "... se o agente: (...) II - praticá-lo..." (Desde crianças, aprendemos que não existe ênclise com futuro; "praticá-lo" é futuro do subjuntivo com o pronome enclítico. É como se alguém pudesse dizer "se quisé-lo", "se pudé-lo", "se fizé-lo". Aliás, não há ênclise tampouco em orações subordinadas desenvolvidas, porque a conjunção atrai o pronome clítico.);
2. no Art. 231, inciso V, lê-se mais de uma vez o número mil escrito por extenso com um antes: "um mil" (Pena que tenha faltado o h inicial para ornamentar a calinada!);
3. no Art. 46, Contran aparece escrito adequadamente, apenas com a inicial maiúscula; em quase todos os outros artigos em que aparece, o nome Contran vem grafado com todas as letras maiúsculas (os acrônimos, isto é, os nomes formados com a primeira letra ou com a sílaba ou sílabas iniciais de várias palavras, se escrevem com minúsculas, exceto a primeira, se se tratar de nome próprio, como: radar, Petrobras, Ufes, Arena, Varig, Vasp, laser, Bradesco, etc. As siglas - que não formam novas palavras na língua - é que se escrevem com todas as letras maiúsculas, como PMDB, STF, IPTU, UFRJ, BCG, etc. Se o acrônimo tiver menos de quatro letras, todas se escreverão em versal, como as siglas, como, por exemplo, TAP, ONU, TAM, etc. Esse erro é desculpável, já que nas duas primeiras edições do Aurélio se grafou aids com todas as letras maiúsculas: AIDS. A nova edição corrigiu as anteriores, mas cometeu erro idêntico ao grafar SIDA no verbete próprio. O que não é desculpável é a falta de uniformidade: Contran/CONTRAN.);
4. no art. 148 § 3º lê-se: "A carteira Nacional de Habilitação será conferida ao condutor no término de um ano, desde que o mesmo não tenha cometido nenhuma infração (...)" (Grifo nosso.) (Se se dessem o trabalho de consultar o Aurélio, no verbete mesmo, os legisladores teriam evitado esse uso inadequado de o mesmo, em lugar do pronome pessoal ele.);
5. no Art. 21, inciso XI; no Art. 22, inciso XII; no Art. 24, inciso XV, lê-se a mesma bobagem: "promover e participar de projetos e programas" (Ora, qualquer aluno de 2º grau sabe que dois verbos de regência diferente não podem ter o mesmo complemento. Diz-se promover algo e participar de algo; um mesmo termo não pode ser simultaneamente objeto direto e objeto indireto, até mesmo pelo princípio lógico da não-contradição: uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo.);
6. no Art. 116, o verbo obedecer, que é transitivo indireto, aparece na voz passiva, numa construção que, embora usual e encontradiça até em bons escritores, a grande maioria dos gramáticos rejeitaria, com base na regra de que só os verbos que têm objeto direto na voz ativa admitem construção passiva, porque é o objeto da ativa que vai ser o sujeito da passiva.);

Não quero estender-me mais nessa aberração lingüística que é o Novo Código de Trânsito, espelho do preparo (ou despreparo) cultural dos nossos legisladores. Passemos a outro documento legal, aleatoriamente escolhido. Por exemplo: a Lei nº 9.279/96, que é o Código de Propriedade Industrial. O Art. 195, só para ilustração, nos incisos XI, XII e XIV, apresenta repetidamente duas tolices grossas: o uso do mesmo complemento para verbos de regência diferente e o uso da ênclise em oração subordinada desenvolvida: "Comete crime
de concorrência desleal quem divulga, explora ou utiliza-se (...) de conhecimentos..." Não é um belo exemplo de incompetência lingüística?

Até mesmo a Lei de Diretrizes e Bases que deveria primar pela correção lingüística apresenta bobagens como, por exemplo, opor sistematicamente jovem a adulto, como se um adulto não pudesse ser jovem ou um jovem não pudesse ser adulto!

Deixemos de lado os textos legais. Nem os deputados, nem os senadores - nossos legisladores - foram eleitos por sua brilhante inteligência ou por seu notório saber. Passemos ao uso que da língua fazem os profissionais do Direito.

Nos poucos textos que tive a oportunidade de examinar, encontrei as seguintes expressões ou termos inexistentes ou inadequados:

l. vez que (com o sentido de uma vez que);
2. a-histórico (por aistórico ou anistórico);
3. frente a, face a (Todas as locuções prepositivas que são formadas com um substantivo, à exceção, talvez única, de graças a, têm sempre duas preposições: uma antes e outra depois do substantivo, como a propósito de, em nível de, em (com) relação a, em função de, com respeito a, a respeito de, em torno de, em favor de, em direção a, etc. Portanto, o correto é dizer em frente de, em frente a, em face de...);
4. posto que (com o sentido inadequado de porque; posto que significa "embora", "apesar de que");
5. eis que (com o sentido de porque; eis que só se usa no início de frases anunciativas ou no início de expressões que indicam surpresa, nunca com sentido causal);
6. inobstante (inovação desnecessária, equivalente a não obstante);
7. supedanear (O nome supedâneo existe, mas o verbo, não. Melhor seria a utilização de verbos já existentes, como basear, sustentar, alicerçar, apoiar e quejandos.);
8. pertine (A expressão adequada é ser pertinente. Não existe na língua nenhum verbo de que pertine possa fazer parte: nem pertinar, nem pertiner, nem pertinir. Atente-se para o fato de que a existência de um adjetivo - pertinente - não nos autoriza a pressupor a existência de um verbo de mesmo radical; existem os adjetivos irrespondível, impossível e imperdoável, por exemplo, mas não existem os verbos irresponder, impoder ou imperdoar.);
9. exauriente, satisfativa, irresignado, improvido - são algumas das inovações lexicais mais comuns;
10. a teor de - locução prepositiva inventada;
11. implicar em - o verbo implicar se usa sem preposição, com o sentido de pressupor, provocar: A implica B, e não "em B";
12. deparar-se com - o correto, apesar da lição espúria da 3ª edição do Aurélio, é: A deparou B; deparou-se B a A; A deparou com B.
13. sequer com sentido negativo (sequer significa "ao menos", "pelo menos", e não tem sentido negativo por si só: "Ele ganha pouco mas sequer pôde comprar um carro importado.");
14. intime-se-o - (O correto é intime-se ele. Quando se tem numa oração o pronome se, o sujeito dessa oração é sempre o primeiro substantivo ou pronome que aparecer sem preposição; o o é pronome sem preposição, mas é exclusivo da função de objeto direto; por isso, se o é construção inexistente na língua culta, exceto se o o é pronome demonstrativo, seguido de relativo, como em "Sabe-se o / que ele fez".);
15. A lei está vigindo - (Por "A lei está vigendo". O verbo é viger, da 2ª conjugação.);
16. Nada importa que o requerente inclua... (Ora, o sujeito de importa é a oração seguinte e, ao mesmo tempo, o pronome nada. Em português, é impossível que um sujeito com mais de um núcleo não tenha esses núcleos coordenados em sucessão. A bizarra construção não levou em conta que nada não é apenas uma negação, mas um pronome indefinido, com função nuclear em qualquer oração a que pertença.)
Fiquemos por aqui. Se é verdade que os bacharéis recém-saídos da Universidade tropeçam nos exames da OAB, não é menos verdade que muitos profissionais, já em final de carreira, ainda tropeçam na língua, e, o que é pior, na ilusão de que a sabem.
É um erro pensar que a norma culta portuguesa tenha sido sedimentada pela linguagem dos escritores. O aprendizado da língua culta era adquirido pela leitura de textos legais ou, às vezes, de textos dos cronistas, nome por que eram conhecidos os "guardas das escrituras" ou escrivães, contratados pelos reis para contar as histórias e feitos reais como suas testemunhas oculares. Os primeiros gramáticos portugueses não citavam exemplos de conterrâneos escritores, contemporâneos ou não. Foi a tradição dos gramáticos latinos que introduziu essa prática, justificável pelo fato de só podermos saber como era o latim culto pela observação do uso que dele faziam os grandes poetas, como Ovídio ou Virgílio, ou os grandes prosadores, como César ou Cícero. Mas o objetivo de um escritor é ou deveria ser o de subverter a norma, o de se valer de feitos de fala, de desvios eufóricos, a fim de ser diferente dos outros, e não como os outros. Por isso, comete um erro de metodologia o gramático moderno que abonar regras com exemplos de escritores. Os exemplos deveriam ser colhidos em obras não-artísticas, em que predomina a linguagem denotativa, isto é, sem metáforas, sem figuras, sem intenção estética, mas apenas ou quase exclusivamente em sua função referencial.
Sabemos, pelos trabalhos lingüísticos de Chomsky, que todos os falantes de uma língua têm competência lingüística, no sentido de que têm capacidade de dizer, entender e reconhecer como de sua língua frases que nunca ouviram antes. Mas a essa competência pragmática, digamos assim, opõe-se a competência literária, aqui entendida como a competência lingüística no registro mais formal da língua. E é essa que a muitos "sábios" acaba faltando, sem que eles próprios se dêem conta disso.
A linguagem jurídica poderia voltar a ser a linguagem padrão da elite cultural do país, e um modelo de língua castiça a ser imitado e louvado em todas as escolas. Mas o poder sobe à cabeça, e a vaidade cega.
Infelizmente.

 

_______________________________________________________________________________________

 

Um Olhar Diferente Para a Televisão
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

A professora Maria pediu aos alunos de ensino fundamental que fizessem uma redação sobre o que eles mais gostariam que Deus fizesse por eles, incentivando-os a fazerem uma boa e objetiva redação, pois ela seria muito importante para o aprendizado deles. Recolheu as redações ao final da aula e prometeu traze-las corrigida na próxima aula.
À noite, corrigindo as redações em casa, ela se depara com uma que a deixou muito emocionada e pensativa. Neste momento, seu marido acaba de entrar em casa e ao vê-la com os olhos vermelhos, diz:

- O que aconteceu? Ela respondeu:
- Esta redação de um dos meus alunos fala por si só, pode ler.
Então o marido, com a curiosidade de quem não entendeu nada, passou a ler em voz alta:

- "Senhor, hoje quero te pedir algo especial: me transforme em um televisor. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor. Ser levado a sério quando falo. Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda, que meus irmãos "briguem" para estar comigo, para terem o meu controle. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.E, por fim, que eu possa divertir e instruir a todos. Senhor, não te peço muito... Só quero viver o que vive qualquer televisor! Muito obrigado em nome de Jesus Cristo, amem !”

A professora e seu marido, então, se abraçaram e entenderam o recado. Estabeleceram uma aliança para “derrubar” o poder da televisão em seu lar e com os seus filhos.
Isto nos deixa, por fim, uma lição bem simples de não interpretar a TV nem como uma maldita invenção americana que passou por um controle de qualidade no inferno (recebeu atestado ISO 666) antes de se expandir por todo o mundo, nem permitir o seu uso excessivo a ponto de prejudicar o relacionamento humano tão necessário e até imprescindível, quando se trata do convívio familiar.

_______________________________________________________________________________________

 

A Poesia da Vida
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 

Quantas manhãs acordei
Quantas noites eu dormi
Quanto sol vi nascer
Quantos dias eu vivi


Tantos pássaros vi cantar
Tantos ninhos construir
Tanta flor desabrochar
Tantas folhas vi cair ...


Vi o sol fugir ao anoitecer
Vi a lua corajosa aparecer
Vi estrelas no céu a brilhar
Vi ondas no mar se acalmar


Vi o céu escurecer ...
Nuvens negras se formar
Vi na densa escuridão
Fortes raios clarear ...


Ouço pingos de chuva caindo
Sinto cheio de terra molhada
A natureza agradece sorrindo
A sede que lhe foi saciada ...


Vi a chuva trazendo a semente
Vi o homem do campo contente
Na garantia do nosso sustento
Na certeza do nosso alimento


Quisera poder descrever
A poesia que vejo na vida
Na beleza do amanhecer
Nas flores tão coloridas ...


No sol em seu total esplendor
No olhar que expressa amor
Na canção ministrada em Louvor
Com imenso amor ao Criador


Quem criou esta assombrosa beleza
Que se chama simplesmente natureza
Foi Jesus, O Senhor, tenho toda a certeza
Mui digno de louvor é Jesus o Criador !

Prof. Ângelo M. M. da Rocha
(adaptado original de Neide H.L.Marques)

 

_______________________________________________________________________________________

 

A Poesia do Pássaro Cativo
Angelo Manoel Moreira da Rocha
 
Tinha um livro onde dizia
prender um pássaro é covardia
se o coitadinho cai no alçapão
logo é levado para a prisão

Mesmo a gaiola sendo dourada
é para o vôo muito apertada
não adianta colocar água fresca nem alpiste
porque ainda vai ficar muito triste

Se ele falasse, logo dizia
Porque me prendes ? é covardia
porque eu voava por toda a mata
bebia água numa cascata
comia o inseto que eu escolhia
e equilibrava a ecologia

Não fala a ave, diz o papai !
mas o poeta ouve o seu ai !
e a todos clama: sim, é covardia!
não prendam a ave nem a poesia

Deus nos fez livres e sua vontade
é que vivamos em liberdade...

Prof. Ângelo M. M. da Rocha
(adaptado original de Neide H.L.Marques)

_______________________________________________________________________________________