Eng. Mec. Industrial no setor de termonuclear da Central Eletrica de Furnas até 71
Atualmente é empresário do setor de equipamentos científicos e hospitalares, e em suas propriedades agrícolas desenvolve
projeto agropastoril consorciado com plantio de açaí .

 

 

CNF, Nosso Verdadeiro Legado
Ruy Eduardo Seligmann
 
Meus queridíssimo amigo

Volto ao ombro do amigo para colocar para fora a minha indignação e preocupação com a situação em que as coisas estão caminhando atualmente na nossa querida terra Brasilis.
Eu já tinha decidido fazer uma CARTA ABERTA para que vc publicasse no nosso site sobre os fatos que estão acontecendo e apontando para um futuro muito sombrio para nossa nação e agora passeando pelo nosso site encontro o artigo do MARK ANTHONY DE MELLO ( assim mesmo , tudo em maiúsculo) antevendo o que estava para acontecer .

Por sinal , quando foi que ele mandou este artigo? Tem tudo a ver , e é por aí mesmo , uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA contra estes vermes que estão no poder , promovendo casuismos em prol de benefícios próprios ,enquanto toda a população brasileira assiste estarrecida , porém calada , queda , muda , titubeante , aos desmandos , e declarações populistas e recheadas de insinuações tendenciosas no sentido da radicalização política do nosso Brasil .

Em outro escrito do nosso querido Paulo Américo Rufino , Paulista , pinçei algumas palavras que dizem muito da nossa formação .Permita-me relembrá-las " fomos tribo - não fomos gangue" - "aprendemos , companheirismo , o humano solidário " " temos o verdadeiro senso de brasilidade , respeitando a diferença e a minoria " " o verdadeiro sentimento de olhar a vida" .

Mário e Betty , esta formação que nós tivemos o previlégio de apreender , agora , a cada novo acontecimento ou pronunciamento , significa uma verdadeira punhalada desferida contra a nossa capacidade de "olhar a vida' .

Não pensem eles que a nossa "tribo" não acompanha perplexa a criação das Universidades Florestan Fernandes da vida , treinando os novos invasores de Incras , hidrelétricas , e fazendas produtivas .

Falo isso de cátedra.
A minha propriedade no município de Tomé Açu , no Pará , foi invadida no dia 04/08/2004 por uma centena de colonos , tudo orquestrado pela FETAGRI ( Federação de Trabalhadores Rurais ) e Incra . Chegaram na fazenda , segundo relato dos meus funcionários, em um ônibus escolar do município.

A estratégia :
Fizeram o meu caseiro refém com toda família e funcionários (2) . Sabem porque? ( perguntem a um de nossos colegas juristas )
Com 2 ou mais dias após a invasão sem serem molestados , o proprietário perde o direito , junto á justiça , de retirá-los á força com auxílio de força policial relatando uma simples ocorrencia.

Aí começa um longo e demorado processo de reintegração de posse , que passa obrigatóriamente pelo consentimento do governo estadual , ou seja nada acontece.
No meu caso , lutei sózinho , contra toda a máquina governamental , e numa oportunidade impar, o presidente do tribunal de Justiça assumiu o Governo Estadual , meu amigo de adolescencia , Milton Nobre e amigão do nosso queridíssimo cenefista Zeno Veloso , e imediatamente mandou o Comandande da PM desocupar a propriedade

Aconteceu comigo , está acontecendo em centenas de fazendas no Pará e sem nenhuma providencia da governadora petista Ana Júlia , que por sinal recentemente viajou em avião do governo estadual para a Venezuela para encontro com o novo caudilho sulamericano.
Violação do estado de direito ? É muito mais que isso!

Acho que já estamos chegando a um segundo estágio !. O da politização da nossa humilde população interiorana ( a nível Brasil) da distribuição da popular cartilha doutrinária , que usa os chavões 'proletariado " , "burguesia" , "divisão de riquesas " está disseminada em nossa região . Se já chegou por aquí , que dirá no sul!
Eles acreditam que esta será a sua sustentabilidade quando forem forçados a apear do poder , como já falaram em outras oportunidades os senhores Stédile , e o maioral deles , José Dirceu .Sem contar com o "bolsa esmola' que na prática é a compra consentida do voto do brasileiro . Gente , deste jeito a coisa vai longe!

Acho que é chegada a hora de mostrar ao Brasil do são capazes estes corôas cenefistas espalhados pelo Brasil .
Precisamos de um comandante em chefe . Eu tenho um nome , MC.
Ou não estamos vivendo um democracia ?
Passe esta idéia para frente !

E quando Setembro vier , como disse o Paulista , teremos um motivo a mais para bater com mais força o nosso sapato canaleta pelas ruas de Nova Friburgo.

2006

 

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A Feijoada
Ruy Eduardo Seligmann
 
Já passava das 4 da tarde , quando apareceram dois garçons ou assemelhados carregando um panelaço com a feijoada solicitada por unanimidade pelos 40 e tantos viajantes chegados de Nova Friburgo , mais precisamente do Colégio Nova Friburgo, após 9:00hs de viagem, via Macacú, Magé, Araruama, Cabo Frio, Macaé e Campos.
Muita cantoria no ônibus , muita zorra , mas agora realmente estávamos cansados.Na chegada á Cachoeiro , fomos recebidos no terminal por uma turma de meninas dos colégios que nos tinham convidado para participar dos jogos e encarregadas de nos alojar em suas casas. De dentro do ônibus Afonso e eu avistamos uma capixaba inteiríssima e sem precisar combinar já nos apresentamos os dois para serem os seus hospedes.O tiro saiu pela culatra . Embora com toda gentileza da hostess verificamos que o aposento daria apenas para um , malmente . Agradecemos e voltamos ao terminal aonde conseguimos nova hospedagem mais adequada ao tamanho dos hospedes e dos armários que carregavam .
Todo este relato para dizer que estávamos literalmente exaustos e famintos. Na espera da bendita feijoada a turma toda já tinha consumido umas vinte geladas . Chegou a hora . O panelão baixou bem na minha frente . Realmente o cheiro era de uma feijoada completíssima . Devia ter de tudo . Orelha , costela ,o pé do porco , chouriço . De todos aqueles ingredientes eu reparei que saia um pêlo maior , que imaginei fosse um toucinho mal raspado . Peguei pela ponta do pêlo e puxei .
E aí meus queridíssimos amigos ( os da viagem devem lembrar bem) o que foi que boiou da feijoada? Uma enorme barata !
Na sequência sem perder o estilo cenefista , chamei o garçom , já em voz alta pedí : Por favor leve esta barata, que não está no cardápio!
Foi uma zorra total ! Primeiro queriam virar a mesa , depois virar a feijoada . Finalmente fomos "convencidos" pelo dono do restaurante da fatalidade ocorrida e que não precisávamos pagar toda aquela bebida que já tinha sido consumida .Acabamos almoçando mixto na lanchonete ao lado .
Só para terminar . Neste mesmo dia os alto falantes estavam anunciando a presença na Rádio de Cachoeiro , á noite, do seu cantor que começava a fazer sucesso fora de casa . Era o ano de 1962 e a música " Que tudo mais vá para o inferno " explodindo na parada. No site do colégio tem uma foto desta excursão.
2006
 

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Aluno Permanecente do CNF
Ruy Eduardo Seligmann
 
Sabes o que significa esta palavra PERMANECENTE no idioma cenefista ? Claro ! Éramos todos nós que não tínhamos parentes no Rio ou proximidades que nos pudessem receber durante as descidas quinzenais do CNF . E daí ?
Daí , isso é uma outra história ainda não explorada pelos historiadores de plantão.
Aí o Colégio ficava todo , só para nós . (Que inveja não?) Jogávamos quantas partidas de basquete quizéssemos . Permanecente sempre tinha uma namorada na cidade . Daí virávamos mais ou menos Friburguenses . Comendo "prato feito" no Caravelas com direito á uma caneca de vinho . Ou reunindo no Merci antes da boate do "Clube dos 50" para tomar chopp e ver quem pegava mais bolacha de papelão (vinha junto com a tulipa) todas empilhadas.
Na Semana Santa de 62 , teve carnaval no Clube de Xadrez , e lá estavam os permanecentes , quando chegou sabe quem? , que tinha fugido da concentração da Seleção Brasileira de Futebol , nada mais nada menos que o saudoso Garrincha. Houve também uma rodada de "lança" que o craque distribuiu entre a galera.Éramos frequentadores do fechado Country Club , aonde nossas namoradas conseguiam convites para nós .Festas , banhos de sáuna e piscina estavam na programação .
Contas abertas nas churrascarias , Rosa amarela , assinadas e não pagas por Joaquim José da Silva Xavier ou Pedro Álvares Cabral . Lógico que depois aparecia o brincalhão!
Banhos de piscina na casa da Marga e Anne (filhas de alemães namoradas do Toca e do Garça em 62 ), rodadas de bilhar na casa de sinuca atráz do Cine Eldorado .
Estou anexando uma folha do diário da gaúcha (friburgense de coração ) Sílvia Bevilácqua , namorada , na época , do Bestial , aonde ela colheu várias assinaturas dos " meninos da Fundação" . Elas disputavam entre sí quem tinha mais assinatura !

Aleguche !

P.S. Para quem não sabe da origem do apelido "Garça" do Afonso era por causa do estilo do Jump dele no basquete , que por sinal se não marcasse eram + 2 pts.

2006

Comentários

O escrito do Rui está ótimo. Relembra com uma fidelidade o que era realmente uma permanência. O CNF, naqueles idos, tinha uma preocupação com os "permanencentes".Lembro de outras situações: tínhamos uma associação -- Alpes - Assoc. do Alunos Permanecentes que promovia jogos, descidas à cidade, melhorava a comida, providencia a entrada no Countri Club, etc.Uma ocasiãomandamos fazer uma flâmulas da Alpes

O apelido de Garça, que absolutamente não me incomodava, me foi dado pelo Paulo Azevedo, que foi prefeito de Friburgo por mais de um mandato no "50" (clube) ( vizinho a casa da Regina Ebérius, na Avenida) em uma dessas noitadas quando da permanência. Me lembrei do Ray Coniff cujo disco tocava sem parar nos sábados. Aí lá vai o meu pensamento recordando aquelas noites frias de Friburgo que contrastavam com o calor do coração.

Falar da Ani (o nome dela era Marriani Hessel: Ani carinhosamente) é falar de um passado que tenho muito presente em mim. Rui e Capitulo fiz um artigo para o Canaletas e está publicado no site do CNF que homenageio o Márcio Braga. O fiz com prazer por encomenda do Ronaldo Lobianco e no fundo nas entrelinhas quis falar da Ani sem que colocasse seu nome explicitamente. O nome do artigo é CNF Uma Visão Sistêmica.

Viajei no tempo! Rui, me fizeste recordar circunstâncias muito especiais. Transforma em um artigo para o Canaleta. Está ótimo por tudo: lembranças, conteúdo, ternura, amor, e tem Ani e Marga. Parece aquele coisa do filosofo maranhense que diz: cachaça, fumo e mulhe; // o que ma tu que!

Um abraço forte ( muito forte, definitivo) pelo momento de alegria que acabei de ter.

Obrigado

Afonso Chermont

Lendo as lembranças dos "Permanecentes," também vaguei pelo tempo.
Fui "Presidente" da ALPES. Era uma delícia. Fazíamos a programação diária. Saídas para a cidade, bailes no "50", jogávamos basquete até contagens centenárias (o que não acontecia em jogos normais da época, em que mal chegávamos a 30 pontos por partida). Mas eram verdadeiras férias a cada quinzena. Embora distantes dos familiares, a presença de jovens de todos o Brasil, os amigos mineiros, paulistas, pernambucanos, gaúchos, paranaenses, paraenses, sergipanos , formavam uma verdadeira família. Não iremos deixar a peteca cair, conforme solicitação do Capelluto, para mantermos sempre em dia essa nossa comunicação.
Abraços a todos principalmente da minha época.
Erich Lemmermann - São Paulo - 1951/1957 (branca, grená, azul, na minha época a cada ano pertencíamos a uma bandeira nas Olimpíadas Internas - que "tempinho" bom!

 

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Carona Para o Almoço
Ruy Eduardo Seligmann
 
O carona não podia ser muito pesado. Já o cavalo tinha que ser forte para aguentar o impacto e não cair. Além disso tinha que ser boa praça e levar tudo numa boa senão dava em merda.

Os principais caroneiros que eu me lembro , da época eram Moura Augusto e Walter Baptista "pau de arara". Os cavalos mais requisitados Rui e Gilberto Leão.

Horário :12hs Local : Ladeira do Científico Como era: para quem não se lembra quando tocava a sirene e a galera começava a descer lá vinha o caroneiro correndo .Se não tivesse na hora nem um cavalo à disposição tudo bem. Se tivesse ,o mesmo se jogava nas costas do outro e se atracava como se fosse uma mochila. Com o empurrão inicial lá iam os dois ladeira abaixo ,o primeiro atracado ás costas e o segundo correndo tentando travar a bandalheira , não digo em toda extensão da ladeira , mas uns quinze a vinte metros com certeza. Depois era uma tentativa de acertar uma braçada no caroneiro , e mais nada. O resto era a alegria daqueles dias felizes.

2000
 

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Eletricman
Ruy Eduardo Seligmann
 
Prédio do científico ,3ºandar ,9 horas da noite ,plantão do prof.OLAVO ,aquela simpatia.

Nosso apto ,Ronaldo Sellos Werner(Manhuaçu-Mg),Hermano (Pernambuco),Tito (Rj) e eu.Capelluto acha essa turma please .

Os outros plantonistas,Guedão,Melão,Viana,Chianca ,entravam no apto jogavam uma conversa fora e sem querer querendo ,logo conseguiam serenar os ânimos e colocar a turma predisposta a dormir.

O OLAVO não ,chegava ,dava tres porradas no armário,VOU APAGAR A LUZ DENTRO DE DEZ MINUTOS, ia até o fim do corredor falando a mesma coisa e quando voltava já era metendo a mão á altura do interuptor ,e boanoite.

Um dia ,não sei porque o Ronaldinho estava puto c/Olavão.Logo depois que ele passou dizendo que tinha dez minutos ,o Manhuaçú começou a desmontar o interruptor,retirou tudo,deixando só os dois fios descascados . Em seguida me chamou e juntos encostamos bem o armário na parede do interruptor , com espaço para passar só uma mão espalmada.Avisamos a sacanagem para o Hermano e o Tito que logo se cobriram com o cobertor da cabeça aos pés.Mesma coisa fizemos eu e o Ronaldinho.

Lá vem o Olavão de quarto em quarto .Cada minuto que passava era uma eternidade.Boa noite .Boa noite .e lá vinha ele apagando as luzes.

Não pudemos ver nada.Não dava .Tava todo mundo coberto fingindo dormir.O homem chegou .Boa NOOOOOITE !!!!!!!.

Gente , a porrada do choque foi tão grande que o nosso "querido" professor de educação física conseguiu afastar o armário com a mão que foi apagar a luz.Silêncio profundo no quarto. O homem berrava que se houvesse algum homem ali ,responsável pelo serviço ,que se apresentasse. Nada . Sono profundo.

COVARDES ,voces são todos uns covardes !E foi embora. Não deu parte na coordenção .Não fez nada.

Talvez com medo da gozação dos colegas. Sorry prof. Olavo ,mas era muita energia para estravazar ,na época!

2006
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