As
fotografias, as páginas da natureza, os quadros
de aviso, todos os eventos documentais do CNF tem dois
significados.
Um, pessoal, saudosista, privativo do ex-aluno e do
ex-adolescente que viveu e estudou no CNF. Outro, social,
relembrando a experiência comunitária de
professores, alunos e
funcionários que construíram, no dia-a-dia,
as relações de trabalho e de solidariedade
que fizeram do CNF uma realização
extraordinária da Educação Brasileira.
O Centro de Memória do CNF deve levantar o aspecto
social da experiência educacional.O conselho de
alunos, as atividades extra-curriculares livremente
organizadas, a auto-disciplina refletida na palavra-de-ordem
"Pontualidade, Ordem e Limpeza" (mais realista
do que "Liberdade, Fraternidade e I-
gualdade"), a biblioteca, os alunos explicadores,
o banco de alunos, as olimpíadas com as três
bandeiras, a banda e conjunto Papoula, a PR-Chacrinha
e o programa de auditório da era do rádio,
o estudo dirigido, a correspodência internacional,
os bailes,o teatro, os serviços voluntários
dos alunos, que pintavam as paredes do ginásio
e cenários teatrais, as provas globalizadas,
o horário das camionetes - devem ser rememorados,
expostos, constelados.
Nas relações intensivas, internas e externas,
da comunidade do CNF, está o valor da grande
experiência educacional realizada. Nunca houve
projeto formal destinado a traduzir o CNF. O Centro
de Estudos Pedagógicos, na realidade, nasceu
dos valores gerados na vida diária do internato
excepcional num país em que colégio interno
era sinônimo de repressão e causava terror.
Se foi possível naquela época, porque
não o será, ainda mais, hoje?
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