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Administrador
de Empresas, Professor de Administração
Geral e Financeira, de Sociologia e Teologia,
Mestre em Engenharia de Produção e Consultor
em Qualidade Total
A
Importância de CONHECER o Mercado
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a sociedade da qual seu CLIENTE pertence...
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Um
desapontado vendedor da Coca-Cola retorna
de sua tarefa em Israel .
Um amigo pergunta:
- Porque você fracassou assim
totalmente com os israelenses ?
O vendedor explicou:
- Quando fui indicado para o Oriente
Médio, eu estava muito confiante
de que faria ótimas vendas me
dedicando à área rural.
Mas eu tinha um problema, eu não
sabia falar Hebraico. Então eu
planejei transmitir minha mensagem de
venda através de três posters....
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Primeiro
poster: um homem caído na quente
areia do deserto... totalmente exausto
e quase desmaiando....
Segundo poster: o homem bebendo a nossa
Coca-Cola....
Terceiro poster: nosso homem agora está
totalmente revigorado....
- Então esses posters foram colados
em toda a área rural de Israel.
- Isso deveria ter funcionado, disse
o amigo.
O vendedor explica:
- Eu não tinha idéia que
os israelenses lêem da direita
para a esquerda......
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A
Arte de Negociar
Não
é nada bonito manobrar pessoas,
mas a hipótese levantada no
texto abaixo é um retrato do
mundo (não digo mais da sociedade
porque nem mais se estuda Sociologia
nas Universidades) de hoje.Um forte
abraço.
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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PAI
- escolhi uma ótima moça
para você casar.
FILHO
- Mas, pai, eu prefiro escolher a
minha mulher.
PAI
- Meu filho, ela é filha
do Bill Gates
FILHO
- Bem, neste caso, eu aceito.
Então, o pai negociador vai
encontrar o Bill Gates.
PAI - Bill, eu tenho o marido
para a sua filha!
BILL
GATES - Mas a minha filha é
muito jovem para casar!
PAI
- Mas este jovem é vice-presidente
do Banco Mundial
BILL
GATES - Neste caso, tudo bem.
Finalmente,
o pai negociador vai ao Presidente
do Banco Mundial.
PAI - Senhor Presidente, eu
tenho um jovem recomendado para ser
vice-presidente do Banco Mundial.
PRES.
BANCO MUNDIAL - Mas eu já
tenho muitos vice-presidentes, mais
do que o necessário.
PAI
- Mas, senhor, este jovem é
genro do Bill Gates.
PRES.
BANCO MUNDIAL
-
Neste caso ele pode começar
amanhã mesmo!
Moral da história: Não
existe negociação perdida.
Tudo depende da estratégia.
"Se um dia disserem que seu trabalho
não é o de um profissional,
lembre-se:
A Arca de Noé foi construída
por amadores; profissionais construíram
o Titanic
"
17
de julho de 2009
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O
Professor e os Canecos de Chocolate
Reencontro com uma turma da UFRJ
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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A
Lei do Caminhão de Lixo
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Em
uma de nossas viagens, eu e minha esposa, pegamos
um táxi dos meus conhecidos que fazem
ponto na Praça Santa Tereza em Teresópolis
para o aeroporto. Estávamos rodando na
faixa certa da estrada principal quando de repente
um carro saiu de uma entrada lateral na nossa
frente. O motorista do táxi pisou no
freio, derrapou na parada brusca, mas conseguiu
escapar do outro carro por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça
e começou a gritar para nós,
demonstrando grande nervosismo. O nosso motorista
apenas sorriu e acenou de forma bem amigável
para o outro, fazendo um sinal de positivo
enquanto acertava o carro. Para nós
disse: calma está tudo bem!
Então eu perguntei: - Você está
me lembrando os motoristas de tempos atrás
em que não tínhamos praticamente
nenhuma retenção de trânsito
em Teresópolis, mas mesmo assim porque
você fez isto? Este motorista abusado
quase arruína o seu carro e nos manda
para o hospital!
Foi quando aquele motorista do táxi
me ensinou o que eu agora estou chamando de
"A Lei do Caminhão de Lixo."
E o professor aprendeu mais uma lição,
sabedor que de onde menos se espera vem os
maiores ensinamentos, e sempre temos algo
a mais para aprender na vida, mesmo que seja
uma nova forma de colocar valores e práticas
conhecidas.
Ele explicou que muitas pessoas são
como caminhões de lixo. Andam por aí
"carregadas" de lixo, cheias de
frustrações, opressões,
de raiva, traumas e de desapontamento. À
medida que suas pilhas de lixo crescem, elas
precisam de um lugar para descarregar, e às
vezes descarregam sobre a gente. Não
tome isso como uma ofensa pessoal. Isto não
é problema seu ou nosso! Apenas sorria,
acene para ele, deseje-lhes boa viagem e vá
em frente como se nada tivesse acontecido.
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| Este
é o principal conselho: não
pegue o lixo nem o entulho de tais pessoas,
muito menos o espalhe sobre outras pessoas
no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique
tranqüilo...
O princípio básico é
que pessoas bem sucedidas não
deixam os caminhões de lixo ou
de entulhos estragarem o seu dia. A
vida é muito curta para levantar
de manhã com sentimentos ruins,
ou ter aborrecimentos no trabalho, picuinhas
pessoais e demais coisas do gênero.
E ainda é importante que você
ame as pessoas que te tratam bem. Ore
em especial pelas que não o fazem.
Peça a proteção
de Deus para tais pessoas, pois elas
devem estar precisando mesmo.
A vida é dez por cento o que
você faz dela e noventa por cento
a maneira como você a recebe,
como reage as situações
que ela lhe apresenta, em especial as
mais delicadas como esta. Tenha, a partir
deste dia abençoado sem LIXO,
uma boa viajem e um treinamento para
evitar todos os outros tipos de detritos
que sempre aparecem na nossa caminhada
pela vida.
Foi desta forma que agradeci muito aquele
modesto, simpático e humilde
motorista de táxi que me reforçou
uma lição importante a
ponto de passar a considerá-la
como uma LEI, como tantas outras que
o nosso MESTRE JESUS nos deixou, em
especial quando nos ensinou uma Lei
Régia do Amor e da Ética
de comportamento entre os homens, dizendo
em Lucas 6.31: "Como quereis que
os homens vos façam, assim fazei-o
vós também a eles".
21
- 03 - 2009
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Políticos
Prestem Atenção Aos Bons Exemplos!
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Na
abertura da sessão do Senado em Kansas,
USA, todos esperavam um brilhante e tradicional
discurso. Mas o escolhido para este pronunciamento,
o ministro Joe Wright, surpreendeu a todos preferindo
fazer uma oração. E quando anunciou
sua intenção, notou uma postura
predominante de perplexidade e de discordância
na grande platéia dos políticos
presentes. Sem se incomodar com isto começou
a orar desta forma: Pai celeste, nós
estamos diante de Ti hoje para pedir Teu perdão
e para buscar Tua direção e liderança.
Nós sabemos que Tua palavra diz, "cuidado
com aqueles que chamam o mal de bem", mas
isto é exatamente o que temos feito.
Nós perdemos nosso equilíbrio
espiritual e revertemos nossos valores. Alguns
exemplos comprovam que: Nós exploramos
os pobres e chamamos isso de loteria. Nós
recompensamos a preguiça e chamamos isso
de bem-estar.
Nós negligenciamos a disciplina de nossos
filhos e chamamos isso de liberalidade na construção
da auto-estima. Nós abusamos do poder
e chamamos isso de política justificável.
Nós invejamos as coisas dos outros e
chamamos isso de ambição. Nós
poluímos o ar com coisas profanas e pornografia
e chamamos isso de liberdade de expressão.
Nós ridicularizamos os valores dos nossos
antepassados e chamamos isso de vitória
do iluminismo moderno contra o saudosismo atrasado.
Sonda-nos, oh, Deus, e conhece os nossos corações
hoje; nos limpa de todo pecado e nos liberta
destes artifícios mundanos que, sob a
capa em que seus inimigos fecham nossos olhos
e nossas mentes, vão se tornando rotineiros,
normais até para os que Te conhecem e
dizem Te respeitar. Amém!'
A resposta foi imediata. Um grande número
de legisladores saiu durante a oração
em forma de protesto. Em 6 semanas, a igreja
chamada Central Christian Church, onde o Rev.
Wright é pastor, recebeu mais que 5.000
ligações e somente 47 foram
negativas. A igreja agora está recebendo
pedidos internacionais de cópias desta
oração, como da Índia,
África e Korea.
O comentarista Paul Harvey colocou essa oração
no ar no seu programa de rádio 'O Resto
da História', e recebeu o maior índice
de ouvintes que o seu programa já teve.
Conheci este relato do que aconteceu no parlamento
americano quando estava pensando numa frase
de uma música cristã que dizia
mais ou menos assim: Restaura sua casa, Senhor;
acaba o show e recupera o louvor. Assim senti
o dever de divulgar este BOM EXEMPLO PARA
NOSSOS POLÍTICOS, e, também,
lembrar aos irmãos novos e antigos,
líderes e liderados, que a Igreja é
uma organização e um organismo.
Mas ela deve crescer sempre como organismo
corpo de Cristo e manter a organização
necessária ao seu funcionamento. Hoje,
no entanto, vemos Igrejas como uma visão
invertida, crescendo como organização
empresa, produtora de grandes espetáculos,
cantores e pregadores, mas deixando atrofiar
a expansão do poder de Deus na perfeição
de um organismo que Ele gerou para entendermos
o Seu comando por meio de Jesus que é
a cabeça de todo corpo eclesiástico.
14
- 03 - 2009
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A
Morte do Bom Senso
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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É
com muita tristeza que participamos
o falecimento de um amigo muito querido
que se chamava BOM SENSO
Ele viveu muitos e muitos anos entre
nós.
Mesmo assim, ninguém conhecia
com precisão a sua idade porque
o registro do seu nascimento foi desclassificado
há muito tempo, tamanha a sua
antiguidade. Superava em muito até
Matusalem que foi o homem que viveu
mais nos primórdios das civilizações
(Gênesis 5.27).
Mas lembramo-nos muito bem dele, principalmente
pelas suas lições de
vida. Ele nos deixou algumas frases
muito conhecidas e consideradas como
populares de autor desconhecido, como:
«O mundo pertence àqueles
que se levantam cedo »
«Não
podemos esperar tudo dos outros »
«O
que me acontece sempre pode ser em
boa parte também por minha
culpa »
O BOM SENSO só vivia com regras
simples e práticas, alem de
princípios educativos, como
os seguintes exemplos destas regras:
«Não gastar mais do que
se tem »
«São
os pais quem dão a palavra
final; disciplina não mata
e nos ajuda a aprender com os erros
»
Acontece que, o BOM SENSO começou
a perder o chão e passar mal,
quando os pais passaram a atacar os
professores, que acreditavam ter feito
bem o seu trabalho querendo que as
crianças aprendessem o respeito
e as boas maneiras.
Também foi um golpe duro e
agravou-se o seu estado de saúde
quando ele soube que um educador foi
afastado ao repreender um aluno por
comportamento inconveniente na aula.
Mais debilitado ainda ficou quando
as escolas foram obrigadas a ter autorização
dos responsáveis, até
para um curativo no machucado de um
aluno, sequer podiam informar os pais
de outros perigos mais graves incorridos
pela criança.
Enfim, o BOM SENSO perdeu a vontade
de viver quando percebeu que os ladrões
e os criminosos tinham melhor tratamento
do que as suas vítimas. Isto
falando daqueles que vão para
a cadeia mesmo, não incluindo
o chamado grupo do "colarinho
branco" que, para disfarçar,
passam às vezes poucas horas
ou dias em celas que parecem mais
uma suíte de hotel de quatro
estrelas.
O BOM SENSO perdeu definitivamente
toda a confiança e a vontade
de viver quando soube que uma mulher,
por não perceber que uma xícara
de café quente iria queimar-lhe,
ao derramá-lo em uma das pernas,
apelou para advogados espertos e por
isso, recebeu uma colossal indenização
do fabricante da cafeteira elétrica.
O BOM SENSO tinha como todos nós
uma família abençoada
pelo nosso Deus, Pai e Criador Eterno,
mas estava sozinho no mundo, pois
já tinha perdido toda a sua
família em morte mais prematura
que a sua. A morte do BOM SENSO foi
precedida pelo falecimento:
dos seu pais: a Verdade e a Confiança;
da sua mulher: a Discrição;
da sua filha Responsabilidade e do
filho Juízo.
Então, o BOM SENSO deixa o
seu lugar para cinco enteados ou irmãos
bastardos que eram conhecidos com
nomes como Egoísmo, Soberba,
Materialismo, Iniqüidade e Desonestidade.
Diziam, falsamente, que eram da "família
Bom Senso". Mas suas "marcas"
características desmentiam
e eram também consideradas
"ditos populares" de autores
desconhecidos, como estes exemplos
abaixo:
<<Conheço os meus direitos>>
<<Sabe com quem está
falando?>>
<<Quero
isto já, agora, se não...>>
<<A culpa não é
minha>>
<<Eu sou uma vítima das
circunstâncias ou da sociedade>>
Claro que não haverá
uma multidão no seu enterro,
porque já não temos
muitas pessoas que o conheçam
ou conheciam bem, e poucos se darão
conta de que ele partiu.
Mas, se você ainda se recorda
dele, caso queira reavivar a sua lembrança,
previna todos os seus amigos do desaparecimento
indevido do saudoso BOM SENSO.
Ao menos podemos fazer alguma coisa
e mostrar que nossos verdadeiros valores
não morreram com ele, pois
tem origem no nosso interior onde
a presença Divina pode e deve
estar conosco, em reconhecimento à
vida eterna que Deus nos deu de graça
em Cristo Jesus.
07 - 03 - 2009

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Para
o Dia do Professor, A Aula Onde se Aprende a Amar
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Relata
a Sra. Thompson, que no seu primeiro DIA DE
AULA parou em frente aos seus alunos da 5a.
série do ensino fundamental e, como
todos os demais professores, lhes disse que
gostava de todos por igual. No entanto, ela
sabia que isto era quase impossível,
já que na primeira fila estava sentado
um pequeno garoto chamado Teddy.
A
professora já havia observado que
ele não se dava bem com os colegas
de classe e muitas vezes suas roupas estavam
sujas e cheiravam mal. Houve até
momentos em que ela sentia prazer em lhe
dar notas vermelhas no semestre anterior
ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao
iniciar o ano letivo, era solicitado a cada
professor que lesse com atenção
a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento
das anotações feitas em cada
período letivo. A Sra. Thompson examina
os atuais alunos e deixa a ficha de Teddy
por último. Mas quando a leu foi
grande a sua surpresa. A professora do 1o.
ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte:
Teddy é um menino brilhante e simpático.
Seus trabalhos sempre estão em ordem
e muito nítidos. Tem bons modos e
é muito agradável estar perto
dele. A professora do 2o. ano escreveu:
Teddy é um aluno excelente e muito
querido por seus colegas, mas tem estado
preocupado com sua mãe que está
com uma doença grave e desenganada
pelos médicos. A vida em seu humilde
lar deve estar sendo muito difícil.
Da professora do 3o. ano constava a anotação
seguinte: A morte de sua mãe foi
um golpe muito duro para Teddy. Ele procura
fazer o melhor, mas seu ausente pai não
tem nenhum interesse na família e
logo sua vida será prejudicada se
ninguém tomar providências
para ajudá-lo. A professora do 4o.
ano escreveu: Teddy anda muito distraído
e não mostra interesse algum pelos
estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes
dorme na sala de aula.
A
Sra. Thompson se deu conta do problema e
ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se
ainda pior quando recebeu os presentes de
Ano Novo que os alunos lhe haviam dado,
envoltos em papéis coloridos, exceto
o de Teddy, que estava enrolado num papel
cinza de mercadinho. Ela abriu o pacote
com tristeza, enquanto os outros garotos
riam ao ver uma pulseira faltando algumas
pedras e um vidro de perfume pela metade.
Apesar das piadas ela disse que o presente
era precioso e pôs a pulseira no braço
e um pouco de perfume sobre a mão.
Naquele dia Teddy ficou um pouco mais de
tempo na escola do que o de costume. E o
mais importante foi o que Teddy lhe disse:
a senhora esta cheirosa como minha mãe.
Depois que todos se foram, a professora
Thompson chorou por longo tempo... Em seguida,
decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar
e passou a dar mais atenção
aos seus alunos, especialmente a Teddy e
a todos que tinham problemas parecidos com
os dele.
Com
o passar do tempo ela notou que o garoto
só melhorava. E quanto mais ela lhe
dava carinho e atenção, mais
ele se animava. Ao finalizar o ano letivo,
Teddy saiu como o melhor da classe. Um ano
mais tarde a Sra.Thompson recebeu uma notícia
em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor
professora que teve na vida.
Cinco
anos depois, recebeu outra carta de Teddy
contando que havia concluído o curso
médio e que ela continuava sendo
a melhor professora que tivera. As notícias
se repetiram até que um dia ela recebeu
uma carta assinada pelo Dr. Theodore Stoddard,
seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.
Outro dia a Sra. Thompson recebeu mais uma
carta, em que Dr.Teddy a convidava para
seu casamento e noticiava a morte de seu
pai. Ela aceitou o convite e no dia do casamento
estava usando a pulseira que ganhou de Teddy
há anos atrás, e também
o perfume.
Quando
os dois se encontraram, abraçaram-se
por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido:
- Obrigado por acreditar em mim e me fazer
sentir importante, demonstrando-me que posso
fazer a diferença. Mas ela, com os
olhos banhados em pranto, sussurrou baixinho:
- Você está enganado! Foi você
que me ensinou que eu podia fazer a diferença,
afinal eu não sabia ensinar direito
até que o conheci.
Aí
está, amigos e colegas, o valor da
atenção... o quanto é
importante darmos um pouco mais de atenção
as pessoas a quem amamos ou que precisam
de nós, sem no entanto, esquecer
dos outros... A atenção, carinho
e cuidado devem ser somados e nunca divididos.
É preciso ouvir os apelos silenciosos
que ecoam na alma da pessoa, vindos do AMOR
MAIOR DE DEUS.
Aos
Mestres de todo nível, aos quais
este testemunho deve servir de motivação,
a minha solidariedade e carinho por mais
uma data nossa, 15/10, a ser comemorada
com a consciência de quem ensina e
aprende, com capricho e amor, tudo que recebeu
e recebe do nosso Deus Criador.
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| A
Clonagem Humana |
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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A
humanidade nunca deixou de fazer nada que ela tenha
encontrado capacitação para realizar.
Mesmo a bomba atômica, com todo o seu poder
destrutivo, foi usada de fato e depois continuou a
ser usada como arma fria ou, nos nossos
dias, representando o principal limite contra qualquer
ameaça terrorista, em função
da necessidade de manutenção do planeta
e o perigo da auto-extinção.
Com
a clonagem, entretanto, a coisa é mais sutil.
A bomba mata. A clonagem, no entanto, é vista
como uma multiplicação da vida, daí
seu poder de sedução, especialmente
em razão de que a vida é a mais essencial
de todas as fixações humanas. Este padrão
que move a existência humana ávida por
buscar a eternidade por seus próprios meios,
aliado ao poder de criar, exercem extrema atração
sobre nós, para o bem e o mal, especialmente
quanto o tal gesto nos aproxima mais da divindade,
não no plano da nossa relação
espiritual com Deus, pois esta já nos tranqüiliza
sobre a possibilidade de vida eterna, mas na vã
suposição de que podemos ser como
Deus, seus iguais.
Ontem
criou-se uma ovelhinha e hoje estamos querendo desenvolver
ou já teríamos desenvolvido a criação
de seres humanos. E não haverá lei na
terra, como já existem em alguns países,
que nos possa garantir que isto não acontecerá,
pois tecnicamente e cientificamente podemos realizar
este feito. E quando a ciência se junta com
o fanatismo de uma seita não se esqueçam
que seita não é religião, ela
se utiliza de mitos e doutrinas também mas
tudo criado por um homem que se julga profeta, enviado
não sei por que deus ou ser o próprio
Deus a situação fica mais perigosa
e tende a se precipitar, como parece está sendo
um caso atual de ligação de uma seita
com cientistas que não desejamos citar nomes.
Desejamos
sim, demonstrar nossa preocupação quando
pensamos na possibilidade da relação
da clonagem humana com o interior desse ser. Que construção
de alma ele terá ? Será capaz do amor
solidário ? Teria ele sua própria identidade
? A quem verá como pai ? Seus gens psicológicos
serão sadios o suficiente a fim de que ele
cresça com humanidade ou, ao menos, com potencial
para absorver experiências positivas intelectuais
e espirituais da sociedade em que ele vai viver ?
Quais as discriminações que ele sofrerá
ou quais as utilidades que ele terá nesse aterrorizante
Mundo Novo ?
Antes
de usar o argumento da extrema periculosidade desta
técnica de clonagem que apóia-se na
metodologia do ensaio e erro com grande
índice de casos de deformações
e malformações, ou ainda mergulharmos
numa convenção radical de proibição
religiosa ou prevenção contra o engano
das seitas, é preciso lembrar que Deus deu
ao homem livre-arbítrio e, certamente, as pesquisas
neste campo e as deturpações sem fundamento
dos planos do Deus Criador irão continuar,
talvez como parte evidente da aproximação
do final dos tempos.
Parece
que estamos vivendo um filme de Spilberg, onde vemos
homens com poder de fazer estátuas falarem.
Mas ao contrário destas ficções
fantásticas, aquela nossa preocupação
se reforça pelos fatos que marcam a sociedade
dos nossos dias quanto à luta pela preservação
do poluído meio ambiente. Isto porque se deve
incluir neste caso também o próprio
agente deste processo: o homem, que cada vez esta
mais necessitado de salvação e despoluição.
Esta poluição do ser humano se traduz
pela corrupção, pelo desamor, pela fome,
pelo desemprego, pelo analfabetismo, pela doença,
pela miséria e sobretudo pela falta de Deus.
Que
tal despoluí-lo primeiramente para então
pensar num processo mais seguro de cloná-lo
com aquela perfeição que lhe era peculiar
quando foi criado à imagem e semelhança
de Deus ?
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A
Família Sentimentos 1
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Havia
uma ilha que possuía dentre os seus habitantes
a ilustre família dos sentimentos, cujos membros
eram a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria,
a riqueza e o amor.
Um
certo dia os moradores da ilha foram avisados que
ela seria afundada. Todos começaram a partir
e os membros daquela família também
menos o amor, porque queria ficar ainda um pouco mais
guardando na memória a beleza romântica
daquela ilha. Ficou até o dia em que a ilha
estava quase toda tomada pelas águas, então
o amor resolveu pedir ajuda para sair dali. Logo após
sua decisão, viu o amor que a riqueza estava
passando nas suas proximidade e pediu:
-
Riqueza, me ajude ! Deixe-me ir com você ...
E
a riqueza respondeu:
-
Não cabes no meu barco, amor. Estou carregando
muito ouro e muita prata ...
Em
seguida passou por perto a vaidade e o amor pediu:
-
Leve-me no seu barco vaidade !
-
Não posso amor, você está todo
molhado e vai estragar todo o meu barco, e retirou-se.
A
tristeza veio logo atras e o amor, chorando, pediu:
-
Tristeza me ajude ! Leve-me com você ...
-
Não posso amor, respondeu a tristeza e completou,
estou tão triste que prefiro ir sozinha ...
E deprimida e cabisbaixa se foi.
A
alegria também passou, mas estava tão
alegre, tão alegre, cantarolando, que não
ouviu o amor chamando-a.
O amor então, quase sem esperança, soluçando
baixinho, pensando que família ele tinha e
nas palavras da prima maturidade que sempre lhe disse
que de onde mais se espera menos se recebe, espantou-se
quando um velhinho parou e lhe falou:
- Vem amor, eu levo você ...
O
amor ficou tão entusiasmado que esqueceu-se
de perguntar o nome do bom velhinho.
Após
chegar seguro à terra firme, perguntou à
sabedoria:
-
Quem era aquele bondoso velhinho que me ajudou ?
A
sabedoria respondeu:
-
O tempo.
-
Mas, porque só o tempo me trouxe até
aqui em segurança ?
E
a sabedoria respondeu uma vez mais:
Porque
só o tempo é capaz de compreender um
grande amor que dura para sempre ..
A Família Sentimentos 2
Depois de sair daquela ilha onde moravam, a ilustre
família dos sentimentos recebeu a visita de
um recenseador que começou seu trabalho de
levantamento de dados pela informação
do estado civil de cada um dos seus membros.
A
Riqueza foi a primeira a responder que era casada
com o Materialismo, e tinha gerado três filhos:
a Soberba, a Prepotência e o Interesseiro.
A
Alegria era casada com o Êxtase e foi quem teve
o maior número de filhos: três meninas,
a Felicidade, a Empolgação e a Animação,
e dois meninos, o Sorriso e o Entusiasmo.
A
Tristeza teve com seu casamento com o Pessimismo também
três filhos, o Azarado, o Chorão e a
Antipática.
A
Vaidade gerou com seu marido o Soberbo, duas meninas
a Independente e a Competição, e dois
meninos, o Menosprezo e o egoísmo. Poderia
ter tido um neto pois o Egoísmo cresceu e casou-se
com a Futilidade, mas logo separou-se para viver somente
para si mesmo.
A
Sabedoria ficou solteirona e concentrava sua atenção
nas sobrinhas Maturidade e Experiência.
O
Amor também não se casou mas viveu sempre
em comunhão com o Criador. Eram tão
ligados que cada um estava no outro. Assim sendo ele
participou da criação de todas as coisas
e permanecerá para sempre, como o patriarca
da família.
O
Amor adotou, porem, três moças: a Paz,
a Salvação e a Prosperidade. Apesar
de adotadas estas moças davam-se bem com toda
a família, eram admiradas e procuradas, mas
nem sempre bem entendidas, apesar da opinião
favorável a respeito delas da Sabedoria. Assim
preferiam estar sempre por perto da Felicidade e de
sua mãe Alegria, que melhor as compreendiam
e não reagiam como a Riqueza, a Tristeza e
a Vaidade, que influenciadas por seus maridos e filhos
sofriam de um forte conflito que as levava à
rejeição, às vezes até
por meios violentos.
Um
grande amigo do Amor, foi namorado de suas três
filhas adotadas e acabou casando com a salvação.
Trata-se do Perdão que fez questão de
convidar a todos pessoalmente e com especial atenção
para aquelas que não compreendiam as irmãs
adotadas da sua futura esposa, mas mesmo assim a vaidade,
seu marido e filhos não foram ao casamento.
O
recenseador ficou admirado com o desdobramento e extensão
da família e resolveu não continuar
o seu questionário, pois realmente estava convencido
de que esta era uma ilustre e peculiar família,
devendo ser tratada com uma atenção
abrangente e significativa para o conhecimento de
todo o ser humano, muito além da simples informação
estatística.
A
Família Sentimentos 3
Apesar da profundidade dos motivos que levaram o primeiro
recenseador a não concluir sua pesquisa sobre
a peculiar família dos sentimento, um segundo
pesquisador resolveu atualizar os dados da ilustre
família e, ao menos, acrescentar informações
sobre as profissões dos seus principais membros.
O
lar da Tristeza modificou-se. Influenciada por suas
sobrinhas Desesperança e Enfermidade que tanto
disseram que seu casamento não daria certo,
a Tristeza separou-se do Pessimismo que aliás
achou ter sido uma decisão muito natural e
já esperada - e passou a morar com o Sofrimento,
um velho amigo. Mesmo com este exemplo na família,
seus filhos animaram-se e casaram, respectivamente
o Chorão com a Depressão e a Antipática
com o Desânimo. Desta última união
resultaram duas netas gêmeas para a Tristeza:
a Indecisão e a Ansiedade.
O
Egoísmo casou-se de novo, desta vez com a Solidão
e, apesar das aparências de um casal tão
distante, teve, enfim, o neto que a vaidade tanto
queria. O menino foi batizado como nome apropriado
de Cativeiro, e tiveram que fazer duas festas de batizado:
uma reservada só para uma pequena parte da
família sentimentos e outra onde a vaidade
convidou até os presidentes atuais, FHC e Lula,
numa solenidade de alto luxo.
A
cegonha também visitou o lar do
papai Perdão e da mamãe Salvação.
Nasceu a Vida Eterna, uma linda menina de olhos permanentemente
azuis e já com cabelos dourados.
Quanto
às profissões, o ganha pão de
cada família, o pesquisador descobriu que o
Sofrimento é proprietário de uma casa
funerária, onde consegue lucros bem pequenos.
A riqueza vive de renda e sustenta marido e filhos.
A alegria administra um buffett de festas e conta
com a participação de toda a sua família
no negócio, estando em fase de sucesso crescente.
A vaidade é cronista social de um grande jornal
e vive com dificuldade pois sustenta marido, filhos
e neto.
A
sabedoria é professora de pós-graduação
de ciências humanas e tem uma empresa de consultoria
muito requisitada.
O
que mais impressionou o pesquisador foi o fato de
que a parte da família que mais trabalhava
era a que menor quantidade de bens e rendimentos tinha.
Era um grande trabalho liderado pelo Amor com a participação
do Perdão, da Paz e da Salvação.
Ficou confuso para ele o fato deles não passarem
por nenhuma necessidade, parecendo que Alguém
os protegia e os sustentava. E cada vez mais suas
missões eram mais intensas e desenvolvidas
com despreendimento e altruísmo a toda prova.
Contavam sempre com a presença de uma das filhas
e dos filhos da Alegria a Felicidade, a Empolgação,
a Animação, o Sorriso e o Entusiasmo
quando não aparecia em sua casa para
colaborar com eles o próprio pai das crianças,
o Êxtase. A mascote do grupo a recem-nascida
Vida Eterna ainda não participava dos
trabalhos mas já era uma certa esperança
de atuação constante no futuro.
Assim
o segundo recenseador também encerrou seus
trabalhos sem completar todos os dados, mas com uma
inteira certeza de ter valido a pena tornar mais atualizadas
as informações do seu colega ao qual
estava ansioso de transmitir os resultados importantes
do seu levantamento. Tinha convicção
de que a partir destes conhecimentos sobre a família
sentimentos sua vida não seria a mesma.
A
Família Sentimentas 4
O
Amor e seus dois seguidores
Dois amigos do Amor gostavam muito de acompanhá-lo
em suas caminhadas. Um deles era um elegante rapaz
chamado Sucesso e o outro uma jovem muito gorda e
cheia de vida chamada Fartura.
Um certo dia eles fizeram um trajeto diferente e,
quando já iam retornar o Amor decidiu parar
em frente a uma bonita casa para descansar um pouco.
A dona da casa vendo aquela turma simpática
sentada no meio fio bem na direção de
sua casa, perguntou seus nomes e resolveu convidá-los
para entrar, tomar um copo dágua e bater
um papinho. O Amor respondeu ao convite perguntando:
- O dono da casa está ?
- Sim, já estou chamando-o para recebê-los
comigo. Neste caso, tudo bem, aproveite para decidir
com ele quem vai entrar completou o Amor.
- Porque quem ? Eu convidei os três !
- Mas não podemos entrar juntos, vocês
tem que decidir qual de nós deve ser o escolhido.
O
dono da casa então deu a sua opinião:
- Vamos convidar a Fartura, é uma moça
simpática e quem não gosta de fartura
? Espera aí disse a esposa eu
prefiro chamar o Sucesso que também tem relação
com o que é desejado por tantas pessoas. A
filha mais velha do casal, escutou o debate e disse:
- Já que vocês não chegaram a
um acordo, que tal chamar o Amor para entrar na casa
?
- É filha, vamos dar razão a você,
e decidiram chamar o Amor para a casa. Porem, quando
o amor entrou na casa os outros dois o acompanharam.
E aquela família ficou sem entender o que estava
acontecendo, porque eles foram obrigados a escolher
um só deles, e agora todos aceitaram o convite
? Perplexos, ouviram a explicação do
Amor:
- Quando o amor entra numa casa, traz consigo sempre
a fartura e o sucesso de forma equilibrada e bem disposta.
Permanecendo na casa ele ainda traz outras grandes
companhias, como a paz e a saúde, por exemplo.
Mas quando se busca somente a Fartura ou o Sucesso
as boas companhias ficam de fora, tristes e solitárias,
pois só priorizando o amor conseguimos muitos
dos acréscimos tão desejados pelo ser
humano e colocados ao seu dispor pelo Deus Criador,
com esta única condição de prioridade,
extraída da sua própria essência
amorosa, que também nos levará a conhecê-lo
melhor e saber qual é a sua boa, agradável
e perfeita vontade para cada um de nós.
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Basta
de Crendices Tecnológicas Também!
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Na
minha juventude passei várias férias
de verão com a família no Hotel Fazenda
Três Pinheiros estrada das instâncias
hidrominerais que começa em Engenheiro Passos.
Em frente ao casarão principal da fazenda havia
mangueiras que eram muito concorridas. Todos queriam
pegar as maiores mangas e comê-las sentado nas
bancos de pedras decorativas. O único momento
em que não havia ninguém competindo
por uma boa manga era depois do café com leite
matutino. Somente minha família estava lá,
escolhendo sem atropelos as mangas para chupar e todos
se admiravam, pois criam que manga com leite fazia
mal, o que minha avó respondia para nós:
-
Isto é mais uma crendice boba, podem comer
a vontade que eu garanto que nada acontece.
Hoje
em dia estas crendices antigas foram superadas, mas
surgiram outras quase a cada mês, com a diferença
que agora se apóiam em pesquisas médicas
de alta tecnologia. Vou me valer de um grande escritor
brasileiro cujos devidos créditos serão
apontados ao final para dar um BASTA neste
assunto. Mencionou ele terem sido estas as últimas
besteiras deste tipo espalhada na mídia: pizza
previne câncer do esôfago, tomate previne
isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate
faz mal, um cálice diário de vinho antes
considerado dilatador das veias já está
sendo apontado como tendo teor alcoólico negativo,
café faz mais bem do que tira o sono e por
aí seguem inúmeros outras novidades
da tecnologia que, para mim, servem mais para "fundir
a nossa cuca"...
Diante
desta profusão de descobertas, acho mais seguro
não mudar de hábitos. Sei direitinho
o que faz bem e o que faz mal para minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir até acabar o sono
me deixa 0 km. Ler um bom livro, me faz sentir novo
em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar,
mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos ! Viagens
aéreas não me incham as pernas; incham-me
o cérebro, volto cheio de idéias ! Brigar
me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo
acessos de estupidez me embrulha o estômago
! Testemunhar gente jogando lata de bebidas pela janela
do carro me faz perder a esperança na educação
do ser humano... E o excesso de telejornais, principalmente
os que comentam com revolta e sensacionalismo os crimes
do dia... Os médicos deveriam proibir... como
doem! Dançar e cantar faz bem, ainda mais se
for em louvor à Deus.
Caminhar
faz muito bem, namorar faz bem, ficar em silêncio
quando uma discussão está pegando fogo
faz um grande bem: você exercita o autocontrole,
longanimidade e ainda acorda no outro dia sem se sentir
arrependido de nada. Acordar de manhã, arrependido
do que disse ou do que fez ontem à noite, isso
sim é prejudicial à saúde. E
passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas,
pior ainda. Não pedir perdão pelas nossos
erros e mancadas dá câncer, guardar mágoas,
ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista,
não há tomate ou cafezinho que previna
!
Ir
ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras
do fundo, não ter ninguém atrapalhando
sua visão, nenhum celular tocando e o filme
ser espetacular, uau ! Cinema inteligente com bom
enredo e elenco é melhor para saúde
do que pipoca (que tal o filme ? hoje se responde:
a pipoca estava boa). Conversa é melhor do
que piada. Exercício é melhor do que
um coquetel de vitaminas ou do que uma cirurgia. Humor
é melhor do que rancor. Amigos, quanto mais
melhor, são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida. Pergunta
é melhor do que dúvida, sem "dúvida"...
Sonhar
é o melhor de tudo, principalmente quando entregamos
nossos sonhos, com confiança e amor, ao Pai
celeste e Criador eterno ! Pronto é isto aí,
com o reforço da fé em Jesus alcançamos
equilíbrio nas ações e reações
(sistema nervoso), nos desejos alimentares e assim
vivemos mais e bem.
Prof.
Angelo M. Moreira da Rocha (parte adaptada de texto
de Luis Fernando Veríssimo)
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Brasil,
Um Mercado Emergente
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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"Mercado
maduro" é o mercado em que o crescimento
do consumo é equivalente ao incremento vegetativo
da população - ou seja - se a população
cresce aumenta o consumo. Se não cresce o consumo
continua estático. Assim o consumo de bebidas
nos EUA, por exemplo, cresceu 2% acumulado nos últimos
5 anos e deverá crescer apenas 2% nos próximos
cinco anos. O consumo de biscoitos na Inglaterra não
cresce há dez anos.
Esses mercados maduros - EUA, Europa e Japão
- onde se encontram as empresas igualmente maduras -
IBM, Toyota, Electrolux, etc. - precisam de mercados
emergentes - onde o crescimento do consumo seja maior
do que o incremento vegetativo da população.
Quais são esses maiores mercados hoje no mundo?
Brasil, Índia e China. Mas não nos iludamos
muito com a China. A China tem 76% de sua população
em campesinato, atividades primárias no interior.
A Índia 72% e o Brasil apenas 22%. Assim, o país
está pronto para consumir produtos ocidentais
de alguma tecnologia que não seja um simples
bicicleta. E o que vale para o Brasil pode ser estendido
ao Mercosul. Por isso estão todos rodando por
aqui, especulando e preocupados com os resultados diferentes
das eleições, mas querendo investir mais
e mais aqui. O mercado brasileiro, segundo dados da
Nielsen, cresceu nos últimos 5 anos:
*
859% em fraldas descartáveis
* 369% em mistura para bolos
* 310% em alimentos para gatos
* 282% em leite flavorizado
* 273% em alimentos para cães
* 219% em leite longa vida
* 201% em massas instantâneas
* 176% em cereais matinais
* 116% em carnes congeladas
* 81% em água mineral
É
importante que saibamos que somente a chamada classe
média e emergente no Brasil hoje representa 35
milhões de famílias: (IBGE). Assim,só
a classe média e emergente no Brasil é:
*
8% maior que a população da Alemanha.
* Maior que a República Checa, Bélgica,
Hungria, Portugal, Suécia, Áustria, Suíça,
Finlândia, Dinamarca, Noruega, Irlanda, Nova Zelândia,
Luxemburgo e Islândia juntos.
* É maior que a França e Canadá
juntos.
* Equivale a um terço da população
dos Estados Unidos.
* Equivale a 72% da população do Japão.
Nós também não temos consciência
de que o Brasil representa 42% do PIB da América
Latina incluindo o México e seu PIB representa
13,3% do PIB total dos países em desenvolvimento,
incluindo a China. E que:
*
Todo o PIB da Argentina, equivale ao Interior do Estado
de São Paulo;
* Todo o PIB do Chile, equivale a Campo Grande- Campinas
(Ernest & Young);
* Todo o PIB do Uruguai, equivale ao bairro de Santo
Amaro em S.P
É
preciso compreender que as empresas multinacionais estão
investindo aqui porque o Brasil é o 5º País
do mundo em Poder de Compra com mais de US$1 trilhão
de dólares em Purchasing Power Parity.
Hoje
o ranking é: * EUA, China, Japão, Alemanha
e Brasil.
Pense nisso. Passe de uma consciência ingênua
para uma consciência crítica a respeito
do Brasil. Se somos 33 milhões de pobres somos
também 120 milhões de "não-pobres";
e isso quer dizer muita coisa num mundo de mercados
maduros. Agora é o momento de acreditar e investir,
lembrando que o futuro do Brasil é maior que
o seu passado.
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Cheiro
de Gente Boa
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Tem
gente que tem cheiro de passarinho quando canta; de
sol quando acorda; de flor quando se abre. Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede que dança
gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem
agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca
na praça; lambuzando o queixo de sorvete; melando
os dedos com algodão doce da cor mais doce que
tem para escolher.
Mas os tempos são outros; a vida anda fechando
a cara por aí, mas agente procura não
guardar cara feia na memória, e para isto precisamos
cada vez mais ver gente boa de cheiro bom.
Que bom que tem gente que tem cheiro de colo de Deus;
de banho de mar quando a água é morna
e o céu é todo azul, o chamado céu
de brigadeiro que parece ter sido promovido a céu
de comandante.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem embora
invisíveis; ao lado delas a gente se sente chegando
em casa e trocando o sapato pelo chinelo; sonhando a
maior tolice do mundo com o gozo de quem não
liga para isto. Ao lado delas, pode ser abril mas parece
Natal, do tempo em que a gente acordava e encontrava
o presente do Papai Noel, sabendo ou não a sua
origem.
Tem gente boa que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu
no céu e daquelas que conseguimos, segundo o
Seu propósito e vontade, acender aqui na terra.
Ao lado delas a gente não acha que o amor é
possível, a gente tem certeza e é estimulado
a crescer na fé em Jesus Cristo. Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria;
recebendo um buquê de carinhos; abraçando
um filhote de urso panda; com toda abertura e sinceridade,
tocar com os olhos os "olhos da paz".
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa;
do brinquedo que a gente não largava. Ao lado
delas, a gente percebe que a sensualidade é um
perfume que vem de dentro e que a atração
que pode realmente nos mover não passa só
pelo corpo, corre em outras veias, pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que
rimos, Deus está mais conosco ainda, juntinho
ao nosso lado; e a gente ri grande que nem menino arteiro.
A alma desta gente tem cheiro de amor e amizade, incenso
que sai do Espírito de Deus que nelas repousa
e flui pelos ares na direção do trono
celestial.
Uma destas gentes boas é aquela que Deus escolheu
para constituir nossa família em verdadeiro e
completo amor, sob fundamentos firmes, mas também
sonhos coloridos que pulam como um coelhinho branco
no jardim verdinho da natureza do Criador. Sobre esta
gente boa ou "mais que ótima" que formou
conosco uma alma gêmea, precisamos disser que
esta sua alma tem um perfume muito diferente ...
Diferente de todos que já senti ...
Ela mais que um perfume é o meu único
e delicioso bálsamo guardado em vidro de cristal,
representando todo o seu charme que me faz sentir mais
próximo ainda de Deus e reforçar que somos,
eu, ela, nossos filhos, amigos e irmãos, somos
sim senhor, BOA GENTE CHEIROSA QUE GOSTA DE GENTE.
Prof. Ângelo M. Moreira da Rocha
(adaptação de base original de autor desconhecido)
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O
Vaga-Lume e a Serpente
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Conta
uma lenda que um VAGALUME muito conhecido na floreta
voava a vontade e feliz até que um dia o seu
sossego terminou. Uma SERPENTE começou a perseguir
o vaga-lume. A princípio ele pensou que a feroz
predadora estava só se divertindo e logo deixaria
de acompanhá-lo. Porem os dias foram passando
e a serpente permanecia atrás dele sem dar uma
trégua. Lá pelo quinto dia, já
sem forças, o vaga-lume parou e resolveu fazer
algumas perguntas:
-
Você está querendo me devorar mesmo ?
- Que pergunta boba, é claro que vou fazer
isto, respondeu a serpente.
- Então, disse o vaga-lume, deixa-me fazer
mais duas perguntas, isto é minhas últimas
perguntas, ok ?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém,
mas como você já está no papo,
pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar ?
- Não, respondeu a serpente.
- Então, por qual motivo você vai me
devorar, acabar comigo ?
- Porque você brilha demais, quem manda você
ser tão exibido e viver ofuscando os outros,
enfim, não suporto ver você brilhar...
Esta
singela fábula parece não ter muita
importância, mas acredito ser um bom motivo
para pensarmos a respeito de uma tendência negativa
que acompanha todo ser humano, em toda a parte. Pense
comigo, quantas vezes você deixou de confiar
em alguém, simplesmente porque o seu sucesso
e destaque passou a incomodá-lo muito? Se você
ocupa algum tipo de liderança, esta pergunta
torna-se desnecessária por ser tão óbvia.
O ser humano geralmente não sabe controlar
o nível de COMPETIÇÃO que o cerca
em todos os campos da vida.
Ainda
para tornar o assunto mais complexo, sofremos da influência
do PRECONCEITO. É preciso, no entanto, abordar
esta questão com honestidade e sinceridade,
pois nenhum de nós está livre e plenamente
consciente da condição de preconceituoso.
Quando nos referimos de maneira irônica ou até
humilhante àquele cuja diferença nos
incomoda, revelamos nosso preconceito, seja racial,
religioso, social, político ou intelectual.
Quando admiramos a situação de alguém,
ou um seu bem como um automóvel importado zero
km, não há nada de errado, pois é
uma reação natural. Mas quando isto
nos incomoda e trás julgamentos precipitados
a respeito de merecimento ou honestidade, estamos
abrindo caminho para a filha mais velha do PRECONCEITO,
a INVEJA. O filho mais velho é o ORGULHO, que
também nos leva a desejos indevidos, bem diferentes
de qualquer estímulo ou vontade de atingir
uma meta semelhante àquela que alguém
já alcançou, fruto somente da saudável
admiração e reconhecimento.
Quanto
mais sutil e complexo se torna este assunto, mais
importante de ser examinado, praticado e comparado
com esta fábula do VAGA-LUME E A SERPENTE,
como forma de melhor amar a Deus acima de tudo e o
próximo como a nós mesmo, predominando
o respeito a sua individualidade e condições
sociais, sem impor-lhes nossas escalas de valores.
A Igreja de Jesus não está livre de
problemas de relacionamentos como estes, aliás,
a Igreja, como instituição, muitas vezes
é o campo mais atingido por problemas desta
natureza. Ela se constitui numa entidade que abriga
todo tipo de classe social, formações,
temperamentos e estágios de conhecimento e
crescimento pessoal, profissional e, principalmente,
espiritual.
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Benjamim
Reynard levantou-se do banco, endireitando o seu uniforme
e observou as pessoas fazendo seu caminho através
da Grand Central Station. Ele procurou pela garota cujo
coração ele conhecia, mas o rosto não:
A garota com a rosa!
Seu
interesse por ela havia começado três anos
antes, numa biblioteca da Florida. Tirando um livro
da prateleira, ele se pegou intrigado, não com
as palavras do livro, mas com as notas feitas a lápis
nas margens. A escrita suave refletia uma alma profunda
e uma mente cheia de brilho. Na frente do livro, ele
descobriu o nome da primeira proprietária: Srta.
Caroline Reed.
Com
tempo e esforço ele localizou seu endereço.
Ela vivia em New York. Benjamim escreveu-lhe uma carta,
apresentando-se e convidando-a corresponder-se com ele.
Na semana seguinte ele embarcou num navio para servir
na II Guerra Mundial. Durante o ano seguinte, mês
a mês eles desenvolveram o conhecimento um do
outro através de suas cartas. Cada carta (claro
que não era época dos e-mails dos nossos
dias) era uma semente caindo num coração
fértil. Um ROMANCE de companheirismo. Reynard
pediu uma fotografia, mas ela recusou... Ela pensava
que, se realmente ele se importasse com ela, sua aparência
não importaria...
Quando
finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa,
eles marcaram seu primeiro encontro às 7 da noite
na Grand Central Station em New York. "Você
me reconhecerá", ela escreveu, "pela
rosa branca que estarei usando na lapela". Então,
pontualmente às 19:00 h, ele estava na estação
procurando por uma garota cujo coração
ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto antes.
Uma jovem aproximou-se de mim, diz ele. Sua figura era
linda! Seus cabelos loiros caíam delicadamente
sobre os seus ombros; seus olhos eram verdes como água.
Sua boca era pequena; com finos lábios e seu
queixo de uma firmeza delicada. Estava vestida com blusa
branca e uma saia verde claro cintilante como flores
da primavera. Eu me dirigi a ela, permanece relatando,
inteiramente esquecido de perceber que a mesma não
estava usando uma rosa. Como eu me movi em sua direção,
um pequeno e provocativo sorriso, curvou seus lábios.
"Indo para o mesmo lugar que eu marinheiro?"
Ela murmurou. Quase incontrolavelmente dei um passo
para junto dela, e então eu vi Caroline Reed.
Ela estava parada quase que exatamente atrás
daquela garota com a rosa na lapela.
Era
uma mulher já passada dos 50 anos, tinha seus
cabelos grisalhos enrolados num coque. Ela era magra
e usava óculos, seus pés compactos confinavam
em sapatos de saltos baixos. E a garota de verde seguiu
seu caminho rapidamente.
Eu
me senti como se tivesse sido dividido em dois, tão
forte era meu desejo de seguir a primeira que vi, mas
também tão profundo era o desejo por aquela
mulher cujo espírito, verdadeiramente, me acompanhara
e me sustentara através de todas as minhas últimas
atribulações. E então ela parou!
Sua face muito pálida era delicada e sensível,
seus olhos tinham um calor e simpatia. Eu não
hesitei. Sentia alguma coisa que talvez não fosse
amor, mas poderia ser algo precioso. Talvez mais que
amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre cheio
de gratidão.
Eu
balancei a cabeça, cumprimentei-a e mostrando
o livro que segurava pela mão e que foi o instrumento
do nosso relacionamento, ainda pensando, enquanto falava,
na amargura do meu desapontamento e disse: Sou o Tenente
Benjamim Reynard, e você deve ser a Srta. Reed.
Estou muito feliz que tenha podido me encontrar. Posso
lhe oferecer um jantar?
O
rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso: Eu não
sei o que está acontecendo, ela respondeu, aquela
jovem de saia verde que acabou de passar me pediu para
colocar esta rosa na minha blusa. Ainda me disse que,
somente se você me convidasse para jantar, eu
deveria lhe dizer que ela estaria esperando por você
no restaurante da esquina. E acrescentou simplesmente
que isso era um tipo de TESTE!
Bem,
quanto a mim Benjamim, não parece difícil
compreender a alegria e admiração renovada
por mais aquele traço de firmeza de caráter
inteligente, compondo a indescritível beleza
da verdadeira Srta. Caroline Reed, com quem num salto
do meu coração acelerado logo encontrei
para nunca mais perder, e tive a certeza de que a real
natureza do coração de uma pessoa é
a maneira transparente e sincera de como ela vê
e responde a alguém ...
Prof.Angelo
M. Moreira da Rocha (parceria c/ Bernardo Ribeiro)
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Desmascarando
Um Inimigo Chamado Vício
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Vamos
começar esclarecendo as principiais causas
deste mal chamado Vício. Ele encontra no comportamento
compulsivo em cometer ações de forma
incontrolável sua principal alimentação,
a ponto de tornar o ser humano dependente e vulnerável,
trazendo para si, e para os que o rodeiam conseqüências
das mais desagradáveis.
Em alguns casos, o vício preenche determinadas
carências em relação aos sentimentos
e desejos humanos, como a falta de afeto, de amizade,
de compreensão, de companhia, enfim canaliza
atitudes para ações que venham a suprir
o sentimento de vazio, amoroso ou social. Por outro
lado é importante compreender que o vício
como doença não pode ser curado apenas
por vontade própria, pois assim como os demais
sentimentos que tenham reflexos negativos no ser humano
necessitam de apoio, compreensão, carinho,
amor e sentimentos afins para que o indivíduo
sinta que sua própria existência também
é importante aos que convivem com ele.
Temos então vícios que surgem por uma
questão mais de convívio social do que
psicológico apenas, como o alcoolismo, o tabagismo,
consumo de drogas, os jogos e outros. Em muitos casos,
é difícil a própria pessoa assumir
que possui um determinado vício e que deve
ser tratada para preservar a saúde física
e mental, pois em sua auto-avaliação
suas atitudes são normais e nada modificam
seu modo de conviver com o próximo. Os alertas
podem aparecer de forma física, quando a saúde
fica debilitada; psicológica, quando as atitudes
põem em risco a própria segurança,
ou de pessoas próximas, ou ainda, o que é
pior, de uma família, ou social, quando o indivíduo
passa a ser isolado de seus ambientes sociais por
iniciativa própria, ou por exclusão,
procurando se esconder. O ser humano é, por
natureza, um ser sociável, cuja própria
existência depende do convívio entre
outras pessoas, outros grupos sociais, e a quebra
deste condicionamento natural o torna doente
Ressaltamos a importância de que antes da necessidade
de ajudar o próximo como um impulso também
natural em todo homem criado à imagem e semelhança
do Amor de Deus, é preciso faze-lo de forma
que não haja risco da sua própria integridade
física e mental, praticando atitudes saudáveis
no apoio ao viciado.
Um dos grandes problemas do vício é
o fato de tornar-se algo sério somente após
graves conseqüências, quando já
há sinais de um caso patológico, isto
é, comprometimento psicossomático. Outro
fato que contribui para o surgimento do vício
pode estar ligado aos sentimentos, como a luxúria,
o orgulho, a raiva, a inveja, a cobiça, a preguiça
que podem, em um determinado momento, sem a percepção
desta ligação ao vício, faze-lo
ser resultante de fatores característicos de
tais sentimentos. Um viciado não deve ser tratado
como um criminoso, pois houve fatores que contribuíram
para o surgimento do vício, sendo que a falta
de ajuda e de compreensão podem, em determinados
casos, resultar em prejuízo maior com ações
auto-destrutivas, sem margens para avaliar as conseqüências.
Ainda por cima, em alguns casos, a própria
sociedade indiretamente apadrinha, consente, estimula
e formaliza o vício por meio da divulgação
e da inexistência de leis proibitivas.
É importante destacar o papel que esta Comunidade
social pode e deve realizar, mesmo informalmente,
no sentido de auxiliar as pessoas, manter um relacionamento
saudável e cordial, afastando-as dos vícios,
dos sentimentos destrutivos e lembrando-as sempre
de que, acima de tudo, devemos manter o bom senso
e a lucidez perante as adversidades da vida, não
nos deixando levar apenas pelas circunstâncias.
Devemos trazer compreensão onde existe intransigência,
amor onde existe ódio, paz onde existe violência,
união onde existe caos, perdão onde
existe mágoa, em suma, trocar todos os sentimentos
negativos por positivos, sem cercear nossa liberdade
como diz a Palavra de Deus em 1a Coríntios
6.12: "Todas as coisas me são lícitas,
mas nem todas me convêm e eu não me deixarei
dominar por nenhuma delas". Esta é a principal
Chave para preencher aquele sentimento de vazio.
É preciso deixar claro que cada indivíduo
possui seus próprios conceitos e escolhas,
suas próprias perspectivas, a sua visão
de humanidade, censo de justiça e coerência.
Segundo o contexto histórico, a humanidade
coexiste pela necessidade de sobrevivência e,
desde a mais rude existência, já estabelecia
normas comportamentais para uma vida sadia, digna
e que permita a construção de meios
racionais de segurança individual e coletiva.
Assim, nossa liberdade não deve jamais estar
condicionada à liberdade de outras pessoas,
mas considerá-la por meio da busca de nossos
próprios valores e princípios, conscientizados
de suas conseqüências, e explicar às
pessoas o porquê acreditamos nelas e em sua
capacidade de superar até os vícios
mais escondidos e justificados.
Prof.
Ângelo M. Moreira da Rocha (adaptado original
de Sidney Akira)
hes
compete analisar o aspecto formal das leis; aos jornalistas
não lhes cabe tampouco a função
de estudar as explanações teóricas
dos candidatos ao título de jurisconsulto,
a menos que as aberrações lingüísticas
mereçam algum destaque, como as dos candidatos
aos exames da OAB.
Já
me referi, em outra ocasião, às decisões
judiciais contraditórias ou discutíveis
que, vez por outra, nos surpreendem, como, só
para ilustração, os dois casos seguintes:
no dia 21 de maio de 1996, a 2ª turma do STF
absolveu o encanador Márcio Luiz de Carvalho,
de MG, acusado de ter estuprado uma menina de 12 anos,
em 1991. O relator do processo, o ministro Marco Aurélio
de Mello, disse, na época, que "nos nossos
dias não há crianças, mas moças
de 12 anos". No dia 22 de outubro de 1996, ou
seja, menos de seis meses depois, o STF confirmou
a condenação de Claudinei Hacker, de
Santa Catarina, acusado de estupro de uma garota de
13 anos. Vale dizer: estuprar uma menina de 12 anos
não é crime, mas estuprar uma de 13
anos pode dar seis anos e três meses de prisão,
pena a que foi condenado o infeliz catarinense.
Essas contradições existem por culpa
do sistema, que permite a qualquer detentor do diploma
de bacharel em direito - tenha ou não titulação
acadêmica - a dignidade de ministro da maior
corte do país, desde que seja amigo do "rei".
Mas
o que pretendo comentar aqui são os erros chambões
ou as tropeçadas lingüísticas inadmissíveis
em quem tem obrigação histórica
de zelar pela língua, e não a parte
técnica ou jurídica das decisões
judiciais ou das nomeações de juízes
e ministros. Afinal, não sou advogado e não
pretendo, já sexagenário, abraçar
a carreira das leis, ainda que a ache fascinante,
maravilhosa e a mais gratificante, promissora e diversificada
de todas as profissões de nível superior
do mundo.
Deixarei
de comentar as bobagens escritas em latim, como "a
grosso modo" ou "a contrario sensu"
ou "status quo", por exemplo (as formas
corretas são grosso modo e contrario sensu,
sem a preposição a inicial, e statu
quo, sem o s final, porque é ablativo, parte
da expressão in statu quo ante), porque o latim,
infelizmente, embora cultuado não por amor
à cultura clássica, mas por exibicionismo
pessoal, no exercício barroco do estilo jurídico
tradicionalmente empolado, deixou há muito
de ser ensinado nas escolas brasileiras e há
muito deixou também de ser matéria do
vestibular de Direito. Pretendo ater-me aqui aos desvios
lingüísticos e às inovações
que agridem a nossa língua portuguesa em seu
nível formal.
O
Novo Código de Trânsito (Lei nº
9.503/97) é uma antologia de calinadas e de
atrocidades lingüísticas, algumas dignas
de apedeutas engravatados. Só para ilustração,
eis algumas delas, escolhidas aleatoriamente:
l.
No Art. 302, § único, lê-se: "...
se o agente: (...) II - praticá-lo..."
(Desde crianças, aprendemos que não
existe ênclise com futuro; "praticá-lo"
é futuro do subjuntivo com o pronome enclítico.
É como se alguém pudesse dizer "se
quisé-lo", "se pudé-lo",
"se fizé-lo". Aliás, não
há ênclise tampouco em orações
subordinadas desenvolvidas, porque a conjunção
atrai o pronome clítico.);
2. no Art. 231, inciso V, lê-se mais de uma
vez o número mil escrito por extenso com um
antes: "um mil" (Pena que tenha faltado
o h inicial para ornamentar a calinada!);
3. no Art. 46, Contran aparece escrito adequadamente,
apenas com a inicial maiúscula; em quase todos
os outros artigos em que aparece, o nome Contran vem
grafado com todas as letras maiúsculas (os
acrônimos, isto é, os nomes formados
com a primeira letra ou com a sílaba ou sílabas
iniciais de várias palavras, se escrevem com
minúsculas, exceto a primeira, se se tratar
de nome próprio, como: radar, Petrobras, Ufes,
Arena, Varig, Vasp, laser, Bradesco, etc. As siglas
- que não formam novas palavras na língua
- é que se escrevem com todas as letras maiúsculas,
como PMDB, STF, IPTU, UFRJ, BCG, etc. Se o acrônimo
tiver menos de quatro letras, todas se escreverão
em versal, como as siglas, como, por exemplo, TAP,
ONU, TAM, etc. Esse erro é desculpável,
já que nas duas primeiras edições
do Aurélio se grafou aids com todas as letras
maiúsculas: AIDS. A nova edição
corrigiu as anteriores, mas cometeu erro idêntico
ao grafar SIDA no verbete próprio. O que não
é desculpável é a falta de uniformidade:
Contran/CONTRAN.);
4. no art. 148 § 3º lê-se: "A
carteira Nacional de Habilitação será
conferida ao condutor no término de um ano,
desde que o mesmo não tenha cometido nenhuma
infração (...)" (Grifo nosso.)
(Se se dessem o trabalho de consultar o Aurélio,
no verbete mesmo, os legisladores teriam evitado esse
uso inadequado de o mesmo, em lugar do pronome pessoal
ele.);
5. no Art. 21, inciso XI; no Art. 22, inciso XII;
no Art. 24, inciso XV, lê-se a mesma bobagem:
"promover e participar de projetos e programas"
(Ora, qualquer aluno de 2º grau sabe que dois
verbos de regência diferente não podem
ter o mesmo complemento. Diz-se promover algo e participar
de algo; um mesmo termo não pode ser simultaneamente
objeto direto e objeto indireto, até mesmo
pelo princípio lógico da não-contradição:
uma coisa não pode ser e não ser ao
mesmo tempo.);
6. no Art. 116, o verbo obedecer, que é transitivo
indireto, aparece na voz passiva, numa construção
que, embora usual e encontradiça até
em bons escritores, a grande maioria dos gramáticos
rejeitaria, com base na regra de que só os
verbos que têm objeto direto na voz ativa admitem
construção passiva, porque é
o objeto da ativa que vai ser o sujeito da passiva.);
Não
quero estender-me mais nessa aberração
lingüística que é o Novo Código
de Trânsito, espelho do preparo (ou despreparo)
cultural dos nossos legisladores. Passemos a outro
documento legal, aleatoriamente escolhido. Por exemplo:
a Lei nº 9.279/96, que é o Código
de Propriedade Industrial. O Art. 195, só para
ilustração, nos incisos XI, XII e XIV,
apresenta repetidamente duas tolices grossas: o uso
do mesmo complemento para verbos de regência
diferente e o uso da ênclise em oração
subordinada desenvolvida: "Comete crime
de concorrência desleal quem divulga, explora
ou utiliza-se (...) de conhecimentos..." Não
é um belo exemplo de incompetência lingüística?
Até
mesmo a Lei de Diretrizes e Bases que deveria primar
pela correção lingüística
apresenta bobagens como, por exemplo, opor sistematicamente
jovem a adulto, como se um adulto não pudesse
ser jovem ou um jovem não pudesse ser adulto!
Deixemos
de lado os textos legais. Nem os deputados, nem os
senadores - nossos legisladores - foram eleitos por
sua brilhante inteligência ou por seu notório
saber. Passemos ao uso que da língua fazem
os profissionais do Direito.
Nos
poucos textos que tive a oportunidade de examinar,
encontrei as seguintes expressões ou termos
inexistentes ou inadequados:
l.
vez que (com o sentido de uma vez que);
2. a-histórico (por aistórico ou anistórico);
3. frente a, face a (Todas as locuções
prepositivas que são formadas com um substantivo,
à exceção, talvez única,
de graças a, têm sempre duas preposições:
uma antes e outra depois do substantivo, como a propósito
de, em nível de, em (com) relação
a, em função de, com respeito a, a respeito
de, em torno de, em favor de, em direção
a, etc. Portanto, o correto é dizer em frente
de, em frente a, em face de...);
4. posto que (com o sentido inadequado de porque;
posto que significa "embora", "apesar
de que");
5. eis que (com o sentido de porque; eis que só
se usa no início de frases anunciativas ou
no início de expressões que indicam
surpresa, nunca com sentido causal);
6. inobstante (inovação desnecessária,
equivalente a não obstante);
7. supedanear (O nome supedâneo existe, mas
o verbo, não. Melhor seria a utilização
de verbos já existentes, como basear, sustentar,
alicerçar, apoiar e quejandos.);
8. pertine (A expressão adequada é ser
pertinente. Não existe na língua nenhum
verbo de que pertine possa fazer parte: nem pertinar,
nem pertiner, nem pertinir. Atente-se para o fato
de que a existência de um adjetivo - pertinente
- não nos autoriza a pressupor a existência
de um verbo de mesmo radical; existem os adjetivos
irrespondível, impossível e imperdoável,
por exemplo, mas não existem os verbos irresponder,
impoder ou imperdoar.);
9. exauriente, satisfativa, irresignado, improvido
- são algumas das inovações lexicais
mais comuns;
10. a teor de - locução prepositiva
inventada;
11. implicar em - o verbo implicar se usa sem preposição,
com o sentido de pressupor, provocar: A implica B,
e não "em B";
12. deparar-se com - o correto, apesar da lição
espúria da 3ª edição do
Aurélio, é: A deparou B; deparou-se
B a A; A deparou com B.
13. sequer com sentido negativo (sequer significa
"ao menos", "pelo menos", e não
tem sentido negativo por si só: "Ele ganha
pouco mas sequer pôde comprar um carro importado.");
14. intime-se-o - (O correto é intime-se ele.
Quando se tem numa oração o pronome
se, o sujeito dessa oração é
sempre o primeiro substantivo ou pronome que aparecer
sem preposição; o o é pronome
sem preposição, mas é exclusivo
da função de objeto direto; por isso,
se o é construção inexistente
na língua culta, exceto se o o é pronome
demonstrativo, seguido de relativo, como em "Sabe-se
o / que ele fez".);
15. A lei está vigindo - (Por "A lei está
vigendo". O verbo é viger, da 2ª
conjugação.);
16. Nada importa que o requerente inclua... (Ora,
o sujeito de importa é a oração
seguinte e, ao mesmo tempo, o pronome nada. Em português,
é impossível que um sujeito com mais
de um núcleo não tenha esses núcleos
coordenados em sucessão. A bizarra construção
não levou em conta que nada não é
apenas uma negação, mas um pronome indefinido,
com função nuclear em qualquer oração
a que pertença.)
Fiquemos por aqui. Se é verdade que os bacharéis
recém-saídos da Universidade tropeçam
nos exames da OAB, não é menos verdade
que muitos profissionais, já em final de carreira,
ainda tropeçam na língua, e, o que é
pior, na ilusão de que a sabem.
É um erro pensar que a norma culta portuguesa
tenha sido sedimentada pela linguagem dos escritores.
O aprendizado da língua culta era adquirido
pela leitura de textos legais ou, às vezes,
de textos dos cronistas, nome por que eram conhecidos
os "guardas das escrituras" ou escrivães,
contratados pelos reis para contar as histórias
e feitos reais como suas testemunhas oculares. Os
primeiros gramáticos portugueses não
citavam exemplos de conterrâneos escritores,
contemporâneos ou não. Foi a tradição
dos gramáticos latinos que introduziu essa
prática, justificável pelo fato de só
podermos saber como era o latim culto pela observação
do uso que dele faziam os grandes poetas, como Ovídio
ou Virgílio, ou os grandes prosadores, como
César ou Cícero. Mas o objetivo de um
escritor é ou deveria ser o de subverter a
norma, o de se valer de feitos de fala, de desvios
eufóricos, a fim de ser diferente dos outros,
e não como os outros. Por isso, comete um erro
de metodologia o gramático moderno que abonar
regras com exemplos de escritores. Os exemplos deveriam
ser colhidos em obras não-artísticas,
em que predomina a linguagem denotativa, isto é,
sem metáforas, sem figuras, sem intenção
estética, mas apenas ou quase exclusivamente
em sua função referencial.
Sabemos, pelos trabalhos lingüísticos
de Chomsky, que todos os falantes de uma língua
têm competência lingüística,
no sentido de que têm capacidade de dizer, entender
e reconhecer como de sua língua frases que
nunca ouviram antes. Mas a essa competência
pragmática, digamos assim, opõe-se a
competência literária, aqui entendida
como a competência lingüística no
registro mais formal da língua. E é
essa que a muitos "sábios" acaba
faltando, sem que eles próprios se dêem
conta disso.
A linguagem jurídica poderia voltar a ser a
linguagem padrão da elite cultural do país,
e um modelo de língua castiça a ser
imitado e louvado em todas as escolas. Mas o poder
sobe à cabeça, e a vaidade cega.
Infelizmente.
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Um
Olhar Diferente Para a Televisão
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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A
professora Maria pediu aos alunos de ensino fundamental
que fizessem uma redação sobre o que eles
mais gostariam que Deus fizesse por eles, incentivando-os
a fazerem uma boa e objetiva redação,
pois ela seria muito importante para o aprendizado deles.
Recolheu as redações ao final da aula
e prometeu traze-las corrigida na próxima aula.
À noite, corrigindo as redações
em casa, ela se depara com uma que a deixou muito emocionada
e pensativa. Neste momento, seu marido acaba de entrar
em casa e ao vê-la com os olhos vermelhos, diz:
-
O que aconteceu? Ela respondeu:
- Esta redação de um dos meus alunos fala
por si só, pode ler.
Então o marido, com a curiosidade de quem não
entendeu nada, passou a ler em voz alta:
- "Senhor, hoje quero te pedir algo especial: me
transforme em um televisor. Quero ocupar o seu lugar.
Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial
para mim, e reunir minha família ao redor. Ser
levado a sério quando falo. Quero ser o centro
das atenções e ser escutado sem interrupções
nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial
que a TV recebe quando não funciona. E ter a
companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo
que esteja cansado. E que minha mãe me procure
quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me.
E ainda, que meus irmãos "briguem"
para estar comigo, para terem o meu controle. Quero
sentir que a minha família deixa tudo de lado,
de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.E,
por fim, que eu possa divertir e instruir a todos. Senhor,
não te peço muito... Só quero viver
o que vive qualquer televisor! Muito obrigado em nome
de Jesus Cristo, amem !
A
professora e seu marido, então, se abraçaram
e entenderam o recado. Estabeleceram uma aliança
para derrubar o poder da televisão
em seu lar e com os seus filhos.
Isto nos deixa, por fim, uma lição bem
simples de não interpretar a TV nem como uma
maldita invenção americana que passou
por um controle de qualidade no inferno (recebeu atestado
ISO 666) antes de se expandir por todo o mundo, nem
permitir o seu uso excessivo a ponto de prejudicar o
relacionamento humano tão necessário e
até imprescindível, quando se trata do
convívio familiar.
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A
Poesia da Vida
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Quantas
manhãs acordei
Quantas noites eu dormi
Quanto sol vi nascer
Quantos dias eu vivi
Tantos pássaros vi cantar
Tantos ninhos construir
Tanta flor desabrochar
Tantas folhas vi cair ...
Vi o sol fugir ao anoitecer
Vi a lua corajosa aparecer
Vi estrelas no céu a brilhar
Vi ondas no mar se acalmar
Vi o céu escurecer ...
Nuvens negras se formar
Vi na densa escuridão
Fortes raios clarear ...
Ouço pingos de chuva caindo
Sinto cheio de terra molhada
A natureza agradece sorrindo
A sede que lhe foi saciada ...
Vi a chuva trazendo a semente
Vi o homem do campo contente
Na garantia do nosso sustento
Na certeza do nosso alimento
Quisera poder descrever
A poesia que vejo na vida
Na beleza do amanhecer
Nas flores tão coloridas ...
No sol em seu total esplendor
No olhar que expressa amor
Na canção ministrada em Louvor
Com imenso amor ao Criador
Quem criou esta assombrosa beleza
Que se chama simplesmente natureza
Foi Jesus, O Senhor, tenho toda a certeza
Mui digno de louvor é Jesus o Criador !
Prof.
Ângelo M. M. da Rocha
(adaptado original de Neide H.L.Marques)
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A
Poesia do Pássaro Cativo
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Angelo
Manoel Moreira da Rocha
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Tinha
um livro onde dizia
prender um pássaro é covardia
se o coitadinho cai no alçapão
logo é levado para a prisão
Mesmo
a gaiola sendo dourada
é para o vôo muito apertada
não adianta colocar água fresca nem
alpiste
porque ainda vai ficar muito triste
Se
ele falasse, logo dizia
Porque me prendes ? é covardia
porque eu voava por toda a mata
bebia água numa cascata
comia o inseto que eu escolhia
e equilibrava a ecologia
Não
fala a ave, diz o papai !
mas o poeta ouve o seu ai !
e a todos clama: sim, é covardia!
não prendam a ave nem a poesia
Deus
nos fez livres e sua vontade
é que vivamos em liberdade...
Prof.
Ângelo M. M. da Rocha
(adaptado original de Neide H.L.Marques)
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