Folheto
Luiz Olinto de Oliveira Castro Filho
 

Meninos, em pleno ano 2000, eu estive em Nova Friburgo por ocasião do encontro comemorativo dos 50 anos do G/CNF. Foi emocionante encontrar e conhecer novos amigos. Foi emocionante, trinta e porrada de anos depois, reencontrar o Rey, a Margareth, a Otília, o Viana, o Chianca , Délio Pato Rouco, Jaceguai, Castillo, Jordão, Jorge Abib, Olavinho, Vidinha, Heitorzão, Corujinha, Fuinha, Pedro Paulo, Mauro e Marcos, Sonâmbulo, Meira, Chevrand, Alberto Braune, Lo Bianco, Denis Brazão, Suzy, Sandra e Nara, Mário , Tânia e Julinho Castillo, Potrão, Mirinho, Camilo, Tadeu, Kátia, Maranhão, Lopinho, Gilberto, Mariléa, Leandro Erthal, Márcio Braga, Marcelo Cerqueira, Marreco, Ruan, Otto, Tinoco, Conrado, Berg, Paulo Galinha e muitos outros que vou esquecer com a cabeça e lembrar com o coração. Foi bom também conhecer vários novos amigos, estudantes de épocas diferentes, e alguns, modelos de persistência e espírito cenefista, como Mário Capelluto, responsável pelo nosso site. Foi importante ver que o esforço de alguns abnegados como o Leandro Erthal, Lo Bianco, Berg, Márcio Braga, foi coroado de êxito, tornando o encontro o mais importante realizado até agora.

Agora, o mais importante, e não posso me furtar de registrar, foi o encontro que tive com alguém no baile de sábado, no Coutry Club. Encontrei lá, o Olinto, de trinta anos atrás, à vontade no meio de seus amigos, com o maior tesão pela vida, com gás para dançar a noite inteira, muito bem acompanhado, com a mulher e todos, todos os seus amigos do colégio. Emoção pura de rever um cara já meio esquecido, meio sepultado por outros tantos Olintos que sou obrigado a encarnar no meu dia a dia, massacrado que sou pelas vicicitudes da vida, a preocupação de subsistir, falando mais alto que a emoção, que às vezes esquecemos de liberar. Grande baile, marcado por grandes encontros. Grandes momentos, coroados por grandes amigos. Gente, como foi importante!

Termino esta, agradecendo a todos vocês, que passaram por minha vida e ainda estão nela, de maneira mais forte até do que imaginei, exortando-os para que no ano que vem, façamos um encontro ainda melhor, mais repleto(será que é possível?) de alegria e felicidade. Obrigado a todos vocês, que de uma maneira ou de outra me ajudaram a ser o que sou hoje, um homem cheio de dúvidas, defeitos, fraquezas, um homem comum, mais acima de tudo um ser no mundo que sabe que não está sózinho, um ser que sabe que tem coisas boas e importantes para partilhar com os outros..ALEGUCHE!!


 

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Quem Vai Pegar de Praia
Luiz Olinto de Oliveira Castro Filho
 

Estando eu tomando um chopp com amigos, me lembrei de um caso acontecido no
Ginásio, nos tempos de estudante.
Acho que a maioria se lembra do professor Daniel, de História, um dos
homens mais feios que já vi na face da terra e por incrível que pareça,
casado com um bela mulher.Lembram da figura?? Alto, magro, barrigudo, branco
como uma vela, peludo, careca, narigudo, fanhoso e com umas orelhas que vou
te contar....Aliás, qualquer alusão as suas orelhas era motivo de um olhar
raivoso por parte do dito professor ao observador atento(e precisava ser
atento para reparar naquelas orelhas???). Pois bem, o dito professor era
metido a engraçadinho, mas não aguentava as brincadeiras dos alunos....Toda
manhã ele era o encarregado de acordar a galera do grupo B, e bem cedo
enchia o saco com sua voz fanhosa acordando todos aos berros, num frio de
fazer pinguim congelar.."Quem vai pegar de praia??? Quem vai pegar de praia??
?"..Já estávamos até acostumados, mas um dia o cara se superou....Num dos
dias mais frios do inverno entrou no grupo vestido de bermuda, havaianas,
camiseta e óculos de sol conclamando à todos a "curtir uma praia"....Todos
ficaram "p" da vida...
No dia seguinte, tudo combinado, todos acordaram mais cedo e foram para o
banheiro, lembram??? Enorme, chão de vermelhão, todo aladrilhado, no fim do
grupo, e com um eco de fazer inveja as montanhas tirolesas...Quando o dito
entrou no grupo B gritando à plenos pulmões seu refrão "Quem vai pegar de
praia??", a galera, bem ensaiada, respondeu numa só voz, ecoando nas
montanhas Friburguenses..."A sua mãe, seu filho da p...". Foi um pandemônio..
.O Jordão, nosso coordenador do Ginásio, deve estar procurando até hoje o
mentor intelectual da sacanagem...Desse dia em diante, "Orelha", como era
conhecido popularmente nosso mestre, foi baixar em outro grupo, se não me
engano no prédio do Científico....bemmmmmm looonnnnggggeeee.

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