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ACERVO - BASTIDORES

Estou contigo e não abro!


Gayer, Você é um chato!

Não dá trégua, enche a gente de perguntas, de pesquisas e enquetes, não aguento mais, cara!

Sim, meu caro. Leia integralmente, com paciência e atenção, a minha longa resposta.

Quando (há quase 2 anos) resolvi pegar e levar adiante a restauração de todos os nomes dos que pertenceram ao Ginásio/Colégio Nova Friburgo, possuíamos 3120 nomes (muitos incompletos, abreviados, trocados), sem nenhuma indicação ou classificação quais os que seriam alunos, professores ou funcionários, uns 1000 endereços válidos, nenhum registro que marcasse as épocas de frequência, profissão, data de nascimento. Não poderia supor que estaria esbarrando em muitas dificuldades.Hoje são 4095, suponho que existam mais uns 20 não constantes ainda.
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Primeiro, a FGV, órgão máximo da administração, não possuía mais nenhuma relação completa de nomes, fichas ou os documentos relativos ao GNF/CNF. Tudo havia sido transferido para a Secretaria de Educação que, por sua vez, empilhou num armazém, junto à orla marítima, ficando por anos como cama de traças, baratas, cupins e ratos.

Eis que um belo dia, a Fundação Pró-UniRio resolveu fazer um trabalho sobre instituições extintas, recolheu algumas toneladas de papéis à pá, fez um trabalho de higienilização, microfilmou tudo o que lhe fosse possível identificar, resultando cerca de 100.000 fotogramas. A técnica empregada, os recursos disponíveis não foram capazes de garantir nitidez dos fotogramas.

Com muito custo, conseguimos (nessa operação com colaboração de Tof-Tof) obter por empréstimo 4 rolos (10.000 fotogramas) para copia-las (feitas na empresa de Carlos Alberto Teixeira Leite). Montamos equipe constituídas por muitos, além dos mencionados, como Bork, Jayme Balthazar, Julo, Juno, Salomão, e outros à distância. Alugamos um aparelho de boa qualidade (em pleno apagão), formamos uma equipe para desvendar e extrair nomes, turmas, anos, classes, de todos, lançando no micro. Eis que, para nossa surpresa - 60 % dos fotogramas estavam completamente ilegíveis - só conseguimos apurar pouco, em muitas horas de trabalho.

Não satisfeitos, providenciamos a digitalização dos fotogramas em processo ultramoderno. Um CD-ROM contendo o melhor dos 4 carretéis - resultado, não houve único um fotograma que fosse possível, apesar do emprego de mais de 10 softwares competentes para processamento - 0 % (zero por cento). Mais uma vez fomos derrotados.

Dei início às pesquisas, indagando, através de 1289 cartas, confirmação de dados cadastrais importantes para o trabalho de resgate das informações - obtivemos 39 retornos. Só trinta e nove retornos!

Nova pesquisa realizada, obtivemos, 164 respostas.

Efetuamos "Procura-se", também com poucas respostas em relação à rede de e-mails.

Todas as respostas aos nossos apelos foram agradecidas, por e-mail, carta ou telefone. Cada informação catada ou coletada, foram lançadas ou colocadas em quarentena para confirmações e cruzamentos dos dados na medida que outras chegadas adequassem aos cotejamentos e confrontos. Não desperdiçamos as informações.

O Sistema de cadastro que desenvolvi, possui um amplo espectro de recursos adequados para auxiliar e agilizar o trabalho, não só no tratamento das informações, mas, preparado para emissão de relatórios e administração dos dados para servir à Associação, em geral.

Nova pesquisa está sendo colocada via postal, neste momento, pedindo informações de dados pessoais - Ficha de Frequência no G/CNF -, que servirão para cotejamento e revisão dos dados, não só quanto aos endereços, mas principalmente, em relação aos anos frequentados e respectivas séries e turmas. Vamos ver o que acontece, vamos ver o que merecemos em termos de cooperação.

Simultaneamente, via e-mail, pedi que cada um remetesse uma listagem com nomes de seus professores e mestres (330 e-mails), obtivemos até o presente momento 7 retornos - SETE RETORNOS!

Digo, com certa amargura, estou atingido por decepção, por não encontrar respostas de todos, ou de uma maioria absoluta. Talvez porque cada um julgue o quê já tenha respondido fosse suficiente. Digo, não foi. Há centenas de lacunas ou imprecisões no cadastro, que só podem ser dissipadas através de cruzamento de informações, já que nem todos os ítens abordados nas pesquisas retornam integralmente respondidas.

Há, por exemplo, colegas que informam: - fulano de tal é da família tal. Como se esse dado seja desconhecido. Mas, não é isso o importante. O importante é dizer claramente:
- fulano de tal (apelido, nome ou parte do nome), em 1966, por exemplo, era da minha sala, 3º ano do ginasial, turma A, no ano de 1967, era da turma B, do 4º ano, e eu da A. Meu professor de matemática em 1962 à 68 era beltrano, de história era fulana em 1965.
Cada um afirmando que seus professores no ano x eram tais e tais, isso será confirmado por outro colega da mesma classe. Isso é informação de valor.

Dizer que acho que fulano era professor da disciplina tal de 62 a 75 é suposição, sem mencionar que seria ele aluno em 64/65, funciona como dica, não como testemunho pessoal.

Certamente, dados produzidos por outro colega, se me forem enviados, serão complementação - ninguém será capaz de lembrar tudo e todos, é óbvio, se bem que quanto mais informativo, melhor o resultado. E outros deixam de responder porque como são antigos, acreditam que tudo esteja certo com ele mesmo. Isso não é suficiente, temos que considerar que as informações devem abranger também seus camaradas de classe. De 1950 a 1977, tudo é precioso.

Minhas viagens têm contribuído para o aumento do acervo cadastral e aproximação dos caras, mas não é suficiente.

Temos listagem cadastral colocadas no Site (agora com época presumidas), para que ajude no relembrar de nomes e épocas, etc. Poderá também, ser remetida por e-mail a quem solicitar. Hoje, algumas listas de poucas turmas já possuem precisão de 98%, outras só 50% de acerto. Haveremos de chegar aos 100%, mas só com colaborações. E temos que reforçar nosso pedido de que mandem, não deixem de fazer isso.

Os Diretores Regionais, nomeados, deverão, também auxiliar no trabalho da localização dos camaradas da suas respectivas regiões, pesquisando nas listas, pelas dicas recebidas sobre eventuais paradeiros de um e outro. Outro trabalho será o da localização dos sumidos pelo mundo. Para que recebam correspondências, e também, incentivá-los a cooperarem e contribuirem financeiramente, de modo facultativo.

Esse é o trabalho, de cooperativismo. É um lato engano pensar que estou atrás do monitor esperando tudo ser colocado adiante dos meus olhos.

Agarrar o telefone e indagar, puxar o papo com o colega antes sumido, é vital e é melhor, é mais barato quando feito por cada um na sua região, e que as informações venham a ser centralizadas. Dedicar uns poucos minutos com pensamento no GNF/CNF, agora reduzido à Associação, como uma casa nossa, inteiramente voltada para nós, que quer ser mais ampla, mais abrangente e prestativa, não é pedir muito.

A batalha hoje, é como garimpar uma montanha exaurida para obter poucas gramas de mineral. As nossas pepitas são as mais preciososas de todas. É nossa existência estudantil.

Peço, imploro o retorno de todos.

Tem razão, meu caro. Sou chato, lonnnnnnnnnngo e grosso.
Estou com você e não abro!

Robert Gayer(52/54)

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