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Nasceu
do Velho
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Jose
Altino Machado
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Dia
quinze último, nasceu um menino lá
em casa. Nome Marco Túlio.Um rapagão.
Forte, sadio e enorme, como disse o pediatra Ronaldo
Lacerda. Nos encheu de satisfação,
orgulho e claro muita vaidade. A mãe dele,
Soraya, nem com as dores do parto, perdeu simpatia
e beleza.
Na sorte da vida, entrando na sala de parto, ainda
nos desce um anjo negro, que atendia por Zenilda.
Parece que foi por uma graça de Deus que
Paulinho Chopila, conseguiu ser irmão dela.
Enfermeira capaz, querida por todos, lá
apareceu para ajudar e assistir a chegada do pingo
de gente.
Saí
da maternidade, satisfeito e tranquilo. Tudo
correra para lá de bem. Fui para casa
dormir, pois o que era meu de coração,
estava muito bem guardado e resguardado.
Nem
bem arrancara com o carro, um amigo
passando, curioso, pergunta o que eu estava
fazendo ali pela maternidade. Eu bem doido de
vontade que alguém me perguntasse, me
achando com a bola cheia, respondi atenciosamente,
repassando até pormenores do acontecimento.
Tais como, peso, medidas etc, etc.
Foi
o bastante, para que ele, ao invés de
aproveitar e curtir comigo aquele momento único,
retrucasse surpreso, de como na presente idade,
eu me permitia ter filhos. Ainda saiu com aquela
que qui é oh cara!?
Fiquei
meio passado, olhando a figura, sem saber se
cantava a famosa pedra noventa,
se entendia como elogio, ou se ficava calado
fazendo de conta que não captara a mensagem.
Resolvi optar pela última e fui embora
sem responder. Quase que ele conseguiu me roubar
um pouco de alegria, mas ao invés, entrei
numa profunda reflexão:
Afinal,
quem inventou ou estabeleceu regras e idades
para que as coisas pudessem existir?
Quem
fez da liberdade da vida, programa tão
ortodoxo e rígido?
Menino
ainda, já escutávamos muito de
mãe, que éramos velhos demais,
para alguns comportamentos travessos. Lá
perto dos catorze, quinze, tínhamos em
nossa cidade uma doçura de zona boemia.
Se íamos para lá, na corrida da
Polícia, esbaforido ainda escutava de
meu pai, que era bem feito, que lá não
era lugar de menino.
Santa
incoerência da vida e confusos raciocínios.
Para os prazeres da vida as idades se tornavam
e sempre se tornam as avessas... e parece que
tudo é assim mesmo.
Para
o trabalho, nas solicitações publicadas,
sempre discriminatórias, já chamavam
apenas os jovens aptos dos dezoito aos trinta
e cinco. Todo concurso era ou é assim.
Sempre preocupado em os ler, quem sabe da necessidade
do dia de amanhã,...dizia para mim mesmo,
to dentro... Passadas algumas primaveras,
só podia dizer to fora...e lógico
ficar sempre surdamente xingando quem fazia
tais idiotas e agressivas chamadas de seleção
Chegando aos cinqüenta, aventurando passar
por eles, pós cinco ponto cinco, pouco
nos desejam e nos tornamos chatos coroas, tidos
como estraga festas e também chamados
maldosamente de titios. Até
em relação as mulheres, se reunir
simpatia e gás para conseguir algum afeto,
amor ou sexo bom, a surpresa é geral,
podendo ainda ser atribuída a sorte,
ou a triste e única questão de
dinheiro.
Agora
depois dos sessenta, a coisa até ofende.
Tem moçoila, que diz, que velho
assim tem ate cheiro. Lembranças
paternas é possível... Alguns
tanto criticam e se satisfazem gozando,
que parecem que jamais chegarão àquele
estágio e idade.
A
própria lei é para lá de
sacana. A aposentadoria é compulsória.
Não interessa se é bastante experiente,
se é bom de serviço ou seja lá
o que for, a ordem é sair da frente que
atrás vem gente. Desocupe...
Uma
coisa, porém consola quanto a ter filhos
na idade de avô. Imagino que se não
fosse para tê-los, a certa altura da vida,
Deus estragaria a ferramenta usada no plantio.
Se ELE não fez ou faz isso, uma boa parte
da responsabilidade é DELE mesmo...
Salve
Marco Túlio, que seja um homem sábio,
marcante, saudável e consiga fazer as
mulheres felizes, sem contar tempo...
21/02/2005
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| Acabou
a Festa, Acabou o Sonho |
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Jose
Altino Machado
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Foram
momentos de alegria e exaltação
a chegada de Luiz Inácio o Lula
ao poder. Para a posse, não deixou de comparecer
o velho Rolls Royce, símbolo máximo
do sistema aristocrático, conservador e
principalmente capitalista. Meio todo aquele populismo
achei de mau presságio aquela presença
negra, que na ocasião me pareceu imprópria
e sinistra. Comprovando isso, tal símbolo,
reconhecido mundialmente como de alta qualidade
industrial, enguiçou seu motor e acabou
empurrado pelo povão, assim como o Brasil.
E agora taí, olha o que qui
deu!
Por
sua eleição para presidente, presume-se,
lógico, que aconteceu a realização
do sonho e manifesta esperança, de mais
da metade dos eleitores brasileiros. Coisa que
vinha de longa data. O Partido dos Trabalhadores
explica e diz que é do tempo de sua criação,
à maturação e espera para
alcançar tal meta, mas com certeza é
bem mais que isso. Desde o estabelecimento da
República, jamais a natural vontade popular,
sem nenhuma maldosa indução ou
convencimento, havia assumido o poder.
Muita
gente como eu, entretanto, acreditou. Se tudo
desse certo, maravilha, senão, pelo menos
modificaríamos a forma e cultura de oposição,
que seria menos radical. Afinal, estava dada
a oportunidade.
Não
sou absolutamente um extremado esquerdista e
muito menos um tresloucado populista. Apenas,
sempre achei o país exageradamente voltado
e até de modo parcialmente tendencioso,
à direita. O caminhar para a pura, simples
e violenta resposta, nas reações
advindas por rebeldia pelas exclusões
e negação de oportunidades, torna-se
cada vez mais rápido e perigosamente
mortífero à nossa vida, mostrando
o acerto de meu raciocínio. O ruim, o
violento, o bandido rico, o ladrão, o
reles e conquistador traficante e o confronto
deles com as organizações do Estado,
estão se tornando cultura geral.
Transgressores
estão presentes em todas as atividades
exercidas país afora. Tão disseminada
esta a impura intenção, que só
um homem eleito por voto, participante de nosso
Congresso Nacional, ao ser pilhado roubando,
como tantos outros, provado mais tarde, para
não cair sozinho, por vingança,
entregou todo mundo. Sua particular revolta,
pelo insucesso na desonesta sociedade
com o dinheiro publico, terminou por levantar
o manto que encobria o lixo e as pragas, que
o sistema democrático permite existir.
Maldição que o corroe, e faz muitos
sonharem com sistemas totalitários.
Recaiam
as culpas a qualquer dos lados ou autoridades,
mas era e é, na melhor das idéias,
gente demais envolvida com a falcatrua, para
que se ficasse tanto tempo sem conhecimento
do que se passava, chegando a ponto de depender
do flagrado boquirroto. A ausência dos
costumeiros políticos, arvorados como
dirigentes da nação nas atuais
sindicâncias, deixam claro haver comprometimento
com tais costumes fazendo-os parecerem antigos,
em todos os tempos e outros governos.
O
resultado do que agora ocorre, me parece trágico.
Queira Deus, que tais tristes questões,
ceifem apenas os homens maus, dos caminhos da
vida nacional, no que, lamentavelmente, eu mesmo
já não sou tão crédulo.
Embora discretamente, acho que vão parar
por aí... Estou convencido que para eles,
se tornou desastre apenas por chegar ao conhecimento
público. E se forem esmiuçar,
podem chegar ao império, com D. João
VI.
Para
eles, no momento, mais importante que a punição,
é destruir o PT, e tudo que ele representa.
Principalmente a descarada exposição
de correção e honestidade que
ostentava e exibia como se fora monopólio
seu. Não era...
Pelo
sucesso do projeto de chegada ao poder, os tinha
como muito inteligentes. Também nem tanto...
Imagino
que os opositores não desejam, absolutamente,
afastar Lula da mágica cadeira presidencial.
Nem por pensamento cogitam dar vez ao vice existente,
que aguarda ansioso. Só se acontecer
um clamor das massas, dizem, sua vontade será
feita, que Lula apenas segure o lugar..
Lastimo
muito o que tem ocorrido e com santa incoerência,
o país esta até bem. Para os bancos
então, lambem os beiços, com tais
balanços e lucros...
Em
nome da política, espertalhões
de plantão, já estão fazendo
até pesquisas eleitorais para um novo
presidente. Um caso de polícia e que
deveria dar cadeia, acaba por produzir, apenas,
profunda alteração dos anseios
da sociedade, na maior instituição
nacional, a Presidência da República.
Como se fosse novidade...
Andam
falando em reforma política. Não
vai dar lá muito certo. Serão
trocados só os incompetentes que se deixaram
apanhar... Qui coisa sô!
Sem
falar dos filhos, tô com pena
até de meus netos e as novidades que
os esperam no futuro.
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Ambição,
Mito e Eleição.
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Jose
Altino Machado
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O
Brasil sempre foi país de cabeças
coroadas. Teve seu início com reis,
príncipes, nobres, chegando a imperadores.
E essa cultura, acabou transportada para
a República a partir de 1889, na
criação de eleições
para escolha de representantes e mandatários.
Também com ela surgiria nosso carma
em provocar seleções de
falsos desejos populares, supostamente
de origem democrática. Tanto que
nelas, mulheres não votavam, analfabeto
também não e os candidatos
seriam sempre aqueles que democraticamente
a aristocracia política recém
criada, apresentasse.
Os
partidos políticos de então,
alguns compostos com leves ou radicais
tendências filosóficas,
nunca chegaram a influenciar muito a
população, seguindo sempre
na garupa de outros, regidos de um lado
pela elite intelectual da ocasião,
de outro, por representantes da forte
economia do campo. As disputas seguiam
desta maneira, obedecendo sempre a ritmo
de tolerâncias e alternâncias
no poder. Quando algum deles cometia
exageros em seu exercício, a
resposta vinha sempre rápida
e muito dura, sob a forma de ditadura.
Mas, no geral os políticos vencedores
respeitavam os perdedores e sua forma
de oposição. Os vencidos
por sua vez passavam a aguardar sua
hora, trabalhando com afinco para tornar
ou retomar ao poder. O importante é
que existiam regras, não só
escritas, mas também nas condutas
pessoais e nos grupos políticos,
com as forças convivendo e buscando
respeitosamente acomodar seus interesses.
Mudanças
surgiram quando completávamos
98 anos de República e outro
tanto e vezes de votações,
já contando com votos femininos.
Explodiu na lei, um plano vintenário
de poder e uma surpreendente vaidade
pessoal atropelando todo o esquema,
desarranjando completamente a estrutura
das concorrências e suas alternâncias,
que aconteciam com bênçãos
de eleitores. Na presidência,
um resolveu que poderia ser reeleito
descaradamente, ajeitando
para isso, mudanças na Constituição,
coisa que nem os generais ditadores
a seu tempo pensaram em fazer. Nada
importou, em enterrar de vez, o decoro
político e a tão carecida
vergonha parlamentar do país.
Bocado deles, congressistas, tornou-se
mercadoria comprável.
Ele
não imaginou, era que com o sucesso
da pretensão, todas as outras
lideranças na espera e marginalizadas,
iriam começar uma operação
surda e discreta de desmonte de seu
governo e imagem. E foi para o desastre.
Terminou seu mandato com a economia
empobrecida, moeda de troca americana
supervalorizada, chegando à casa
dos quatro reais, a poupança
popular representada pelas estatais
vendida a preço vil, malha rodoviária
liquidada e o retorno da inflação,
atingindo fatídicos 25%. Acabou-se
no tão querido e desejado segundo
mandato, com altíssimo índice
de rejeição. A vingança
sobre o usurpador já
enfraquecido e seu candidato à
sucessão, foi o ajuntamento de
todos em torno do costumeiramente perdedor
sindicalista, o LULA.
LULA
chegou com tais reforços... Em
princípio, controlável,
depois... Bem por este depois,
toda a aristocrática política
nacional já não gostou
e quer o leme e a chave do cofre de
volta. O que deveria ser fácil
na presente eleição! Deveria,
entretanto, complicou e muito. Os muito
pobres, pobres e pouco ricos, razoável
maioria, aprenderam e perceberam o tamanho
de sua força, nem mais querendo
saber o que é, e de que é
feita sua liderança, ainda que
possível fantasma de Antonio
Conselheiro. E presidente, Lula com
a coleira solta, bem esperto, o tempo
todo fala o que o povão
quer ouvir, restando aos outros, sem
maiores ou melhores projetos, somente
insistir na destruição
da competência, da moral e do
comportamento presidencial.
Estabeleceu-se
agora, em primeiro turno, confronto
direto entre tão diferentes culturas,
pensamentos, posicionamentos e riquezas.
O Brasil rico e os que se sentem seguros
na prosperidade votaram pela substituição,
a banda de pouca renda e baixa perspectiva,
na permanência. Uma queda de braço
e tanto!!
As
urnas chamam novamente e eleição
só depois de apuração,
que se aguarde o resultado. Porém,
seja ele qual for, temos que torcer
para que o Brasil não seja o
perdedor, que vencidos aceitem a derrota
e somem para bem nacional, com qualidade
e excelência na oposição.
E que o vencedor, não se acredite
infalível, inalcançável
e superior a tão divididas forças,
entendendo principalmente que não
existe segurança e paz, se não
com a justa participação
e união de todos.
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Adeus
às Armas
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Jose
Altino Machado
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Em
minha juventude, arma das boas para dar
tiros nos outros, se chamava garrucha.
Lembro-me até, que a mais famosa
era uma francesa, cuja marca era La Porte.
Meu vô Machado, não as admirava
muito, por serem sempre de calibres menores,
com fino acabamento. Dizia ele, que eram
armas para xibungos, e completava
manifestando sua preferência pelas
44, que todos consideravam o que havia
de melhor, para uma parada de tocaia atrás
do toco.
Os
revolveres eram sempre Smith ou Colt.
Havia um terceiro, mas bem desmoralizado
e que só era usado por pistoleiro
de segunda classe. Um tal de HO. Mascava
tiro adoidado. Se não logo no
primeiro, no terceiro faiava.
O que fez alimentar o dito popular das
boas qualidades na ajudância da
vida. Todos afirmavam: -- Revolver
é Smith, caminhão é
Chevrolet e geladeira é Frigidaire.
Para não ficar de fora e não
parecer que esteja fraco de memória,
ainda havia, nos qualificados e queridos
bens de família a famosa Winchester,
papo amarelo, também 44. Um tiraço,
um balaço, um defunto.
Eram
objetos, que até com carinho
se misturavam aos panos de bunda
e tradição de qualquer
família brasileira. Longa participação
e histórica união mantiveram
com homens no desbravamento das gerais,
caatingas, pantanais e pampas.
A
grande diferença, em relação
aos dias de hoje, é a qualidade
dos homens que estavam atrás
delas. Eram mais homens de verdade e
na maioria das vezes, os que ficavam
na frente tinham mais é que ficar.
Eram bandidos bem merecedores. Como
também, por vezes foram instrumentos
de equilíbrio do fraco ante o
forte.
Hoje
a avacalhação é
geral. Mata-se com uma facilidade e
covardia Ímpares. Escreveu não
leu, o tiro comeu e mais um morto na
galeria das estatísticas do governo.
Bem
por isso, conto com séria possibilidade
de ser mais inteligente do que o Presidente
da República e de muita gente
com mandato. A não ser que todo
mundo seja movido a interesses e conveniências
ou só burrice mesmo, torna-se
difícil aceitar, que imaginem
o atual morticínio na sociedade
brasileira como resultado da venda e
comércio de armas. Não
é possível!
Estão
brincando de governar e abusando da
boa fé de gente inocente, que
bem acredita na poética idéia
do desarme geral. Que outra explicação
teria então, para ser tão
complicado perceber que o emprego e
o uso excessivo de armas signifiquem
desagregação social, falência
de educação e desajuste
de comportamento por desigualdades em
rendas e oportunidades? Já publicam
descaradamente a queda em números,
de vítimas de armas de fogo,
sem dizer que muito aumentou se fazer
morrer, com outras ferramentas,
tal como faca e até cacetes.
Esta
é uma triste realidade muito
nossa. Estamos com muita gente raivosa
e rebelde em nosso país. Piorando
tudo, a droga com circulação
garantida, pelo forte poder aquisitivo,
das mais altas e educadas classes do
Brasil, tem concorrido bastante na formação
de bandidos ricos, aos quais, conseguir
arma é coisa de espantosa facilidade.
Transgressores, jamais haverão
de adquiri-las em comercio legal, nem
nunca iriam legalizá-las. O que
por si só, traz um grande abismo
entre a maior segurança deles
e a muita desgraça que é
só nossa.
Quem
mais esta matando são homens,
o mais, são tão somente
instrumentos. A fé, o respeito
e religiosidade estão desaparecendo.
Tirar vida alheia tornou-se coisa sem
maiores conseqüências. Parecem
mesmo entender que Deus esteja de costas
e sequer a Ele, tenham contas a prestar.
Essa palhaçada de desarmamento
é jogo para torcida, incautos,
principalmente eleitores, à falta
de apresentar melhor planejamento do
que fazer. E a medida é bem eficaz,
para os próprios bandidos, que
haverão de denunciar às
autoridades, residências que ainda
disponham de armas, para em seguida,
assaltá-las com maior facilidade.
A
idéia também é
cretina. Números, sempre números,
mostram que a maior tragédia
da morte, esta nos carros. Tanto que,
podemos nos considerar sobrevivente
deles, mas nem por isso, deixarão
de ser fabricados.
O
homem, mais que os esperados cavaleiros
do apocalipse, já chegou, e é
um animal difícil. Sua vida e
seu espírito, além de
se lhe dar maior respeito, precisa ser
acalmada e amansada.
Só a imbecilidade não
reconhece, que a violência sempre
se acaba com melhor cultura, educação
e justiça.
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Do
Jogo à Procriação
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Jose
Altino Machado
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Esse
Robertinho Cortes tem cada coisa, que
vou contar!! Como o jovem
grisalho é difícil!! Sempre
brigando ou contando vantagens das boas.
Nunca perde em nada para ninguém;
entretanto quase sempre no particular
joguinho de buraco, eu com a mulher ou
com o Paulo Chopila, estamos constantemente
a sangra-lo. Porém, tem hora que
ele com inteligente lucidez, externa raciocínio
claro e objetivo. Ainda outro dia lá
no Garfo Clube, local das continuas sangrias,
ele doido para desviar o assunto do jogo
onde não levava vantagem, começou
a falar de politica. Logo no principio
do falatório olhei enfastiado para
ele com cara de quem diz, joga logo pô...
porém ele não ligou e foi
em frente:
Gente, não posso entender
porque aqui no Brasil as pessoas nunca
vão a origem dos problemas. Fica
todo mundo passando remédio e
pondo curativos nas mazelas do povo
brasileiro e no entretanto, no motivo
ou na causa ninguém cuida ou
toca. Jogo parado, ele foi continuando:
Vejam vocês, ha coisa
de 25 ou mais anos, durante o governo
militar falou-se muito em controle ou
planejamento familiar. O governo chegou
a propor a questão em âmbito
nacional com o apoio de muita gente,
entretanto, lembro-me, que foi suficiente
a Igreja e outras organizações
se insurgirem em confronto a idéia,
para não mais se falar no assunto.
Agora
o resultado esta aí. Com a liberação
originada na cultura de nossa gente,
sem camisinha e sem dinheiro para pílula,
a única safra que não
nega fogo no Brasil é de menino.
Todo ano é bocado bão,
com bastante sobra nas ruas para governo
e policia cuidarem. Prestando
atenção, fui aos arquivos
de minha memória buscar o que
eu pensava a respeito daquilo que ele
dizia.
Nunca
pude realmente concordar, diferente
do adversário em jogo que foi
direto à causa, é com
as atitudes das pessoas responsáveis
pela condução da nação.
É um silencio para la de cretino,
ainda mais que se sabe que a grande
maioria de políticos também
pensam como o Roberto, mas nada dizem
por medo e receio de perder votos ou
política, nas reações
que podem surgir principalmente do lado
religioso. Ficam inertes, calados como
se nada fosse com eles.
Por
meu lado, jamais responsabilizei nossa
gente, e muito menos os pais de grandes
proles por acontecer isso. Não
se pode deixar de saber, principalmente,
o constrangimento que eles sofrem na
vida e no lazer, por serem mantidos
em casa, por força de falência
econômica. Uma transa no lar ,
pode não ser tão divertida
ou prazerosa, mas é infinitamente
mais barata que com a mulher da esquina,
uma ida ao parque ou cinema. Ca entre
nós, até desemprego traz
aumento de natalidade, afinal, a manhã
é quente, a cama e posição
boa, já de pouca roupa, nada
para fazer, a mulher alí do lado,
ação e ereção
são mais que naturais. Melhor
fazer isso do que ficar se preocupando
e pensando para que acordar. Marido
à-toa dentro de casa é
chinelada certa na patroa.. Por isso
mesmo quem tem o que fazer, se ficar..
é só olhar o apagão
de Nova York ou a enchente de 79 em
Governador Valadares, nove meses depois...
No
mais, na cultura latina já imaginam
que o Estado é o grande patrão,
e em nosso país a politica instituída
e a eleitoral, se esforçam para
dar-lhe também um cunho paterno.
Por isso é válido imaginar,
sem culpa para os pais, que o governo
que com tal postura, participou como
responsável, na obrigada sacanagem
e posterior parição, seja
também obrigado a instituir saúde,
educação gratuita, seguro
desemprego e Fome Zero.
Nosso
hino já diz: Dos
filhos desse solo és mãe
gentil... por isso sou convicto
que, nós não somos naturais
brasileiros, nós somos é
filhos do Brasil, embora para uma boa
maioria ele nem seja tão gentil.
O
Brasil com sua cultura é bem
problemático, mas no jogo o Roberto
bem poderia melhorar... não é
tão difícil, pisadura
deixa marca.
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O
Burro do Português
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Jose
Altino Machado
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Ridicularizar
a inteligência portuguesa é
um hábito bem antigo do brasileiro.
Segundo nosso folclore e banco de piadas,
algumas até de mau gosto, eles
além de pouco espertos, são
burros mesmo. Fica, entretanto,
a grande duvida, se é sacanagem
nossa para com eles, porque eram os colonizadores
ou se é verdade. Brincadeiras à
parte e analisando fatos históricos
e seus feitos, temos que mudar de opinião
tão depressa, quanto eles mudaram
o mundo.
Os
ingleses eternos piratas, sempre arrotaram
a vantagem de terem se tornado o único
e grande Império, onde o
sol nunca se punha. Assim procediam,
por levarem em conta, sua britânica
bandeira, que tremulava em todos os cantos
do globo. Isso, porém, nunca foi
uma sólida verdade. Quase cem anos
antes, os portugueses já tinham
pontos comerciais nos mais longínquos
lugares e continentes. Aliás, os
ingleses só conseguiram sucesso
em navegação de longo curso,
ao afundar um navio de patrícios
e de lá roubar os portulandos,
únicos mapas possíveis à
época.
É
de Portugal, a invenção
das caravelas, que tão profundamente
possibilitou o transporte marítimo
em todo planeta. Nunca se teve muita curiosidade,
em saber a grande diferença de
caravela para os outros barcos que existiam.
Correu muito tempo para que eu próprio
soubesse, que ela adquiriu vida, com sua
notável capacidade de navegar contra
o vento. E quanto mais forte melhor. A
descoberta foi classuda, e resolveu um
problema que tinha a idade da existência
do homem. E não ficaram só
nisto.
De
descoberta em descoberta, passaram de
tratado a tratados, que nem sei porque
tratavam, já que ninguém
cumpria mesmo. Porém com eles,
conseguiram empurrar os espanhóis,
para o outro lado do continente sul-americano,
ficando com tudo de bom que do lado de
cá existia, isto é nós.
O que hoje temos que reconhecer, não
foi um negocio tão bom.
Mas,
o interessante, é que na seqüência,
um rei, também português,
para eles João III, para nós
o Iº João, ao perceber o vulto
da conquista, viu logo que seria difícil
a um país pequeno e de poucos habitantes,
manter posse de algo tão gigantesco
e maior centena de vez, que o velho PortoCalle.
Esperto, mais que depressa, dividiu o
colosso em regiões administrativas,
(capitanias hereditárias), com
donos submetidos à
sua Coroa. Sua idéia era que se
muitas dessem errado, social e economicamente,
as poucas de acerto, assegurariam o patrimônio
todo. Assegurou...
Mais
tarde então, o Marques de Pombal,
entrou rasgando. Pagava pontualmente,
boa grana, para que acontecesse casamento
de português ou gente aqui nascida,
com os indígenas. Se Portugal tinha
pouca gente, ele queria fabricar bastante
aqui. Deu certo, mas como efeito colateral,
a raça ficou um tanto indolente.
Sem
que fosse percebido, pelo arranjo político,
cada uma das divisões político-administrativas,
adquiriu cultura, disciplina e desenvolveu
vocações próprias,
mantendo governo regional, com simpatia
natural a cada gente do lugar. O único
grande erro, ficou por conta da rica e
bem desenvolvida comercialmente, região
da nossa Minas Gerais. Sempre se pensou,
que fôramos nós os grandes
mineradores e descobridores das riquezas,
o que nunca foi, entretanto, verdade.
Os paulistas é quem faziam tais
coisas nessas bandas. Nossos bons e mais
cultos antepassados mineiros, só
faziam política e com o objetivo
voltado à tomada do poder. Tivemos
até conterrâneos enforcados
por causa disto. E ficou bonito na história!
Mas,
eles, portugueses, alcançaram todas
as suas metas. Até ao se livrar
do Brasil, quando ele começou a
dar muito trabalho e ficar caro. Quanto
a nós que restamos, muito
mais inteligentes que eles, estamos
em dificuldade monstra, para administrar
este filho deles, hoje, bastardo. Uma
crise moral, política ou econômica,
atrás da outra. Ainda convivendo
sempre com a ironia, de que até
quando tudo vai bem, facções
contrárias, travam bom combate,
para advir desgraça e com ela,
então recuperarem o poder. Têm
se tornado incompreensíveis, às
intolerâncias e as extremas dificuldades,
das atuais convivências e conveniências
políticas.
Acho
que, bastaria apenas reconhecer, que o
Brasil é multi- pluri-variável,
por herança e história.
Por isso temos que conhecer bem nossa
gente e o país que ocupamos, para
melhor tomarmos conta da Nação
que formamos.
Que coisa sô... E nós é
que não somos burros...e se fossemos?
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O
Estigma da Segurança
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Jose
Altino Machado
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Faz
parte da cultura de nossa gente, acreditar
que coisa ruim, só acontece aos
outros. Jamais importa muito, o que vai
além do muro de suas casas ou além
da fronteira de sua visão. Notícias
de violências em outras cidades,
o exagero da desordem social e total insegurança
do bem material, parecem tão longe,
que não faz muito a cabeça
do brasileiro, preocupando-o com a tranqüilidade
do conjunto.
Se o assunto então, é crime,
homicídio, violência, drogas
e outras coisas do gênero, pouco
importa, desde que não lhes atinja
o seio familiar. Está em nós,
acreditarmos que a desgraça e o
mau, só chegam à família
dos outros ou no máximo ao vizinho.
Somente filhos do alheio, sempre estarão
ao alcance de tais desditas, os nossos,
jamais, nunca! O assunto, por isso é
difícil.
Até que acontece, e elas batem
à nossa porta.
Segurança social e combate a violência
no Brasil, cria tanto discurso, que se
estabelece a ilusão, de que todos
a entendem ao exagero. Extremamente complexas,
não constrangem especialistas,
que sempre aparecem sem se acautelar ao
dar palpites, achando quem os escute.
Talvez bem por isso, estejamos a andar
em círculos, sem encontrarmos melhores
caminhos e projetos para novas soluções.
Na reconstrução do Estado
brasileiro em 1988, quando surgia uma
nova constituição, um assanhado
deputado do Rio de Janeiro, queria a qualquer
custo a instalação da pena
de morte no país. Nenhum sensato
e ponderado arrazoado amenizava a radical
idéia que tinha. Estava bem convencido,
ha 18 anos atrás, que a pena capital
seria o remédio único para
deter o avanço forte da violência
e desestabilização interna.
Chegou a se cogitar em remeter a decisão
de sua aplicação, aos estados
da federação. A idéia
não prosperou, ficou tudo como
era e do jeito que estava apesar de sombrias
projeções quanto ao futuro.
Embora não sendo partidário
de pena capital, reconheço ter
sido a ultima idéia inovadora que
se teve no Brasil para o setor. Depois
disso, só bobagem!!
A intenção que parece mais
comum é responsabilizar nossos
aparatos de segurança, taxando-os
de ineptos e com injuria, de totalmente
corruptos, sem nenhuma observação
ao desinteresse e descaso político,
para soluções reais.
Há pouco, apresentaram como equação
mágica, a unificações
das polícias. Novidade moderna
que seria única, se não
fosse uma grandíssima besteira.
Esquecem sem dúvida, que de similaridades,
as polícias só têm
o nome. No mais, tem funções
totalmente diferentes.
As polícias civis estaduais, únicas
processantes e com capacidade para prender
alguém, tem ido devagar, quase
parando, cerceadas pela falta de recursos
e meios ao exercício de suas funções.
Policiais se constrangem socialmente,
pelos baixos salários recebidos
e com a carência profissional exibida.
As polícias militares, no papel
maior de força de segurança
preventiva e ostensiva, foi apunhalada
pelo vírus da política nacional
e hoje, vão, lamentável
e vagarosamente, sendo corroídas
internamente, por inadequado código
de ética, que tem regido seus quadros
e comportamento. Um instrumento não
muito ajustável aos objetivos de
sua existência e a uma força
armada
Outras forças e fiscais da legalidade
têm feito das redes de televisão
e imprensa geral, fieis escudeiros, substituindo
os ritos, processual e judiciário
por execração pública,
que atropelam a justiça e que provocam
revoltas. Um caminho perigoso esse de
teatro com a lei.
Como agravante, em toda discussão,
têm faltado sociólogos, professores
e melhores bancos de escola, meios mais
verdadeiros de se deter a operosidade
das usinas fabricantes da marginalidade.
O Brasil, mais que renda, precisa equilibrar
sua educação e conseqüente
cultura, uma vez que tudo é decorrente
delas. Temos criminosamente ignorado crianças
em ruas, talvez por também, não
serem nossos filhos e não nos importarmos
muito por estarem ali, o que só
acontece quando elas nos trazem a violência.
O problema maior, é que um bom
projeto de ordem pública, com toda
a abrangência necessária,
mesmo com recordes de implantação,
leva anos ou praticamente uma geração.
E isso, político daqui não
faz, por ser algo, que não se traduz
nos imediatos votos. É complicado...
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Olha
o Circo aí minha Gente!
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Jose
Altino Machado
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Senhoras
e senhores, abrem-se as portas do maior,
do formidável, incrível,
bem brasileiro circo eleitoral. Daqui
para a frente prepare seu coração
e esqueça a razão, para
as historias que haverão de contar.
Já
nestes dias de março, estão
todos a afiar inteligências e
espertezas para os confrontos em urnas
que acontecerão. A disputa agora
será bem importante, afinal trata-se
de ocupar a cadeira mais alta, de um
município de grande relevância
e orçamento. Invejável,
sem medo de errar, podemos dizer, cobiçável.
É
o tipo de cargo que atrai muita gente,
principalmente quem já passou
por ele, que mesmo prosseguindo carreira
para mais altos cargos, alguns até
valorizados como deputados estaduais,
levam o corpo para a capital, mas o
espirito e os olhos estão sempre
voltados para trás. Parece mesmo
morrerem de saudades dos tempos das
venturanças prefeitiças.
Embora
com obrigações nas novas
ocupações, continuam sempre
por aqui, naquela de casamentos, aniversários,
festas de prêmio do colunismo
social e num trabalho político
para lá de macabro, velórios.
Ainda costumam pegar em alças
de caixão, na ajudança
da marcha para o além, daquele
que não vota mais, mas que deixa
família e amigos com titulo de
eleitor no bolso e em dia.
Poderão
então agora, verificar o fruto
de toda essa representação
e sua utilidade na campanha que se aproxima.
Antes disso, como toda politica não
muito chegada à honestidade real,
virá aquela fase de comportamento:
-Não, eu não queria
ser candidato, nunca quis, mas o povo
quer. E continuam: -Vou
para o sacrifício pessoal, as
pesquisas indicam que o povo e a cidade
assim o querem e precisam de mim.
Tudo isso, lógico, depois de
fazerem circular resultados de particulares
pesquisas fajutas que agradam apenas
seus interesses.
Do
lado das promessas, as mais mirabolantes.
Como todo mundo, principalmente os jovens,
carece de emprego, evidente haverão
de prometê-los aos milhares. Quanto
ao setor de segurança publica,
não darão tanta importância
porque é perigoso para eles,
ou para alguns pelo menos, sucumbirem
recolhidos, numa melhor eficiência
dele.
Quanto
às industrias, mesmo sem jamais
apoiarem as que aqui existem e outras
que existiram e foram embora desenganadas,
haverão de dizer que trarão
outras imediatamente para o município.
Esta é a melhor mágica
do circo. Há uma tal de coqueria,
bem falada por aí, até
o Diário do Rio Doce e meu amigo
Antor acreditaram, que já há
cinco ou seis diferentes eleições
ela comparece como industria
eleitoral, numa flagrante falta
de inspiração até
para enganar.
Aos meninos que votarão pela
primeira vez ou no máximo uma
segunda, haverão de se vender
em sonhos e ilusões numa qualidade
pessoal que jamais alcançaram.
Aos
nossos pobres e carentes, iludirão
com falas de os levar a dias melhores,
e criar tão imaginosas, quanto
falsas farturas.
Como
de costume haverão de bater às
portas das empresas que trabalham para
o serviço publico, principalmente
concessionárias do transporte,
pedindo dinheiro para a
campanha, ofertando a garantia de que
uma vez vitoriosos , concederão
aumentos de passagens compensadores,
ou em renovar antecipadamente a concessão,
mesmo sabendo que assim procedendo,
transmitirão para os bolsos dos
usuários delas, o custo de suas
falcatruas.
Portanto,
com tantas participações
em pelejas da vida, pude acabar por
concluir, que o maior poder de atração
para o cargo de prefeito, não
é bem político, nem só
a capacidade de nomear os seus para
bons empregos, mas sim aquele cofrão,
de burra cheia que parece ser de ninguém,
mas que está lá na prefeitura.
Que
sejam fechadas logo as circenses portas
de toda esta encenação,
pois, nela, a única ocupação
sempre reservada ao povo é a
de palhaço...
Jose
Altino Machado
28
- 12 - 2004
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