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ACERVO - GALERIA VIP

Acabo de retornar de viagem realizada pelo sul do Brasil, em companhia de minha mulher, Therezinha, tendo percorrido os litorais Santistas; Santa Catarina e Rio Grande do Sul e as Serras Gaúchas, Passando por São Paulo e Paraná. São regiões de beleza naturais belíssimas e urbanas de gracioso estilo itálico e germânico. Foi uma bela viagem.

No itinerário tive a grata satisfação de visitar alguns de nossos colegas e contemporâneos do GNF/CNF, das primeiras e segundas turmas, levando nossas notícias e recolhendo saudações. Todos eles estão bem de saúde e tudo mais.

Em São Paulo, capital, estivemos juntos: Luiz Carlos Freyre BARATA, ERICH Dietrich Lemmerman, Miguel HENZE, todos da 2ª turma do colégio, do 4º Ginasial, éramos da mesma sala. Foi um encontro espetacular.

Barata e Henze não se viam à cerca de 10 anos; Eu e Erich não víamos Barata e Henze há 47 anos! Erich esteve no Rio no almoço do final de ano. Repassamos lembranças e recordações, nomes, professores, funcionários, os fatos pitorescos de nossa época. Miguel ainda está no batente, no IPT em SP; Barata presta consultoria de engenharia, embora já aposentado; Erich idem, na especialidade contábil. Miguel mora, em São José dos Campos. O incrível é que Erich e Barata residem, respectivamente, Saúde e Vila Clementino, são praticamente vizinhos, cerca de 8 quadras um do outro!

Em Curitiba – PR, fui recebido calorosa e carinhosamente, por Ronald SCHULMAN, e sua esposa, em sua residência.

Depois, num jantar, no Bairro Santa Felicidade, em companhia de um casal de amigos, continuamos nosso papo, tirando do baú-memória tudo o que brotava em termos de recordações. Cara animado, divertido e jovial. Juiz de Alçada do Paraná. Mora não muito distante do centro de Curitiba, numa bela casa. Têm 2 filhas e 1 filho. A caçula é Ana Clara, linda, 19 anos! Ronald nos indicou localidades e itinerários que deveríamos conhecer no continuar da viagem. As dica foram excelentes.

Em Itajaí – SC, também fomos recebidos de modo caprichado e amável por Gustavo MALAGUTI, dono de um complexo industrial de pescados, exportando por avião, imaginem, peixe para Japão, USA, Espanha, Itália, etc, etc, e até para Fortaleza – CE! Malaguti possui uma bela residência na própria quadra do grupo empresarial, tem até um pomar, goiaba, carambola, banana, caqui, etc, Dois filhos, 2 netos, uma nora de extrema simpatia, Tatiana, 1 sobrinho.

A cachaçinha que oferece é toda sofisticada, com sabor agradável de uma frutinha da região. Está bem, eu diria, um garotão! Malaguti ainda nos levou à residência do ABOBRINHA - Luiz Arnaldo Braga Tenius, muito simpático, cardiologista famoso em Itajaí e Curitiba, escreveu um livro “MEMÓRIAS DE UM MÉDICO DO INTERIOR”, uma coletânea de “causos” pitorescos e divertidos da área médica. Livro que recomendo a todos. Malaguti e Abobrinha foram da mesma turma, em 54, 1º científico. Os caras estão bem, há 47 anos não os via.

Em São Vicente – SP, fomos recebidos por JACK Chmielewsky e sua encantadora esposa Vera, no ap, na Ilha Porchat, com vista panorâmica para a orla de São Vicente e Santos. Vista belíssima. Jack, da mesma turma de Malaguti, possui uma empresa bate-estaca, cravando pelo Brasil. A recepção de Jack e Vera foi amabilíssima, repassamos nossas lembranças, CNF, Cabo Frio, Itaipú; comentamos sobre nossos colegas. Estava poderosamente interessado em notícias de nossos contemporâneos. Mostrou vontade de vir ao Rio para encontrar-se conosco. Um casal de filhos Ian (22 anos) e Danuta (20 anos), estudam em São Paulo e Campinas. O cara está jovial, não mudou nada!

Certamente, o relato acima, é um resumo modesto de tudo aquilo que conversamos e relembramos, nem caberia numa folha. Mas, o que tenho a acrescentar é o fato que todos passaram pela felicidade de ter curtido os “Anos Dourados”, tão comentado, fomos protagonistas dessa época. Músicas e canções, bailes, bondes, trens, desfiles, filmes, excursões, GNF/CNF, NF, as aventuras que fizemos, as namoradas, a camaradagem, e, também, Saúde, Saber e Virtude, que nos preparou para a vida, esse tapete de sonhos e realizações que ousamos conquistar, e que não alcançamos, também. Somos bafejados pela sorte, essa é a nossa riqueza.

Recomendo a todos. Façam viagens, encontrem-se com seus camaradas, vale a pena, você vai recordar os caras pelo semblante, pelo sorriso, pela voz, pelo jeito. Ninguém muda. Fomos e somos o que éramos. Talvez uma careca, uma barriga avantajada, cabelos grisalhos, seja nosso novo adorno, o espírito é o mesmo.

Abraços Robert Gayer 52/54

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