Vírus
são simplesmente programas ou instruções
de macro escritas de forma a criar cópias
de si mesmo atracadas a outros programas ou
arquivos com macro. Existem apenas três
formas de um vírus infectar e se disseminar
por seu computador:
-Executando
o próprio vírus ou um arquivo
de programa infectado;
-Abrindo um arquivo ou programa infectado
com macrovírus;
-Inicializando o computador a partir de um
disco infectado.
Simples,
não? Contudo, o desconhecimento dá
abertura para que paranóias sejam alimentadas
pela mídia e por pseudo-especialistas
em busca de reconhecimento, que criam inúmeros
mitos, boatos, farsas, superstições.
Infelizmente, muitos acabam tomando procedimentos
desesperados que normalmente são ineficazes.
Conheça a seguir, os principais mitos
e farsas do mundo dos vírus:
-Os
vírus que infectam e-mail: Good Times
e similares.
-Arquivos "apenas de leitura" (read-only)
não podem ser infectados por vírus.
Os
Vírus:
-se disseminam através de diferentes
tipos de plataformas de computadores.
-podem ser contraídos apenas conectando-se
à Internet ou à uma BBS.
-infectam disquetes protegidos contra gravação
e CD-ROMs.
-infectam a memória C-MOS.
-Trojans
Horse são um tipo de vírus.
Os
antivírus tornam nosso sistema imune
aos vírus.
-Os vírus são criados pelos
próprios produtores de antivírus.
O
Good Times e os vírus de e-mail
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Aqui seguem algumas informações
importantes. Cuidado com um arquivo chamado
Good Times.
Existe um vírus na America Online que
está sendo enviado por e-mail. Se você
pegou alguma coisa chamada "Good Times",
NÃO leia ou baixe o arquivo. Isto é
um vírus que irá apagar seu
disco rígido. Passe esta mensagem adiante
para todos os seus amigos. Isto talvez os
ajude muito.
O FCC lançou uma advertência
na última quarta-feira sobre um assunto
da maior importância para qualquer usuário
regular da Internet. Aparentemente um novo
vírus de computador foi desenvolvido
por um usuário da America Online sem
paralelos em capacidade destrutiva. Vírus
mais conhecidos como o Stoned, Airwolf e Michelangelo
são simplórios em comparação
aos prospectos desta mais nova criação,
originária de uma mentalidade deformada.
O que torna este vírus tão terrível
é o fato de que nenhum programa precisa
ser enviado ao computador para infectá-lo.
Ele pode se disseminar através dos
sistemas de e-mail existentes na Internet.
Uma vez infectado, consequências severas
podem se suceder. Se o computador possuir
um disco rígido, ele provavelmente
será destruído. Se o programa
não for detido, o processador do computador
entrará em um nth - loop de complexidade
binária infinita - que pode danificar
severamente o processador se for deixado nessa
circunstância por muito tempo. Infelizmente,
a maioria dos usuários novatos não
saberá o que está ocorrendo
até que seja muito tarde.
Mensagens similares as apresentadas acima
começaram a circular pela Internet
e por sistemas de e-mail de empresas em 1994.
Tornou-se uma eficiente corrente de mensagens
inúteis que literalmente deu voltas
ao mundo e que ainda hoje engana usuários
leigos. Na ocasião, muitas vezes a
mídia acabava apresentando a farsa
como fato - o que acabou dando mais credibilidade
ao boato. Arquivos que contenham apenas dados,
o que inclui arquivos de texto simples (como
o e-mail), não podem causar danos ao
computador.
O FCC (Federal Communications Commission,
dos EUA) é encarregado da regulamentação
de rádios, TVs e outros meios de comunicação
eletrônica, mas não Internet.
A crença de que vírus podem
se disseminar por e-mail simples, sustenta
um dos maiores mitos da Internet: o Good Times
e suas variantes.
Um vírus, assim como qualquer outro
programa, precisa ser executado. Não
existe e jamais existiu algum vírus
capaz infectar arquivos de texto simples.
Um vírus, pode, é claro, disseminar-se
através de arquivos executáveis
ou de arquivos com macro anexados (attachados)
aos e-mails. Para se prevenir, basta checar
o arquivo em "attach" antes de abri-lo
ou executá-lo - alguns antivírus
fazem isso automaticamente. Contudo, se o
browser ou leitor de e-mail estiver habilitado
para lançar automaticamente o aplicativo
ao qual o arquivo anexado se refere, como
o MS Word para abrir arquivos DOC, é
altamente recomendável que tal opção
seja desabilitada para evitar que arquivos
com macros nocivas (vírus ou trojans)
possam atacar o micro.
Mas enfim, o Good Times deu origem a um sem
número de mitos e boatos similares,
vírus de e-mail ou mail-bombs que se
disseminariam perigosamente pela Internet.
Boatos relativos à vírus chamados
Irina, Deeyenda, PenPal Greetings, Ghost e
Free Money são apenas variantes do
mesmo mito. Uma das ironias do evento Good
Times é que para alertar colegas, muitos
colocavam "Good Times" no subject
da mensagem.
Arquivos
"apenas de leitura" (read-only)
não podem ser infectados por vírus
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Este mito ainda persiste, apesar de ser muito
antigo e ter surgido nos primeiros anos do
PC. Supõem que podemos proteger nossos
arquivos utilizando o comando do ATTRIB do
DOS, tornando-os "somente para leitura",
o que impediria a alteração
e infecção por vírus.
Entretanto, a realidade é que o ATTRIB
é um software e, o que ele puder fazer,
um vírus ou outro software pode desfazer.
O ATTRIB ou qualquer outro comando similar
do Windows 95 são inúteis para
nos proteger da grande maioria dos vírus.
Vírus
se disseminam através de diferentes
tipos de plataformas de computadores
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Um vírus ou trojan horse utiliza-se
de instruções de baixo nível
(nível da máquina), que necessariamente
são específicas em relação
ao sistema operacional e ao hardware. Assim,
eles se limitam a uma família de computadores
(por exemplo a família AT X86 : 286,
386, 486, Pentium) e/ou uma família
de sistemas operacionais (DOS e Windows 95,
por exemplo). Assim, podemos afirmar que um
vírus projetado para infectar programas
ou setores de boot de um PC não será
compatível com um Macintosh - suas
instruções provavelmente não
serão reconhecidas pelo sistema do
Mac.
Dentre os PCs temos inclusive exemplos de
vírus que se "desatualizam",
como o Brain e o Cascade. O Brain se tornou
obsoleto pois infecta apenas os velhos disquetes
de 51/4 formatados em 360K e o Cascade original
utiliza-se de instruções específicas
da arquitetura do chip 8088, extinta com o
PC XT.
Mas é importante notarmos que existem
atualmente aplicativos multiplataforma e emuladores.
Com o software correto, um Macintosh pode
rodar vários aplicativos do PC, e em
alguns casos poderá também rodar
vírus. E os macrovírus, ao contrário
dos vírus que utilizam instruções
de baixo nível, se disseminam utilizando
recursos da linguagem de macro (WordBasic,
por exemplo). Muitos aplicativos atualmente
são multiplataforma (Word para Windows
e Macintosh, por exemplo) e, desde que suas
versões possam compartilhar macros,
provavelmente poderão compartilhar
vírus de macro.
Vírus
podem ser contraídos apenas conectando-se
à Internet ou a uma BBS
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O simples ato de conectar o computador à
Internet ou à BBSs não pode
gravar nada no seu disco - é o seu
software de comunicação que
executa essa tarefa. A transferência
de arquivos perigosos para o computador ocorre
apenas se alguém deixar este software
fazê-lo.
A simples conexão à uma rede,
seja ela a Internet, BBS ou mesmo rede local
não sujeita necessariamente o computador
aos vírus. A única maneira de
se contaminar é executando um programa
(ou arquivo com macro) obtido a partir da
rede - o simples ato de downlodear um programa
é inofensivo. Para consumar uma contaminação,
o programa (ou macro) necessariamente têm
que ser executado.
Além disso, os vírus de sistema
(de setor de boot) não podem ser transmitidos
via rede, apenas por intercâmbio de
discos e disquetes. É interessante
notar que infecções de vírus
de sistema, como o Michelangelo, Stoned, Monkey
ou Form, são muito mais comuns que
infecções de vírus de
programas (arquivos executáveis).
A Internet e as BBSs apenas contribuem na
disseminação de vírus
na mesma medida que facilitam a distribuição
de programas e arquivos. Assim, o risco é
apenas proporcional à quantidade de
arquivos e programas obtidos por esse meio
e que venhamos a executar ou abrir sem um
procedimento de segurança.
Vírus
infectam disquetes protegidos contra gravação
e CD-ROMs
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Como os vírus podem modificar os atributos
de arquivos "apenas de leitura"
(read only), algumas pessoas acreditam que
eles também podem modificar arquivos
em disquetes protegidos contra gravação
e CDs. Contudo, o drive de disquete, quando
verifica que o disquete está com a
trava ativada, se recusa a gravar qualquer
coisa nele e, quanto aos drives de CD, a grande
maioria dos drives sequer pode gravar um CD.
Mas é importante observar que isso
não é um atestado de que o disquete
ou CD estão esterelizados. O disquete
pode ter se infectado antes da trava ter sido
acionada ou durante um destravamento "temporário"
para gravar ou alterar arquivos. CDs podem
vir da fábrica com arquivos infectados
- isso realmente ocorre de vez em quando,
até nas melhores empresas.
Vírus
infectam a memória C-MOS
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Os modelos do PC AT 286 e superiores possuem
uma pequena bateria que mantêm uma memória
CMOS. Essa memória guarda informações
relativas à data, hora e configuração
da BIOS do computador. Essa memória
não é executada, apenas lida,
e pode ser corrompida por bugs, falhas na
alimentação da bateria e por
vírus. A corrupção das
informações contidas na memória
CMOS pode, por exemplo, tornar inacessível
o acesso ao disco rígido.
Quando isso ocorre, ela deve ser restaurada.
Isso pode ser feito manualmente (para tanto,
deve-se saber EXATAMENTE o que fazer!) ou
quando possível, através de
softwares. Alguns antivírus fazem um
backup das configurações da
BIOS a fim de restaurá-la quando possível.
Como as informações nessa memória
não são executadas, vírus
não podem infectá-la, ainda
que possam corrompê-la. Também
não existem evidências de vírus
que infectem a BIOS baseadas em Flash RAMs
(e não EPROMs) e se disseminem a partir
delas. Contudo, existem vírus recentes
(como o CIH, especificamente construído
para o Windows95) que podem danificar severamente
a Flash BIOS, chegando a impedir o funcionamento
de todo PC.
Trojan
horses são um tipo de vírus
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Trojan horses existem desde as folclóricas
eras do Hacking no MIT e são criados
com os mais diversos objetivos: capturar senhas
e arquivos, destruir dados (bombas lógicas
e bombas de tempo), pregar peças, derrubar
sistemas, etc., sempre caracterizados por
aquilo que o nome indica: "Cavalo de
Tróia". Normalmente são
introduzidos em um sistema sob uma camuflagem
inofensiva para, após a sua entrada,
concretizar o payload para os qual foi criado.
Alguns pesquisadores consideram o vírus
um tipo particular de trojan horse cuja característica
essencial é se auto-replicar "parasitando"
uma outra entidade lógica do computador.
De qualquer forma, apesar de ambos poderem
conter um payload destrutivo, um vírus
necessariamente se auto-replica, um trojan
horse não.
Os
antivírus tornam nosso sistema imune
aos vírus
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Devemos ter sempre em mente que vírus
e trojans horses são projetados para
se esquivar dos antivírus. E que os
antivírus são melhorados a partir
da descoberta dos novos "truques"
desenvolvidos pelos criadores de vírus.
Nada garante que o nosso antivírus
nos protegerá de um vírus ou
trojan mais sofisticado do que aqueles para
os quais ele foi programado para detectar
e destruir, daí a importância
das atualizações.
Do aparecimento dos macrovírus, citando
um exemplo recente, até o lançamento
de versões e upgrades para detecção
e remoção deles, todos aqueles
que possuíam antivírus estavam
tão vulneráveis aos macrovírus
quanto qualquer um que não tivesse
um antivírus.
Além disso, os antivírus são
softwares e portanto, como qualquer software,
estão sujeitos à bugs de programação.
É claro que um software antivírus
é essencial para garantirmos uma boa
segurança ao nosso sistema. Mas as
pessoas cometem um erro ao não fazerem
backups dos dados (que, aliás, não
nos protegem apenas de vírus, mas de
outros problemas que possam vir a ocorrer
em nosso PC), confiando cegamente no antivírus.
Bem, também não há nada
de anormal nisso, já que também
existem pessoas que creêm numa suposta
invulnerabilidade e dispensam os cintos de
segurança sempre que podem.
Os
vírus são criados pelos próprios
produtores de antivírus
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Muitas pessoas acreditam, ainda que sem nenhuma
evidência, que as empresas de antivírus
criem elas mesmas os vírus aos quais
se destinam os seus produtos. Isso, defendem
as pessoas partidárias dessa tese,
objetivaria incrementar as vendas dos antivírus.
As empresas de antivírus não
precisam se preocupar em produzir vírus
- comprovadamente existem pessoas suficientes
no mundo que, pela mais diversas razões,
os produzem e os distribuem, garantindo um
permanente mercado consumidor de antivírus.
Além disso, existem muitos pesquisadores,
consultores e empresas independentes ligados
à questão dos vírus e
sistemas de segurança, garantindo uma
constante vigilância no meio - certamente
isso não incentiva atos que poderiam
ser explorados de forma negativa por uma publicidade
rival. Companhias de antivírus certamente
dispendem seu tempo e capital no desenvolvimento
de seus produtos e com marketing.